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  1. #26
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    Citação Citando DaN!! Ver mensagem
    pra dar uma refrescada na cabeça da galera que parece ter esquecido como surgiu o PS

    Em fins dos anos 80 os compact discs de áudio superam os discões de vinil no mercado mundial (no Brasil, nem tanto); novos computadores hiperturbinados deixam para trás os queridos oito-bits e põem a palavra "multimídia" na boca do povo; a indústria de videogames vive uma nova era de prosperidade com o Nintendo Entertainment System na liderança.

    Imagine então o que as equipes de desenvolvimento de consoles seriam capazes de fazer com o recém-nascido CD-ROM e seus discos de cerca de 640 megabytes -- centenas de vezes mais que os cartuchos daquele tempo! De quebra, já que a memória dos cartuchos custava uma fábula, a distribuição em CD-ROM sairia bem mais em conta.

    Pois a Nintendo preparava chumbo grosso contra o Mega Drive: estava nas pranchetas o 16-bits Super Nintendo (SNES), com um modelo básico (o que hoje todos nós conhecemos) fiel à tradição dos cartuchos. Para combater também o Mega CD, o drive de CD-ROM adicional do Mega Drive, a Nintendo correu para oferecer também um drive para seu novo console. E quem foi contratada para desenvolver esse periférico? A Sony...

    Só que, pelo acordo das duas gigantes japonesas, a Sony se tornaria a única distribuidora da plataforma de disquinhos e teria direitos totais sobre o kit de desenvolvimento. Os executivos da Sony, de posse dessas vantagens, anunciaram seus planos de desenvolver seu próprio console, o Play Station (assim mesmo, com espaço), que aceitaria os cartuchos de Super Nintendo, os CDs de jogos da parceria com a Grande N e ainda os CDs de multimídia (filmes e livros interativos, entre outros) que eram um setor emergente para a Sony. A Nintendo sentiu cheiro de prejuízo, mas guardou sua carta na manga.
    Aos 44 minutos do segundo tempo...

    Na Consumer Electronics Show (CES) de junho de 1991, a Nintendo deixou que a Sony apresentasse o Play Station ao público e mostrasse o quanto poderia alavancar o novo console com seu império de mídia (Columbia Pictures, Sony Music). Mas no dia seguinte, a Nintendo surpreende a todos: anuncia o desenvolvimento de seu drive de CD em parceria com a Philips -- justamente a rival da Sony.

    Esse anúncio pegou muitíssimo mal no Japão: uma regra não-escrita da indústria proíbe que uma empresa japonesa dispense um parceiro japonês em favor de um estrangeiro. E a Philips tem uma posição de vanguarda na tecnologia de compact disc e, naquele tempo, tinha seus próprios planos de CD interativo (o CD-I, que nunca fez muito sucesso).

    Entre mortos e feridos, salvaram-se todos: Sony e Nintendo acharam melhor manter relações amigáveis, pois a Nintendo usava o chip de áudio da Sony no SNES e a Sony planejava incluir uma porta para os cartuchos de SNES no Play Station.

    Em fins de 1992, as duas empresas chegaram a um novo acordos drives de CD-ROM da Sony e da Nintendo usariam discos mutuamente compatíveis, só que a Nintendo controlaria o licenciamento e receberia a parte do leão dos royalties.

    Mas o Play Station jamais chegou às lojas. A Sony montou cerca de 200 unidades, mas logo se desinteressou pelo projeto: previu que os dias dos cartuchos estavam contados e que uma nova geração de consoles deixaria o SNES na poeira. E a própria Nintendo jamais viria a lançar seu drive de CD-ROM. Disquinhos prateados, só muito tempo depois, com os mini-DVDs do GameCube. Mas essa é outra história...
    O X da questão

    De olho numa carreira independente em videogames, a Sony retornou o Play Station aos projetistas para um "upgrade" substancial. Mas todos sabiam das dificuldades à frente: a empresa não tinha experiência relevante em videogames, os consoles concorrentes que usavam CD-ROM (o primeiro de todos foi o TurboGrafx-CD) não tinham ido muito longe, e a Sega se preparava para lançar o poderoso Saturn e dizer adeus aos cartuchos. A Sony não se abalou e foi em frente.

    Em 1993 foi anunciado o lançamento do PlayStation-X (o X servia para diferenciar do finado console anterior), sem a porta de cartucho e sem as antigas pretensões "multimidiáticas" -- desta vez era uma máquina dedicada a jogos. E que jogos! O processador, um R3000 de 33 MHz, era mediano, mas vinha aditivado com uma GPU capaz de gráficos 3D de altíssimo desempenho -- algo pouco comum naquele tempo. Em relação ao projeto original, a memória RAM e a velocidade do drive de CD foram reduzidas para fins de corte de custos. O objetivo era garantir jogos tridimensionais a um preço que o usuário doméstico pudesse pagar.

