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  1. #1
    hardMOB Staff - Moderação Avatar de eduhunter
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    [ReviewMOB] Lista by Users, faça o seu!

    Pessoal, bom dia.

    Tendo em vista que eu já tinha dado a ideia anteriormente e parece que alguns acatam (vide tópicos de review surgindo), vou deixar esse tópico para review de games, não importando a idade, tempo, console, etc. Vale review de qualquer game (logicamente que quanto mais novo, melhor). Abaixo criarei um sumário dos games com link para o seu review, por ordem alfabética. Quando criar, favor seguir o seguinte padrão no ínicio do review:

    * Nome do jogo: Alladin
    * Console: Mega Drive
    * Ano: 1993
    * Características: 1 player, side scroll, aventura, infantil, offline, no trophies.

    1 imagem ilustrativa do game.

    Review em si (favor limitar a 5 imagens durante a edição do texto para não poluirmos demais o tópico).
    Que comecem

    ===========================================

    SUMÁRIO

    B
    Battlefield Hardline [PS4] by @ragecom

    C
    Calling [Wii] by @ragecom
    Castlevania Lord of Shadows 2 [PS3] by @Crag Hack

    D
    Dead Rising 3 [Xone] by @ragecom
    Disney Infinity [Wii] by @ragecom
    Dishonored [PS3] by @Crag Hack

    K
    Kid Ikarus: Uprising [3DS] by @ragecom

    L
    Luigi's Mansion: Dark Moon [3DS] by @ragecom

    M
    Metal Gear Rising Revengeance [PS3] by @Crag Hack
    Motorstorm Apocalypse [PS3] by @Crag Hack
    Murdered: Soul Suspect [Xone] by @ragecom

    N
    New Mario Bros [Nintendo DS] by @Netossauro

    R
    Resident Evil: Operation Raccon City [PS3] by @ragecom
    Resident Evil: Revelations 2 [PS4] by @ragecom
    Ryse: Son of Rome [Xone] by @ragecom

    S
    Sonic Generations [PS3] by @ragecom

    T
    The Evil Within [PS4] by @ragecom
    The Order: 1886 [PS4] by @ragecom
    Thief [PS4] by @ragecom

    Y
    Yakuza 3 [PS3] by @ragecom
    Yakuza 4 [PS3] by @ragecom
    Última edição por eduhunter : 23-11-2015 às 10:57

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  3. #2
    hardMOB Staff - Moderação Avatar de eduhunter
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    Reservado em caso de necessidade.

  4. #3
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    [Wii U] Disney Infinity

    * Nome do jogo: Disney Infinity
    * Console: Wii U
    * Ano: 2013
    * Características: multiplayer, platformer, NFC

    Não era de hoje que eu estava a fim de jogar Disney Infinity. Eis o review.

    Para jogar Disney Infinity você precisa comprar o starter pack, que é uma caixa que possui o jogo em si, três figuras NFC, o "totem" dos playsets e a base NFC onde se encaixam as figuras. A primeira coisa interessante, lógico, são as figuras NFC. Eu, como colecionador de videogames, adorei as miniaturas que tenho na minha estante. Elas são muito bem feitas e de ótima qualidade. Só para comparar: eu tenho três Amiibos (Link, Mario e Kirby). Não vou dizer que as figuras do Disney Infinity estão no nível dos Amiibos em detalhes (os Amiibos são mais bem feitos) mas mesmo assim eles são lindos.


    As figuras que vem no starter pack são as seguintes: Jack Sparrow (Piratas do Caribe), Sully (Monstros SA) e Mr. Incridible (Os Incríveis). Cada uma funciona apenas com seu próprio playset. Um playset é um universo dentro do Disney Infinity, ou seja, um jogo diferente. Então na prática Disney Intinity é um jogo 3 em 1. Os playsets não possuem correlação entre si, cada um possui seu próprio final e não há ordem para se jogar. Na verdade, é possível jogar mais de um ao mesmo tempo (existe um save file para cada playset - você pode jogar um pouco de um, parar, jogar um pouco de outro e por ai vai).

    Antes de começar a falar do jogo em si, tirem qualquer preconceito da cabeça. "Disney Infinity é coisa de criança, vem com aqueles brinquedinhos" - ok, mas ainda assim é um puta jogo. Como funciona? Simples: você pluga a base NFC no USB do Wii U e coloca o totem e a figura do playset que quer jogar. O jogo vai reconhecer a figura e você pode começar a jogar. Simples assim. Como falei antes, o jogo possui três playsets:

    . Monstros SA: neste playset você joga com Sully e se passa na universidade. Esse playset foca mais em stealth, uma vez que Sully deve "assustar" os rivais da outra universidade em diversas missões.
    . Os Incríveis: esse foi o playset que eu menos gostei (talvez pela falta de carisma que envolva Os Incríveis), mas é o que tem mais ação, por assim dizer.
    . Piratas do Caribe: esse foca mais na exploração, tem várias cidades e você vai de uma a outra navegando com o navio de Jack Sparrow. Foi o que eu mais gostei.


    Cada playset tem um foco diferente, como falei, mas todos os três possuem um fator de exploração bem legal. Geralmente você encontra itens escondidos, etc. A ambientação do playset dos Incríveis é a mais simples, na cidade. Eu não gostei desse, achei simplezão demais e como falei, esse enredo dos Incríveis eu acho o menos carismático dos três. Porém é o que tem mais ação: toda hora aparecem os robôs inimigos e o Mr. Incridible é o personagem que tem a maior variedade de movimentos e golpes. Pena que a variedade desse playset acaba ai: o mapa é monótono, com mil prédios se repetindo, além de missões bem repetitivas (só de escoltar bandidos até a prisão são umas três ou quatro). O do Monstros SA é bem divertido, ambientado na universidade dos monstros. Esse foi o que mais gostei de explorar simplesmente pelo mapa ser o mais agradável dos três. Num primeiro momento eu fiquei um pouco frustrado porque Sully se move meio devagar, mas isso fica resolvido depois que você adquire a bicicleta, o que facilita muito a movimentação. O do Piratas no Caribe também é ótimo e foi o meu favorito. Navegar com o navio não é nem de perto tão agradável como num Assassins Creed 4 da vida (seria até covardia comparar), mas não chega a comprometer. Já explorar as cidades, que ficam em diferentes ilhas é bastante divertido.

    Falei que Sully se movimenta meio devagar... Na verdade acho que os três personagens se movimentam meio que na mesma velocidade, mas como as cidades do Piratas do Caribe são pequenas e o Mr. Incridible tem um carro praticamente desde o início do seu playset, a lerdeza de Sully fica mais evidente. Uma coisa que eu não gostei é que os controles são meio duros e restritos: por exemplo, você não consegue fazer um wall jump em qualquer parede, apenas em algumas. Sobre o controle ser meio duro, a impressão que eu fiquei é que todos os movimentos (especialmente aqueles que exigem alguma precisão) são meio forçados, como se você estivesse fazendo um esforço além do necessário para algo que deveria ser simples. O hoverboard do Mr. Incridible é o melhor exemplo disso: toda hora parece que você vai perder o controle daquela porra e quase nunca se consegue passar por onde se quer.

    Outro feature interessante é que você pode comprar mais figuras NFC e com elas você tem acesso a mais playsets (como é o caso dos Carros) ou novas missões. Cada figura é associada a apenas um playset, então você não pode usar por exemplo, o Jack Sparrow no playset dos Monstros SA. Eu não tenho outras figuras além das que vieram no starter pack e nem pretendo comprar porque são meio caras, mas aceito de presente (as mais baratas que vi custavam 59,90 na black friday - depois disso as mais baratas que vi foram por 79,90).

    Enfim... Como um todo achei um bom jogo. Platformer de qualidade e bem acabado.