    Centenas de desenvolvedores passaram a trabalhar na produção de jogos para o PSX, por dois motivos: o desenvolvimento nessa plataforma era fácil e barato (o kit funcionava num PC comum), e a Sony sabia que eram os jogos de alta qualidade que garantiriam o interesse pelo console. Nomes tradicionais como Namco e Konami embarcaram rapidamente: Ridge Racer, a popular máquina de arcade da Namco, rodava em hardware PlayStation e serviu de vitrine da capacidade do novo console. A Psygnosis (do megaclássico Lemmings), comprada pela Sony e rebatizada Sony Interactive Entertainment, produziu alguns dos jogos que fariam a fama do PlayStation. E pelas mãos da Williams, a Sony conseguiu Mortal Kombat 3 antes da Sega.
    Abrem-se as cortinas

    Lançado em 3 de dezembro de 1994 no Japão, o PlayStation foi lançado poucos dias depois do Saturn e acabou saindo-se melhor no mercado. Lembre-se que os gráficos 3D só foram adicionados ao Saturn muito tarde na linha de desenvolvimento, e com desempenho pouco animador. Nada mau, quando sabemos que a Sega é que tinha longa experiência em videogames...

    Em 1995 foi a vez da Sony apresentar o PlayStation na E3 (Electronic Entertainment Expo) e deixar os americanos de queixo caído. No mesmo ano o console foi lançado oficialmente nos Estados Unidos -- e, para conquistar o público de vez, a 100 dólares a menos que o Saturn.


    Não foi pequena a revolução do PlayStation. Vejam as façanhas do console:

    - Foi o primeiro sistema de videogames a popularizar os jogos em CD-ROM;

    - Trazia joypads que deixaram os antecessores na poeira, tão bons que permanecem basicamente os mesmos no luxuoso PlayStation 2 (exceto pelo Dual Shock, que também surgiu como opcional na era PlayStation);

    - Despertou um imenso mercado de acessórios, periféricos e adicionais. Link entre consoles, mouse, volante, drive de disquete, tapete para dança, pistola, multitap: tudo que você possa imaginar existe para PlayStation;

    - Começou a mania do Memory Card, um pequeno cartão que permite gravar configurações do console e etapas de jogos para continuar mais tarde;

    - Reuniu a maior biblioteca de jogos que um sistema de videogame poderia ter;

    - Mandou Sega e Nintendo para o segundo grupo

    http://www2.uol.com.br/fliperama/emu.../historia.html

    AH! e sobre apresentar CGs dizendo serem real time, a Sony fez isso na apresentacao do PS2 também...
    ou ninguem lembra daquela dança entre Squall e Rinoa? diziam ser renderizado real time... tsc tsc
    agora queimem o PS2!!
    maldito! nao vai fazer sucesso nenhum...


    Realmente a historia mostra que a sony tem um papel importante no mundo dos videogames e que nesse mundo ja "brilhou" a atari (2600, 5200) depois a Nintendo(nes Snes, gb),a sega (megadrive, saturn), depois Panasonic (3do), a SNK (Neogeo)
    depois sony (ps1, ps2), e que no futuro pode muito bem ser da microsoft, ou qualquer outro gigante que se interesse por ele.


    Acho que cada empresa na sua devida epoca foi o centro das atenções nesse mercado.


    abs.
    Última edição por r0g3r : 21-11-2006 às 0:32

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  3. #27
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    q o psx e o ps2 foram GRANDES consoles ninguém duvida, mas essa história de mostrar uma coisa num evento e na vida real ser outra totalmente diferente já encheu o saco. resultado: os menos leigos, q acompanham a história há algum tempo já não compram SONY mesmo q sendo MELHOR q o concorrente.

  4. #28
    Membro Avatar de Erich
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    sem entrar tanto no mérito de toda a discussão, eu tb vou dar minha opinão:
    como alguns daqui, sou um gamer bem das antigas e já tive ou joguei quase tudo desde Atari, Intellivision e os mais recentes passando pelos portáteis.
    A Sony foi realmente foda no mercado de games? Sim, foi e muito.
    Mas vamos trazer isso pro presente do que se viu até agora do PS3:
    - Jogos muito fracos em relação a capacidade do console
    - Cópia descarada da Xbox Live
    - Controle (pior cagada na minha opinão por não ter rumble e sensor de movimento bem meia boca)
    - Preço REALMENTE mais caro
    - Demorou demais pra sair

    Nem entrando muito no mérito de Next Gen Wars ou algo do tipo mas analisando como um cara q gosta de games (sem ser perito, é claro) eu só consigo ver cagada em cima de cagada por parte do marketing da Sony.
    Vamos ver daqui a uns 6 meses pra mais e ver como o mercado reage perante tudo que estiver no mercado...mas eu particularmente acho que são pontos que podem pesar muito negativamente.
    Enfim...acho que se a Sony tá certa ou não em tudo que cerca o PS3, é só com o tempo mesmo que isso vai ser respondido.
    Mas que foi uma caralhada de coisa copiada, ah mas isso foi sim!!!hehehe

  5. #29
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    Só prá constar na história. O Playstation não foi tão bem assim de início. Tanto que o Saturno dominou as vendas em 1995. No Japão o apoio ao Saturno nunca foi grande (de fato, a Sega nunca conseguiu grande coisa no Japão. Seus grandes mercados foram: Europa/Brasil com o Mark III - Master System e o Genesis - EUA/Europa.

    A virada na terra do sol nascente veio mesmo quando Square e Enix anunciaram seus rpg's para o Playstation. Somado ao fato que o Saturno é um dos videogames mais dificeis de se programar já concebidos, a falta de suporte ao 3D do saturno - tem 3d, mas não tem processador especírfico para isso. Com o cisma Square/Nintendo. O caminho abriu para o PSX.

    Sei lá, o pessoal costuma defender a Nintendo como uma coitadinha e se esquecem que a Nintendo dominou o mercado em fins de 80, início de 90 com contratos que engessavam completamente os produtores de games.

  6. #30
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    Citação Citando Erich Ver mensagem
    Nem entrando muito no mérito de Next Gen Wars ou algo do tipo mas analisando como um cara q gosta de games (sem ser perito, é claro) eu só consigo ver cagada em cima de cagada por parte do marketing da Sony.
    Vamos ver daqui a uns 6 meses pra mais e ver como o mercado reage perante tudo que estiver no mercado...mas eu particularmente acho que são pontos que podem pesar muito negativamente.
    Enfim...acho que se a Sony tá certa ou não em tudo que cerca o PS3, é só com o tempo mesmo que isso vai ser respondido.
    Mas que foi uma caralhada de coisa copiada, ah mas isso foi sim!!!hehehe
    IMO é a soberba de quem lidera. Já foi a soberba da Atari em não querer lançar o NES nos EUA, a soberba da Nintendo em achar que podia remar contra a maré.

    De qquer forma, não to dizendo que a sony vai se ferrar pela sua soberba. Tá aí os EUA que controlam o mundo a mais de 50 anos com soberba e estão ainda lá

  7. #31
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    Citação Citando Archangellus Ver mensagem
    no caso do Xbox, dá pra contar nos dedos os jogos bons de verdade.
    Última edição por UmK : 21-11-2006 às 4:43

  8. #32
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    Citação Citando UmK Ver mensagem

  9. #33
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    Citação Citando DeMorgan Ver mensagem
    Fanatismo é engraçado....

    Por que vcs discutindo qual videogame é melhor ?
    Parecem retardados... ou vcs são super gênios e entendem essas arquiteturas ?
    Simplesmente comprem o que mais gostam, se tiverem grana, e vão joga-lo.


  10. #34
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    Citação Citando Speed Freak Ver mensagem
    A Sony é foda mesmo, mas sempre acerta tb não né? Betamax e MD tão aí p/ provar isso.
    betamax nao falo, mas MD eu sempre usei, o problema é que demorou para vir para o brasil, quem é do japão sabe o quanto a sony lucrou com md.
    eu nem pensava duas vezes em ter um MD do que um cd player

  11. #35
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    Citação Citando Spectrobozo Ver mensagem
    aonde exatamente a sony revolucionou!?
    eu vejo que a sony soube o que fazer no momento certo, agora revolucionar nao.
    A Sony inovou no engine ter suporte pleno para jogos 3D, que na época dominante pelo bigodudo mario era 2D e ninguem apostava em jogos 3D, na epoca 3D = FPS e nada mais que isso.
    A sony soube inovar porque fez um engine facil de se programar, por incrivel que pareça o investimento dela na epoca era mais no engine do que na tecnologia do proprio console, no ps2 a inovação foi investimento nas empresas de games, chegaram a comprar parte da square e muitas outras empresas.
    PS3 a maior inovação é criar uma ponte entre o videogame e o computador high end a flexibilidade da plataforma é maior incentivo, ter um computador high end a baixo custo.
    nao duvido nada o pessoal utilizar o ps3 para soluções corporativas....

  12. #36
    Membro Avatar de Repolho Roxo
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    Então:

    1)A Atari revolucionou lá nos primordios.

    2)A Nintendo revolucionou no crash dos videogames com o Nintendo e Super Nintendo.

    3)A Nintendo revolucionou nos portáteis com o GameBoy.

    4)A Micro$oft revolucionou com a Live.

    e mais...

    Todas as empresas que entraram no mercado de videogames tem seus méritos. Claro que posso dizer que a Sony é uma grande empresa se tratando de games, apesar de alguns erros como todos as outras empresas cometeram. Mas acho que ela não chegou a tanto de revolucionar....

  13. #37
    Membro Avatar de Spider[JSLV]
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    LOL
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    Citação Citando Archangellus Ver mensagem
    e no caso do Xbox, dá pra contar nos dedos os jogos bons de verdade..
    Você quis dizer cabelos ou está fumado mesmo ?

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