    Metacritic: 71/100
    Última edição por ragecom : 14-10-2015 às 12:31

  5. #4
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    [Wii] Calling

    * Nome do jogo: Calling
    * Console: Wii
    * Ano: 2010
    * Características: survival horror, primeira pessoa

    O ano era 2010. Eu tinha comprado um Wii no ano anterior e vim da geração PS2. Havia jogado bons survival horrors na geração passada, havia acabado de zerar Shattered Memories (que foi a razão de eu ter comprado um Wii pra começo de conversa) e estava seco por mais. Foi ai que anunciaram Calling.


    Gimme my fucking money back!!!

    Não sou muito de terror jap, mas os traillers da época eram impressionantes. Assustador de verdade! Então cai na maior burrice que alguém pode fazer: comprei um jogo totalmente underground na semana de lançamento antes dos reviews sairem.

    Quando o jogo chegou pelos Correios os reviews já tinham saido... E eu meio que já sabia a merda que eu tinha comprado.

    Mas quando comecei a jogar, achei incrível! Achei original, a imersão que o Wiimote causa foi algo que eu nunca havia experimentado num survival. Em Calling o Wiimote toca e você o atende como se fosse um telefone, inclusive os fantasmas falam com você ao telefone pelo speaker do Wiimote. Ótima idéia!

    Durante os 10 primeiros minutos de jogo eu achei que estava jogando o novo Fatal Frame! Tudo parecia incrível e original! A forma como os fantasmas apareciam, a evolução da história... Tudo ia muito bem até que...................... Os 10 primeiros minutos passaram.

    O jogo queima todos os cartuchos na primeira fase. A partir dai é só merda. É seguir gato para achar saidas, chacoalhar o Wiimote para se livrar de fantasmas como se estivesse jogando Samba de Amigo, correr por corredores sem fim com um mapa praticamente inútil e sendo seguido por fantasmas que você não pode matar e não desgrudam de você de forma alguma, impedindo que você explore o maldito ambiente. Existe uma missão inclusive que você tem que discar um número no telefone para escapar sendo atacado por 3 fantasmas ao mesmo tempo. SÓ QUE CLARO QUE QUANDO ALGUM FANTASMA TE ATACA O TECLADO ZERA E VOCÊ TEM QUE DIGITAR TUDO DE NOVO O MAIS RÁPIDO POSSÍVEL ANTES QUE ALGUM FANTASMA FILHO DA PUTA TE AGARRE E ZERE A PORRA DO TECLADO DE NOVO.

    Isso sem contar as inúmeras coisas que você tem que fazer com uma jogabilidade PORCA, praticamente sem mapa, sem saber onde os fantasmas irão aparecer, sem nenhuma pista do que fazer, procurando MILIMETRICAMENTE itens pelo mapa porque eles são MINÚSCULOS e não há NENHUMA INDICAÇÃO de onde eles possam estar, sem porra nenhuma.

    Muitas vezes você é atacado por um fantasma duas vezes seguidas! Ou seja, você joge do fantasma, o puto aparece na sua frente de novo não te deixando andar nem um passo a fim de explorar o maldito hospital/escola/casa/seja lá qual for o ambiente. Isso sem contar as INÚMERAS VEZES que você está chacoalhando a porra do Wiimote e o filho da puta não desgruda de você, COMO SE O CONTROLE SIMPLESMENTE NÃO FUNCIONASSE E VOCÊ ACABA MORTO DE SUSTO (SIM, É ASSIM QUE O JOGO MEDE A SUA ENERGIA: PELO "SCARE METER") tendo toda a sua energia sugada pela glande.

    Eu estou esgotando muito esse tema da jogabilidade, mas é algo que só você jogando mesmo pra ter noção do quão ruim aquilo é. Não posso sequer descrever com palavras.


    Whoa... Sinistro...

    O jogo beira o injogável. Eu zerei as maiores MERDAS de PS3 contando Wolfenstein, COD 3, Duke Nukem Forevis e Enemy Territory: Quake Wars. Mas Calling é muito, mas muuuuuuuuuuuuuuuuito abaixo desse nível. Eu já joguei muita merda na minha vida mas com certeza Calling foi um dos piores. Pior jogo de Wii fácil.

    A história não poderia ser mais clichê: pessoas entram num site proibido, recebem ligações telefônicas fantasmagóricas e acordam no meio de um mundo dominado por poltergeists. Sim, consegui contar o enredo do jogo em uma linha e meia. No mais a história se divide em quatro personagens presos neste mundo, cujas histórias forçadamente acabam se entrelaçando, uma vez que os personagens VIAJAM DE UM AMBIENTE PRA OUTRO ATRAVES DA LIGAÇÕES TELEFÔNICAS.

    Enfim... Sei que quase ninguém comprou ou jogou essa merda. O review é quase um desabafo lol

    Metacritic: 49/100
    Última edição por ragecom : 14-10-2015 às 12:30

  6. #5
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    [X1] Dead Rising 3

    * Nome do jogo: Dead Rising 3
    * Console: X1
    * Ano: 2013
    * Características: TPS, lineup de lançamento

    Vou fazer um daqueles reviews que no fundo são mais um desabafo do que um review. Vamos lá...


    Antes de tudo... Porque eu comprei Dead Rising 3? Simples... Eu não tinha mais nada pra jogar no momento e fui no cara que costuma me vender jogos usados e ele só tinha Dead Rising 3. Eu logo de cara pensei: "Porra... Eu não vou gostar dessa merda". Dito e feito.

    O jogo não podia ser mais aleatório: você é o sobrevivente de um apocalipse zumbi, a cidade está tomada pelos zumbis e o objetivo é sair fora da cidade com os seus amigos (que são totalmente retardados). Eventualmente você acaba encontrando uma ex-namorada que ingressou numa MILÍCIA QUE COMBATE OS ZUMBIS. O objetivo é sair da cidade não apenas por causa dos zumbis, mas porque o exército vai jogar uma bomba atômica na cidade pra acabar com os zumbis e quem ainda estiver ali dentro vai evaporar (quem lembra de Resident Evil 3?).

    Bem, se o enredo do jogo é uma merda, ao menos o gameplay poderia salvá-lo mas esse não é o caso. A movimentação é dura, existem QTEs onde você precisa balançar o controle que simplesmente não responde adequadamente além de mil outros problemas. A maior graça do jogo (se é que se pode dizer isso) é que tudo o que você encontra pelo chão pode ser usado como arma, mesmo sendo algo inofensivo como um travesseiro ou galão de água vazio. O problema com a quantidade de coisas que podem ser utilizadas como arma, e isso é um problema frequente, é que muitas vezes os itens estão meio que amontoados no chão e você quer pegar uma coisa, mas acaba pegando outra - o que faz com que você perca um tempo valioso quando está lutando com um boss ou algo assim.

    É possível combinar armas para criar armas mais mortais, afinal o seu personagem (que é tão memorável que eu nem lembro mais o nome) é mecânico, e mecânicos sabem construir qualquer coisa. Então, digamos, que você pega uma motoserra e uma marreta - você pode combinar as duas de forma que você faça uma "motomarreta" que dá mais dano e dura mais tempo, isso tudo envolto daquele humor sem graça de completo exagero. As armas de fogo também são muito problemáticas. Digamos que você pega um fuzil, que possui 40 tiros. Se você largar o dedo sem se preocupar muito com a munição, sabe o que vai acontecer? Você vai dar os 40 tiros, automaticamente você vai largar o fuzil e equipar a próxima arma do inventário (que não necessariamente é uma arma de fogo) e ATIRÁ-LA CONTRA OS ZUMBIS. É ISSO MESMO, O "41O TIRO" VAI JOGAR A SUA ARMA (QUE PODE SER UMA EXCELENTE ARMA) NA CABEÇA DE ALGUM ZUMBI. Isso é um problema bem grande porque em muitos casos você está lutando contra soldados com armas de fogo, e a forma mais eficiente de matá-los é com armas de fogo.

    O jogo te tortura a fazer uns sidequests. Tem momentos nas missões principais que você depende que alguém termine uma tarefa para continuar a missão principal, e você é OBRIGADO A ESPERAR TIPO UMA HORA. Enquanto isso, o jogo te aconselha a explorar a cidade e encontrar sidequests para passar o tempo. Eu fiz isso uma vez e quando percebi que os sidequests são horríveis resolvi ficar em cima de um carro (zumbis não sobem em cima de carros) e deixar o jogo parado lá - fui fumar um cigarro, lavar a louça, tomar um banho, qualquer merda. Quando deu mais ou menos uma hora depois eu voltei a jogar, e eu já podia finalmente continuar a missão da história principal.

    Os gráficos definitivamente não impressionam. Você recupera energia com comida (só um lembrete: comida também pode ser atirada nos inimigos se for o próximo item do inventário após usar uma arma de fogo) e a forma como ele come é digna de um jogo de N64: ele leva a comida até a boca e ela some (mesmo que seja uma coisa grande como um bolo). Só que na época do N64 isso era perdoável, hoje em dia não é. Porra esse jogo é do lineup de lançamento do X1, se eles queriam impressionar alguém com essa merda de jogo eles fizeram tudo errado.

    Os models dos zumbis se repetem frequentemente e não é raro estar diante de três ou quatro models exatamente iguais. O mapa também não impressiona, e por isso não dá nem vontade de explorar. Na verdade o jogo não incentiva a exploração porque todos os lugares estão tão abarrotados de zumbis que a iniciativa sempre é fugir. Simplesmente não dá pra matar todos os zumbis e cada vez aparecem mais, vindos de esgotos ou buracos nas paredes, então o ideal é sempre tentar fugir mesmo e poupar as armas boas para situações onde não se possa escapar. Essa quantidade imensa de zumbis ao mesmo tempo talvez seja a única coisa que eu possa falar de bom nesse jogo: às vezes aparecem mais de 100 zumbis ao mesmo tempo na tela e não dá nenhum tipo de slowdown.

    Ah, e a física ao dirigir um veículo também é péssima, só pra constar.

    Aparentemente nego gostou dessa merda porque o Metacritic é bem alto, ou tem muito caixista cego hypando essa merda. Eu dei graças a Deus quando zerei e foi daqueles que deu vontade de jogar o disco pela janela.

    Metacritic: 78/100
    Última edição por ragecom : 14-10-2015 às 12:29

  7. #6
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    [PS4] Thief

    * Nome do jogo: Thief
    * Console: PS4
    * Ano: 2014
    * Características: primeira pessoa, crossgen

    Mais um review cheio de ódio no coração...

    Thief é um crossgen que saiu para PS3, PS4, X360, X1 e talvez PC. O que eu joguei foi o de PS4.


    Você joga com um ladrão clichê chamado Garret. Digo clichê porque ele fica fazendo pose de fodão e todos os outros personagens o respeitam como o ladrão fodão. Garret tem uma amiga, que foi sua aprendiz chamada Erin. Erin é outro clichê: aquela ladra gostosinha totalmente inescrupulosa que acha que sabe da porra toda e gosta de fazer tudo sozinha. Bem, papo vai, papo vem e Erin acaba caindo de uma cúpula de vidro onde dentro estava sendo feito um ritual. Depois que Erin cai em cima do feixe de luz verde, uma onda de impacto varre a cidade e Garret acorda um ano depois sem se lembrar o que aconteceu exatamente naquele dia e numa cidade tomada por uma praga chamada "The Gloom". O enredo (que já é genérico) evolui para um lado nada a ver e se perde completamente. Ok, se eu falar mais do enredo vai ser spoiler (não que eu ache que alguém vai ficar vidrado nessa historinha meia bomba, mas...).

    Agora vou resumir Thief em uma frase: um Dishonored piorado (não que Dishonored fosse grande coisa). Sei que a série Thief tem até a sua reputação, mas estou falando especificamente deste jogo.

    Não sei porque mas jogos que focam em stealth não deviam ser em primeira pessoa. A primeira coisa que você percebe é que Garret é baixinho - e isso é muito esquisito. Todo mundo que você se aproxima parece maior do que você. O stealth do jogo funciona assim: você deve chegar por trás dos inimigos e dar uma porrada na cabeça com a arma de Garret, que parece um pilão de fazer caipirinha. Se algum outro inimigo ver o corpo ele entrará em estado de alerta e irá procurar Garret. A maior parte do tempo Garret deve se esgueirar pelas sombras e abaixado, fazendo pouco ruído. Uma parte interessante do jogo é que o material do chão onde Garret está pisando pode fazer mais ou menos barulho e alertar os guardas (cacos de vidro, poças de água, madeiras, etc.). Você pode também atirar flechas, que possuem diferentes funções e preços: flechas explosivas, flechas com bolsa de água (serve para apagar tochas), flechas com ponta ou sem ponta e por ai vai.

    Essa parte de stealth, que é 90% do gameplay, podia ser bem melhor e na maior parte do tempo você está fazendo coisas que são completamente forçadas. Por exemplo: existe um comando para que Garret corra de uma sombra até a sombra mais próxima, passando por uma pequena área iluminada. Você pode fazer isso praticamente debaixo do nariz dos guardas e eles não percebem. Da mesma maneira, você pode escalar (e ele usa um gancho para escalar) bem perto dos guardas e eles não escutam nada. Dinheiro é o que não falta no jogo, se você explorar minimamente o local das missões principais (nem precisa explorar a cidade), o que já dá pra manter o inventário sempre cheio. Quando percebi que dinheiro não era problema, eu que já estava de saco cheio do jogo já há muito tempo, abandonei o stealth e matei a maior parte dos inimigos com flechas explosivas (que podem matar até dois guardas se eles estiverem próximos).

    Garret é um ladrão, então claro que ele pode invadir algumas casas através das janelas e roubar as coisas. Isso também é bem forçação de barra - todas as janelas da cidade estão destrancadas e você usa tipo um pé de cabra para abri-las (como se isso fosse silencioso). Não sei se por azar meu, todas as janelas que entrei não tinham ninguém dentro. Tinha até curiosidade de saber o que aconteceria se alguém me surpreendesse roubando a casa mas nunca aconteceu. Dentro das casas, Garret deve investigar gavetas, cristaleiras, encontrar cofres e abri-los, essas coisas. Nada disso é NECESSÁRIO, mas pelo menos dá uma variada no jogo.

    A escolha de itens com o controle do PS4 é uma merda - é com o touchpad do controle. Porra, sério que eu não entendo porque eles obrigam a gente a usar esses gimmicks em situações desnecessárias como essa. Esse touchpad do PS4 é horrível, puta que pariu.

    Eu pessoalmente achei o mapa do jogo bem confuso, tudo muito parecido. Os cenários não tem grande inspiração e não te seduzem a explorar. Os models também são meio feios e o jogo como um todo parece meio mal acabado. Ainda sobre os gráficos: os cutscenes do jogo rodam em FPS tão baixo que chega a dar raiva, comprometendo totalmente a sua qualidade.

    O jogo é longo, cansativo, chato pra caralho e a cada novo capítulo você fica torcendo para que seja o último. Thief é desnecessariamente grande e tedioso e eu só recomendaria para pessoas que eu desejo mal.

    Metacritic: 67/100
    Última edição por ragecom : 14-10-2015 às 12:28

  8. #7
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    [X1] Murdered: Soul Suspect

    * Nome do jogo: Murdered: Soul Suspect
    * Console: X1
    * Ano: 2014
    * Características: multiplataforma, terceira pessoa

    Mais um reviewzinho com o padrão de qualidade ragecômnico. Vou procurar não fazer spoilers.

    Murdered: Soul Suspect se passa na cidade de Salém, Massachusetts. Você controla um detetive chamado Ronan O'Connor, que está trabalhando no caso de um serial killer que está aterrorizando a cidade conhecido como Bell Killer. Ronan está perseguindo o assassino em um apartamento e durante a luta, o serial killer joga Ronan pela janela e ele morre. Ronan desperta como espírito e descobre que está morto. Agora, Ronan deve desvendar o mistério de quem é seu assassino, mesmo depois de morto.


    Pessoalmente eu gostei bastante do enredo (pensando melhor, não muito do enredo em si mas sim como ele é passado). Quando vi que o jogo era uma coisa mais investigativa pensei logo que seria algo como LA Noire, mas é um pouco diferente: como Ronan é um fantasma, ele pode "ver" coisas que os demais detetives (vivos) não conseguem perceber. O jogo é sombrio, mas ao mesmo tempo cativante de certa forma. A pequena cidade de Salém, as pessoas cochichando pelos cantos sobre os assassinatos, o climão sombrio e nublado, tudo isso compõe muito bem o enredo que se propõe. Aos poucos Ronan vai descobrindo que há algum tipo de ligação entre o Bell Killer e as famosas histórias que envolveram as execuções das bruxas de Salém - o que faz com que o enredo fique ainda mais sinistro e misterioso.

    Ronan se move de uma maneira meio dura, mas nada que chegue a comprometer. O foco dele nos detalhes em cada cena de crime também poderia ser melhorada, mas isso também é um pormenor. Os mapas do jogo são muito bonitos e cheios de detalhes: Ronan visita cenários diversos (igreja, cemitério, manicômio e outros locais de Salém) e todos são bastante sombrios e bem construídos. A atmosfera do jogo não é pesada por ser sombria. Existem jogos sombrios em que o ambiente é extremamente pesado e hostil, que passam uma sensação de insegurança a cada instante (Fatal Frame, por exemplo). Já em Murdered essa sensação é bem mais amena - o jogo consegue passar o suspense sem deixar o jogador com aquela sensação de opressão e perigo iminente, e esse ar mais sombrio só contribui para aumentar o mistério que Ronan está resolvendo.

    A mecânica do gameplay é a seguinte: Ronan, por ser um fantasma, consegue atravessar paredes por exemplo - porém, existem certas barreiras que não existem no nosso mundo, apenas no mundo espiritual. Por isso Ronan conta com a ajuda de uma garota adolescente médium, e os dois vão avançando juntos. Ronan, por exemplo, não pode ser visto por câmeras, então uma de suas funções é garantir que a garota (que se chama Joy) não seja vista por elas, ou mesmo por pessoas em determinados locais onde eles estão invadindo. Já Joy, que está viva, consegue se comunicar livremente com as pessoas, coisa que Ronan não consegue fazer. Na prática um complementa o outro.

    Ronan pode interagir com objetos eletrônicos (ligar rádios, desativar câmeras, etc) para chamar a atenção das pessoas e levá-las para onde interessar. Ele também pode possuir pessoas para buscar memórias ou influenciar as suas decisões na busca por pistas.

    O único perigo que pode matar Ronan são os demônios, que só "existem" no mundo que ele consegue enxergar. Para "matar" os demônios é necessário se aproximar por trás e eliminá-los com um QTE. Existem locais onde há o chão é diferente e Ronan não deve pisar ali, porque os demônios irão traga-lo e game over. Existe uma cena, na igreja, em que Ronan deve passar por um corredor com esse "chão de demônios", do outro lado está um zelador limpando o chão e do lado de Ronan está um rádio. Para passar por essa parte é necessário ligar o rádio, o que irá atrair a atenção do zelador, e você passa para o outro lado "de carona" no corpo dele. Não é um puzzle complicado, mas é interessante e divertido.

    Num geral eu não esperava nada de Murdered, mas o jogo acabou se mostrando uma grata surpresa. Claro que não é um jogo maravilhoso, mas foi bem acima do que eu imaginava.

    Metacritic: 51/100

  9. #8
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    ODIN SON!!
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    * Nome do jogo: Castlevania Lord of Shadows 2
    * Console: PS3
    * Ano: 2014
    * Características: Quick time Events, mundo aberto, câmera livre

    Confesso que fiquei bem animado quando comprei o jogo, é uma franquia que rendeu excelentes horas de jogo na minha infância, principalmente o Symphony of the Night. Por conseguinte esperava um jogo 10/10, mas infelizmente não posso dar essa nota.



    1)Luta:
    ~>Muito parecido com GoW. No modo fight a camera afasta e a visão periférica é excelente, o personagem é dotado de 3 tipos de armas com elementos diferentes (Espada Normal; Espado do Vazio - Gelo; Punho do Caos - Fogo).
    ~>Existem vários tipos de combos, a cada um deles podem ser evoluídos com o tempo de jogo. (GoW?).
    ~>Cada monstro que você enfrenta tem o momento "finish him", onde ele fica atordoado e o Belmont tem a opção de coletar o sangue do inimigo para aumento de sua estamina (GoW Again?).
    ~>Você tem muita opção para luta, desde combos absurdos que se bem utilizados destroem o inimigo de cara até as esquivas. Também tem muitos itens a disposição, como aumentos de histamina, mana e golpes especiais.

    Luta:
    Spoiler:





    2)Mobilidade:

    ~>O jogo é em mundo aberto, com quick time events, o que é muito bom pois os itens que você deixa para trás podem ser recuperados.
    ~>Não há opção de capítulos, o que naturalmente te prejudica em termos de troféus missibles.
    ~>Nas escaladas (prédios, paredes, escadas) o jogo te dá a opção de visualização dos locais de escalada, ou seja, você sabe exatamente onde estão os locais que darão segmento ao jogo. Esse foi um diferencial gigante nesse jogo, pois eu ficava puto no GoW quando deveria dar sequência no jogo e não enxergava o local para escalar.


    3)História

    ~>O Drácula desperta muitos anos após os eventos dos dois jogos anteriores de Lords of Shadow (começou no Symphony). Ele foi informado por Zobek do retorno iminente de Satã, propondo a recuperação de seus poderes para que Drácula possa enfrentá-lo mais uma vez.A chave para ele recuperar o seu poder reside em seu castelo. No entanto, o famoso clã Belmont buscam sua destruição final.
    ~>Não é obrigatório o entendimento da história para jogar. Para os apressados existe a opção de pular a história, o que eu não recomendo de jeito nenhum, pois a história é muito boa e a qualidade gráfica é impressionante.

    4)Dificuldades

    ~>O jogo detém 4 dificuldades. Particularmente joguei na mais dificil "Cavaleiro das Trevas", por gostar de curtir a modalidade de jogo mais insana e ainda ganhar alguns troféus por isso. Essa dificuldade, novamente, me lembrou muito GoW, por não ser algo muito difícil de se conseguir.
    ~>Nem todas as lutas são obrigatórias, mas são muito difíceis de serem evitadas.
    ~>A dificuldade altera as propriedades evolutivas das armas. Quanto mais difícil o jogo, maior a quantidade de etapas de evolução.

    5)Saves

    ~>Esse é o único ponto que não me faz conceder uma nota 10 ao jogo. Infelizmente, por algum motivo inexplicável, o jogo não te dar opção de salvar. Além disso, os checkpoints automáticos as vezes demoram uns 3 cenários para acontecer. Já tive casos de ter que enfrentar 3 seções de lutas contra monstros sem salvar, qualquer erro de esquiva no modo Cavaleiro das Trevas pode lhe causar a morte, pois os monstros não param de atacar nem mesmo quando você está no chão.

    Metacritic: 88/100
    Última edição por Crag Hack : 16-10-2015 às 10:52

  10. #9
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    [PS3] Resident Evil: Operation Raccon City

    * Nome do jogo: Resident Evil: Operation Raccon City
    * Console: PS3
    * Ano: 2012
    * Características: survival horror, TPS

    Não farei spoilers. Esse é um review apenas da parte offline do jogo.

    O enredo do jogo é hipotético, porém se passaria no meio dos acontecimentos de RE2 e RE3. Raccoon City está no meio do apocalipse zumbi e a Umbrella manda uma unidade de mercenários para lá destruir as provas que ligam a catástrofe à empresa. Você controla um destes mercenários.


    Mais do mesmo... Ou não... Mas a certeza é uma só: quem sabe?

    Existem seis mercenários para se escolher e entre cada missão você pode trocar entre um e outro. Ao todo a sua unidade (que se chama Wolfpack) conta com quatro mercenários (você mais três bots), todos à sua escolha. A especialidade de cada um é diferente - você pode escolher ter na sua equipe um médico, um cientista, um assault, etc.

    Quando alguem da sua equipe morre, você pode revivê-lo chegando perto e segurando X. Você pode fazer isso quantas vezes quiser, então na prática a única pessoa com quem se preocupar é sempre você mesmo.

    Desde RE5 todos choram pelo rumo que a série tomou, abandonando totalmente o gênero survival horror que a série possuia até RE: Code Veronica. RE: Operation Raccon City só aumenta esse choro. Basicamente é um shooter de zumbis no enredo RE que cairia muito bem em arcades se eles ainda existissem.

    Os controles deixam a desejar. A RAT0Sência que se tem, por exemplo, em Uncharted para se colocar atrás de pilares para evitar tiros não se tem em RE: Operation Raccon City. Muitas vezes, explorando o ambiente, você apenas quer chegar perto de uma parede para investigá-la e acaba a usando como trincheira sem querer. Mas na verdade não há muito o que investigar e explorar. Não existem itens, puzzles, chaves, nada disso. O jogo é linear como um Call of Duty e talvez a maior diversão para os fãs da série seja revisitar locais passados em RE2 e RE3, e eventualmente encontrar seus personagens em um contexto imaginário fora da série. É possível trocar de arma quando são encontradas no mapa, mas é ai os controles viram uma tortura peniana: quando um companheiro morre e você vai revivê-lo, sempre ao lado do corpo está a arma dele, então em muitos casos você acaba pegando a arma do chão sem querer E PORQUE VOCÊ IRIA QUERER A ARMA DO SEU COMPANHEIRO MORTO PRA COMEÇO DE CONVERSA, SE VOCÊ PODE SER ELE DEPOIS DE CADA MISSÃO? Ai você vai, troca a arma de novo (pega a sua e deixa a do companheiro morto no chão), vai revivê-lo e.............. PEGA A ARMA DO PUTO DE NOVO PORQUE O BOTÃO DE PEGAR A ARMA É O MESMO DE REVIVER.

    O inventário não existe mais: só se pode carregar uma arma primária (fuzil ou algo assim), uma pistola, três granadas de cada tipo (incendiária, HE ou de impacto), um anti-viral spray e um green spray. Se você passar por um green spray sendo que você já tiver um no inventário, chore: você precisará usar o que tem logo pra não deixar o outro para trás. As green erbs encontradas no caminho também só podem ser utilizadas na hora - não podem ser carregadas. Eventualmente quando você é atacado por um zumbi você é contaminado pelo t-virus. Ai entra o anti-viral spray. Uma vez infectado, a sua energia vai diminuindo gradativamente até que você vira zumbi e game over. Os seus bots também podem virar zumbis. Se isso acontecer você terá que matá-los, mas logo em seguida você pode revivê-los rapidamente segurando X e eles voltam ao normal (facepalm total).

    Os inimigos são variados. Além dos zumbis e BOWs (incluindo tyrants) estão os spec ops enviados pelo governo. Então existem partes do jogo onde você troca tiros com os spec ops como Call of Duty, e existem momentos em que simplesmente você fuzila zumbis como Left 4 Dead. E falando em Left 4 Dead, os zumbis de RE: Operation Raccon City são rápidos, e isso dá uma melhorada no meio dessa zona toda que se passa. Uma outra novidade é que às vezes quando se é atacado você começa a sangrar e isso atrai uma horda de zumbis sanguinários atrás de você. Munição não é problema. Geralmente em locais onde tenham muitos inimigos também tem caixas de munição - quase nunca é necessário fugir. Na verdade é até mais divertido ficar e meter bala em tudo que se mexa. Basicamente é um jogo de ação, mas que não convence como um jogo da série RE.

    Os gráficos são muito bons. Os mapas são cheios de detalhes e a animação dos models também é muito boa. Pena que quase não é possível iteragir com o ambiente. Os models são muito bem feitos, mas são poucos. É comum matar, por exemplo, uma zumbi de calça jeans e cabelo castanho e logo em seguida o mesmo model aparecer de novo. Isso quando não aparecem dois ou três models iguais ao mesmo tempo. Para as graphic whores o jogo parecerá bom, mas para quem espera um mínimo de exploração será péssimo.



    Screenshot. Belos visuais

    Resumindo... Se você jogar completamente descompromissado com o nome de peso que é Resident Evil, em alguns momentos o jogo será um ótimo shooter de zumbis. Agora, se você é viúva dos anos áureos da série, passe longe. RE: Operation Raccoon City está muito mais próximo de RE5 do que qualquer outro jogo da série.

    Metacritic: 52/100

  11. #10
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    [PS3] Sonic Generations

    * Nome do jogo: Sonic Generations
    * Console: PS3
    * Ano: 2011
    * Características: platformer

    Resolvi fazer um reviewzinho rápido de Sonic Generations. Bem, logo que aparece o logo da Sonic Team eu já arrepio, e mesmo sendo seguista assumido, tentarei fazer esse review o mais imparcial possível.


    Fuck yeah!!!!

    A história não poderia ser mais aleatória. O jogo começa com um cutscene mongol onde Sonic, Tails e todos os seus amigos dispensáveis estão fazendo um PIQUENIQUE. Ai do nada vem um monstrão bolado que COME O TEMPO e não deixa prega sobre prega.

    Sonic acorda em um limbo onde tudo está congelado e existem algumas fases para entrar e jogar. Cada fase possui dois acts, sendo um com o Sonic 3D e outro com o Sonic 2D. A jogabilidade do Sonic 2D é bem parecida com o Sonic 2 do Mega Drive, ou seja, nada além do necessário. A jogabilidade do Sonic 3D é similar à de Sonic Adventure, o que é excelente.

    Cada vez que você completa os dois atos de uma fase, ela se descongela e você libera algum dos amigos de Sonic. Esses amigos são utilizados em sidequests, cada um tem uma função específica. Até que é bem divertido. A cada três fases descongeladas, você tem acesso ao boss gate, porém para enfrentar o boss são necessárias sempre três chaves. Estas chaves você libera jogando determinados sidequests, o que dá uma diversificada no jogo.


    Perfect Chaos lindo demais...

    Alternar entre Sonic 3D e Sonic 2D a cada fase ou act é muito legal - são sempre acts com o mesmo tema, porém em 2D e em 3D. Achei a ideia genial e agrada tanto às viúvas do Mega Drive quanto às viúvas do Dreamcast (eu pessoalmente sou viúva de ambos). Na minha opinião esse é o primeiro grande Sonic depois de Sonic Adventure 2. A sensação de velocidade está ainda melhor. Dá vontade às vezes de dar uma parada e admirar os imensos cenários. E falando em cenários... Os mapas são incrivelmente grandes! Existem MUITAS rotas que se pode tomar até o objetivo, umas mais rápidas, outras mais lentas, umas mais difíceis, outras mais fáceis. Mas isso você só pega mesmo jogando várias vezes a mesma fase e explorando.

    As lutas com os bosses são todas diferentes e exigem estratégias específicas para detonar cada um. Alguns se joga com Sonic 2D, outras com Sonic 3D e outras você alterna entre um e outro.

    Várias fases são remakes de fases de Sonics anteriores. A primeira é a Green Hill Zone, por exemplo, e com soundtrack original!!! Ficou linda a versão 3D dela também. Tem também um remake de City Escape. Juro que arrepiei quando ouvi a clássica "follow me, set me free, trust in me and we'll escape from the city... I'll make it through lalalala...".

    Enfim. É um jogo rápido de se jogar, um grande nome para a franquia, recomendo tanto para saudosistas quanto para novos jogadores.

    Metacritic: 76/100

  12. #11
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    Citação Citando ragecom Ver mensagem
    * Nome do jogo: Sonic Generations
    * Console: PS3
    * Ano: 2011
    * Características: platformer
    Já tava pensando em comprá-lo, também sou seguista. Agora abri os olhos de vez.

    Na época tinha jogado só a primeira fase, mas o jogo me dava a opção de escolher 2D ou 3D. Imaginava algo totalmente diferente, como que dois jogos distintos, tipo um modelo "das antigas" e outro mais atual.

    Excelente review. Me abriu os olhos com o jogo e será o próximo na lista de compras.

  13. #12
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    Um aviso a todos os usuários que frequentam esse tópico: pode postar normalmente nele, o primeiro e segundo posts são justamente para indexar cada um dos reviews, com apontamento direto pro post dele. Acho que fica enriquecedor se as pessoas discutirem!

  14. #13
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    [X1] Ryse: Son of Rome

    * Nome do jogo: Ryse: Son of Rome
    * Console: X1
    * Ano: 2013
    * Características: lineup de lançamento, platformer

    Zerei Ryse e resolvi fazer um review de leve... Farei o mínimo possível de spoilers.


    Em Ryse: Son of Rome você controla Marius, um general romano. Logo de cara, a sua missão é proteger Nero, que está refugiado em seu palácio enquanto Roma está sendo tomada por bárbaros. Quando Marius consegue levar Nero para um local seguro no castelo, numa espécie de catacumba, ele começa a contar a sua história ao imperador e assim se passa o jogo: as recordações e relatos de Marius a Nero de sua vida e sua ascensão dentro do exército romano.

    O jogo é extremamente bem feito graficamente. Cada detalhe dos cenários, cada objeto, textura e animação dos models é muito bem acabada. É praticamente um showcase do Xbox One. Infelizmente, esta riqueza de detalhes faz crescer um desejo de exploração que o jogo não possui. Não há quase nenhuma interação com o ambiente (apenas algumas poucas coisas que podem ser quebradas) e há pouco o que explorar: o jogo é uma linha reta como um Call of Duty.

    O combate em Ryse se resume a quatro ações: atacar, repelir (defender), esquivar e quebrar a defesa do inimigo. Depois de uma certa quantidade de hits, o inimigo pode ser executado. A execução em si é um QTE e é variável de acordo com a posição do inimigo, do ambiente, etc. Por exemplo, se Marius estiver próximo a um abismo, a execução poderá ser jogar o inimigo lá de cima. Se a luta for próxima a uma fogueira, Marius irá chutar o inimigo no fogo, se for na água o inimigo poderá ser afogado, enfim... Essas execuções podem ser "compradas" com XP e certamente até o final do jogo você já tem XP mais do que suficiente para ter comprado uma boa parte delas.

    Após uma execução Marius ganha algum tipo de bônus. No meu caso, eu escolhi sempre ganhar mais health, mas poderia ser XP. Isso você pode mudar à vontade e o tipo de execução varia com o tipo de bônus que você escolher.

    As execuções são bem gore e são o ponto alto do jogo. Geralmente você não lutará com mais do que 4 ou 5 inimigos ao mesmo tempo, e deixando mais de um inimigo "apto" a ser executado, Marius pode executá-los juntos em um único QTE.


    Uma das execuções mais simples.

    No que se refere às missões, o jogo é variado. Existem missões onde você precisa resgatar uma pessoa, defender um castelo, proteger coisas, ou simplesmente sobreviver a uma onda de ataques. Em algumas ocasiões você estará sozinho, mas em outras você estará acompanhado de um batalhão de soldados romanos. Existem missões onde Marius necessitará organizar os batalhões e dar ordens para enfrentar os inimigos - posicionar arqueiros, lançar catapultas, enfim. Apesar dessa variedade no jogo, as batalhas em si são bem maçantes porque são sempre iguais. Basicamente só existem quatro tipos de inimigos (exceto os bosses): os que tem escudo, os que tem um machado ou uma espada, os que tem duas espadas e o que tem uma espécie de machado mas com uma pedra no lugar da lâmina (não sei o nome disso). Independente de qual "tribo" de bárbaros você esteja enfrentando, e por mais que o model seja outro visualmente, a batalha sempre recai numa combinação desses quatro tipos de inimigos.

    Infelizmente Ryse: Son of Rome é bem curto. Eu zerei em 7 horas, por exemplo. Isso me deixou um pouco frustrado porque o jogo é bom, dá vontade de continuar jogando.

    Uma coisa que me deixou puto são os bugs... Tipo, erros de 3D são comuns, isso passa, tudo bem... Mas ocorreu mais de uma vez bugs em que inimigos chave simplesmente não apareciam e eu precisava reiniciar o capítulo todo para fazê-lo aparecer e conseguir avançar. Do meio pro final do jogo há uma missão em que você precisa conduzir uma retirada de soldados, enquanto os bárbaros tomam uma ponte. Eu morri, e quando voltei do checkpoint e fui tentar refazer a missão os bárbaros não apareceram! Então eu tive que resetar o capítulo.

    A mesma coisa aconteceu em uma missão que é preciso resistir ao exército bárbaro nas torres de um castelo. Eu morri e quando voltei do checkpoint... Os bárbaros não atacam! Ai fica aquela parada ridícula do exército deles no horizonte se aproximando mas nunca chegam efetivamente.

    Mas o que me emputeceu MESMO foi um dia que eu já estava no PENÚLTIMO capítulo do jogo e, após uma atualização de 10GB (o que por si só já é absurdo existir uma atualização desse tamanho), o savefile corrompeu e me jogou de volta para o 3o capítulo! E para piorar o jogo não deixa você gerenciar os saves (você não pode criar vários arquivos de save, para caso um corrompa, você voltar com o outro) - como ele gerencia tudo pra você, se ele fizer merda você se fode. Pelo menos depois da atualização gigante os bugs que eu descrevi não ocorreram de novo.

    Bem, resumindo, é um bom jogo, vale a pena ser jogado e possui gráficos incríveis. Ele peca em alguns detalhes, mas no geral é bem agradável de se jogar e deve ser fiel ao que deveriam ser os combates naquela época: extremamente violentos e brutais.

    Metacritic: 60/100

  15. #14
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    * Nome do jogo: Metal Gear Rising Revengeance
    * Console: PS3
    * Ano: 2013
    * Características: singleplayer, swordfighting, stealths

    Sendo fã dos jogos da Konami desde sempre, não economizei esforços para obter o jogo na época. Recentemente o joguei novamente e acho grande merecedor de um review na HM.



    1)Luta

    ~>Acho que é o grande fator de qualquer jogo, por isso opto sempre por descreve-lo primeiro nos reviews que fiz/farei.
    O battle do jogo é impressionante com um estilo de stealth ímpar, mais acelerado e orientado à ação comparado aos títulos anteriores, que eram mais jogos de ação táctica e de espionagem.
    ~>Uma característica do jogo, e importantíssimo fator de sobrevivência para os amantes como eu de níveis insanos de dificuldade, é o Zandatsu, que envolve o corte em local específico dos inimigos e "tirar" partes dos corpos dos cyborgs desmembrados e robôs já atordoados em "câmera lenta", que lhe fornece energia da vida, peças, munição, itens, e, ocasionalmente, informação. Não é tão facil quanto se pensa, exige uma precisão rápida e motora muito boa.
    ~>O jogo te oferece inúmeros combos, desde o citado acima ao modo free slice, onde você literalmente "fatia" o cara até o dedo cansar.
    ~>Os combates são insanos em qualquer dificuldade. Quem está acostumado com os jogos da Konami sabe que os caras não pegam leve, e o MGR não foi exceção. Cada luta acontece em momentos específicos das fases, e os enemys variam de mini robots a gigantes e até helicópteros.
    ~>As lutas são 99% corpo a corpo. São pouquíssimos combos de longa distância, e não compensa utiliza-los em razão de sua baixa eficiência, sem contar que os inimigos e boss não dão nenhum espaço para tal. Como já dito, as lutas exigem precisão, agilidade e uso constante do bloqueio.
    ~>Carnificina. Ah, esse jogo usa e abusa do significado dessa palavra. Particulamente imaginava não ver muito disso, por se tratar de máquinas e cyborgs. Crasso erro.
    ~>As lutas tem esquemas de Rank. Cada luta, desde as esporádicas durante a fase até o boss, são premiadas como notas de F à S.

    Zandatsu:
    Spoiler:


    Luta:
    Spoiler:


    Free Slice:
    Spoiler:


    2) Mobilidade

    ~>O jogo é dividido em fases (falar o total acabaria com a graça) limitadas, sem subdivisões. Para quem gosta de jogos objetivos, direto ao ponto.
    ~>A câmera é excelente. Não só te permite visão 360º como é essencial que você a use os combates, onde a mobilidade é intensa e a todo momento deve-se ter visão total da movimentação dos adversários.
    ~>As fases são basicamente em prédios e ruas, o que restringe a mobilidade a um local menor.
    ~>O jogo te da opção de visão RV, você consegue enxergar inimigos atras das paredes e surpreende-los por trás.

    3)História

    ~>A história é um "spin-off" da série Metal Gear, com um enredo único que se passa quatro anos depois dos eventos de Metal Gear Solid 4: Guns of the Patriots; e foca-se no cyborg ninja de nome Raiden, numa luta contra a auto-proclamada empresa militar privada envolvida em actividades terroristas, a Desperado Enterprises.


    4)Dificuldades

    ~>Particulamente, um dos mais dificeis jogos que joguei na minha vida. O jogo exige que o jogador seja habil o tempo todo, sem deixar brechas para o inimigo. Como dito, sou fã das maiores dificuldades, por isso não poupei esforços em jogar, logo de cara, no modo Hard. Zerei com muita dificuldade, pois os boss's das fases eram insanos demais. Lembro que gastei uns 3 dias de jogatinas só no segundo boss, pois ainda não tinha pego o jeito do jogo.
    ~>Zerando o Hard, o jogo abre a dificuldade "Revegeance". Aqui, meu amigo, eu vi a bruxa. Para terem uma idéia, um dano tomado no ultimo boss te custa metade da estamina.
    ~>Para os platinadores de plantão, esse jogo é um belo desafio. Um troféu em específico pede que você conquiste Rank S em todas as lutas no modo Revegeance, INCLUINDO BOSS. Em todo o jogo consegui apenas 4 ranks S.

    5)Saves

    ~>Os saves acontecem até com frequência, sempre durante e depois das lutas e em alguns pontos da fase, normalmente depois de alguma cutscene.

    6)Gerais

    ~>O MGR também conta com missões a parte, offline mesmo, as chamadas "Missões em RV". São muito boas, algumas de lutas, outras de matar sem ser visto e outras alcançar o destino sem ser visto. Todas possuem tempo e são premiadas com medalhas de ouro, prata e bronze; dependendo do tempo no qual a missão foi concluida.


    Metacritic: 68/100

  16. #15
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    [PS3] Yakuza 3

    * Nome do jogo: Yakuza 3
    * Console: PS3
    * Ano: 2010
    * Características: sandbox, open world, Sega

    A série Yakuza era uma completa novidade para mim. Passei batido pelos dois jogos da série no PS2, então Yakuza 3 foi o meu primeiro Yakuza.

    Para não ficar perdido na história, resolvi ler sobre o enredo de Yakuza 1 e 2 antes de jogar o 3, porém, para minha grata surpresa, isso não era nem necessário. Logo no title screen do jogo há a opção de assistir um longo cutscene que resume a história de Yakuza 1 e outro de Yakuza 2. Perfeito! Todo jogo devia ter isso.

    Mas enfim, vamos a Yakuza 3. Tentarei fazer o mínimo de spoilers.


    Cover americano do jogo.

    Yakuza 3 pode ser enquadrado como um open world que se passa em dois lugares: Tokio e Okinawa. Como open world, você sente uma certa sensação de liberdade ao jogar, porém não tão intensa como GTA 4, por exemplo (que é mais ou menos da mesma época de Yakuza 3): não é possível começar tiroteios do nada, roubar carros, subir em qualquer escada, pular qualquer grade, etc. Porém tanto em Tokio quanto em Okinawa existem uma série de sidequests, pessoas para interagir, e lugares não obrigatórios para visitar: restaurantes, boliche, karaokê, jogos de azar, arcades (em um lugar chamado Club Sega lol) e muitas outras coisas. Eventualmente você encontra mulheres e pode levá-las para sair, etc. Muitas vezes em cada um desses locais há um sidequest que lhe recompensará com dinheiro ou experiência ou ambos.

    Você utiliza a experiência para adquirir novas habilidades em combate. E falando em combate... O combate em Yakuza 3 é simples, porém muito fluente e por isso extremamente agradável de se jogar. É comum estar andando na rua e ser abordado por membros de gangues ou outros yakuzas, mas não é algo como "porra, que merda, vou ter que matar mais desses filhos da puta de novo". É algo que você às vezes atá procura, de tão divertido que é.

    Durante o combate é possível utilizar diversos objetos como armas. Isso inclui letreiros, cones de sinalização, cadeiras, enfim... Praticamente qualquer coisa. E quando o seu HEAT (medidor de poder no combate) está alto, é possível realizar movimentos especiais com os objetos, como quebrar uma mesa na cabeça de um inimigo e jogá-lo contra uma vidraça ou porrar um extintor de incêndio na nuca de um yakuza até que ele perca a conciência. F-O-D-A.


    Porradaria estancando.

    O enredo é contagiante e profundo. Você é Kazuma Kiryu, um ex-yakuza que está deixando Tokio para tomar conta de um orfanato em Okinawa. Tudo ia muito bem até que Daigo Dojima (homem que substitui Kazuma como chefe do Tojo Clan) é baleado e encontra-se entre a vida e a morte. Dai começa uma grande disputa interna entre as famílias yakuza pertencentes ao Tojo Clan para decidir qual família dominará o clã. Isso é apenas o início, a história evolui para muito mais do que isso...

    Kazuma se encontra no meio desta disputa quando Kashiwagi, patriarca da família Kazama, o chama para deixá-lo a par da iminente guerra interna do clã e pede a sua ajuda para restabelecer a ordem.

    O jogo se passa parte em Tokio, parte em Okinawa. Como Kazuma rege o orfanato em Okinawa, diversas missões são totalmente o oposto do que se esperaria de um jogo chamado "Yakuza". Pelo título, eu parti do pressuposto que o jogo estaria muito mais para um GTA no Japão, porém muitas das missões envolvem as crianças do orfanato e completar estas missões nada mais é do que fazer coisas completamente casuais do dia a dia como escolher uma roupa para uma criança, ajudar outra a resolver problemas de bullying na escola, ajudar a fazer o jantar, enfim. Porém isso ajuda bastante a diversificar o jogo e conta a história de uma maneira suave, revelando o lado mais humano de Kazuma. Não é algo chato de se fazer e quebra um pouco as constantes missões que envolvem derrotar gangues em geral.

    Os gráficos não impressionam principalmente no que tange aos models dos personagens, ainda mais comparados com outros open worlds da época. LA Noire é muito mais bonito, por exemplo. Contudo, os ambientes são ricos em detalhes e muito bem feitos. O jogo peca um pouco na quantidade de iteração que é possível ter com o cenário. Existem lojas imensas, com letreiros chamativos, mas que infelizmente não se pode entrar.


    Um dos belos cenários de Kamurocho

    Apesar do jogo se passar nos dias de hoje, ele é completamente focado em armas brancas, talvez para tentar focar na cultura japonesa. Fora isso, o jogo encoraja o uso de armas brancas por estas fazerem mais dano do que armas de fogo. Neste sentido o jogo não é nem um pouco comprometido com a realidade, assim como Kazuma cobrir de porrada mais de 20 yakuzas de uma determinada família de uma vez só.

    Enfim, resumindo... Só tenho elogios a fazer. A história é complexa e cativante, assim como os personagens que envolvem a trama. Os combates são bons e há uma grande quantidade de sidequests que dão vontade de continuar jogando após o fim da história. É com certeza um jogo que vale a pena ser jogado.

    Metacritic: 80/100

  17. #16
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    [PS3] Yakuza 4

    * Nome do jogo: Yakuza 4
    * Console: PS3
    * Ano: 2011
    * Características: sandbox, open world, Sega

    Logo que terminei Yakuza 3, pulei imediatamente pro 4 de tanto que eu tinha gostado. E não me decepcionei...


    Cover americano de Yakuza 4

    O primeiro Yakuza que joguei foi Yakuza 3, que me deixou impressionado. Quem leu o meu review sobre o jogo percebeu o entusiasmo com que escrevi e que a minha impressão sobre o jogo foi bem positiva.

    Porém Yakuza 4 consegue superá-lo. O enredo é ainda mais envolvente, a forma como os personagens principais interagem e como seus destinos são ligados é contada com maestria, o combate evoluiu em muito... Enfim, vou tentar abordar cada um desses assuntos de maneira isolada. Vamos lá.

    Ao contrário de Yakuza 3, onde o único personagem jogável é Kazuma, Yakuza 4 nos trás quatro protagonistas, cada um abordando sobre seu ponto de vista o enredo principal do jogo. É praticamente impossível falar sobre o enredo sem fazer spoilers. Por isso falarei apenas dos protagonistas:

    Shun Akiyama, um agiota de Kamurocho. Ele é o dono de vários estabelecimentos na cidade, porém sua principal atividade é no escritório de empréstimos Sky Finance.

    Taiga Saejima, um lendário assassino que matou de uma só vez 18 membros do clã Ueno Seiwa. Ele acaba de ser transferido de penitenciária após cumprir 25 anos de prisão e está no corredor da morte.

    Kazuma Kiryu, o heroico quarto presidente do clã Tojo. Ele possui um orfanato em Okinawa, leva uma vida normal e tranquila, e já não possui mais nenhum vínculo com a yakuza.

    Masayoshi Tanimura, um policial de rua conhecido como "O Parasita de Kamurocho". Ele está envolvido em pequenas corrupções e é um pouco viviado em jogo, porém este é o Tanimura superficial. Ele possui um senso nobre e tenta praticar a justiça à sua maneira.

    Estes quatro personagens tão diferentes, que não se conhecem, eventualmente irão se encontrar em meio a um enredo bastante complexo, que se passa um ano após os acontecimentos de Yakuza 3. Diversos personagens do jogo anterior estão presentes em Yakuza 4. Qualquer coisa dita a mais do que isso será spoiler então é melhor eu parar por aqui.


    Akiyama, Saejima, Kiryu e Tanimura.

    O combate evoluiu em muito, principalmente porque cada personagem possui sua própria forma de luta e suas peculiaridades: força, agilidade, velocidade, etc. A experiência em Yakuza 4 vem vencendo combates ou conversando com pessoas na rua e fazendo sidequests. Quando você junta uma certa quantidade de pontos de experiência, você ganha três tokens e pode adquirir mais golpes e movimentos em combate. Estes golpes também variam de personagem para personagem. Assim como Yakuza 3, praticamente todos os objetos podem ser usados como armas brancas em combate: bicicletas, manequins de loja, engradados, latas, enfim. Time que está ganhando não se meche - o combate em Yakuza 3 é ótimo. Em Yakuza 4 também.

    Mais uma vez o jogo encoraja o uso de armas brancas, praticamente não existindo armas de fogo (e as que existem causam tão pouco dano que nem valem a pena), o que é bem mais divertido. Os combates de rua (quando se é abordado por um yakuza do nada no meio da rua) possuem ainda mais dinamismo e RAT0Sência, não sendo nem um pouco chato de se jogar. Os HEAT actions (golpes especiais) que envolvem armas brancas são praticamente os mesmos de Yakuza 3. Os que se faz quando o inimigo está no chão são estupidamente violentos, mas é divertido de se ver.


    Saejima quebrando os dentes de um yakuza qualquer.

    O jogo se passa quase todo em Kamurocho, o que dá a oportunidade de conhecer melhor o mapa. Basicamente é a mesma Kamurocho de Yakuza 3, contudo com mais estabelecimentos onde se pode entrar. Uma novidade em Yakuza 4 em relação ao 3 são os hostess clubs, onde se pode ir para ver strippers fazendo pole dancing, etc. A cidade parece ainda mais bonita do que em Yakuza 3. É impressionante a quantidade de detalhes que se vê passando pela rua. O mapa mostra quais são os locais em que se pode entrar (restaurantes, boliche, hostess clubs, etc) e com certeza são bem mais do que no jogo anterior. O restante apenas compõe o cenário. Meu Deus, e que cenário! Os efeitos de sol, chuva, amanhecer e final do dia são incríveis e a cidade é muito convidativa! Dá vontade de entrar em todos os becos, descobrir segredos, encontrar itens, conversar com todo mundo...


    Uma bela imagem de Kamurocho.

    Uma outra novidade em Yakuza 4 é que é possível passar pela cidade quase toda por cima dela (pelas rotas de fuga de incêndio em cima dos prédios) ou por baixo dela (esgotos e estacionamentos subterrâneos), o que ajuda muito quando se quer evitar a polícia ou os frequentes encontros com outros membros da yakuza.

    Resumindo... Eu tinha gostado muito de Yakuza 3, mas gostei mais ainda de Yakuza 4. As histórias não são tão dependentes, acho que daria pra jogar fora de ordem. Recomendo fortemente os dois.

    Metacritic: 78/100

  18. #17
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    @ragecom muito bom os seus reviews. São 100% autoria própria? Escreve pra algum blog?

    Bom trabalho!

  19. #18
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    Citação Citando Ton! Ver mensagem
    @ragecom muito bom os seus reviews. São 100% autoria própria? Escreve pra algum blog?

    Bom trabalho!
    Obrigado chapa! Fico lisonjeado.

    Sim, são textos 100% meus. Eu só escrevo pros foruns que participo mesmo, que atualmente é aqui no HardMOB e na Players.

  20. #19
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    @ragecom

    Continue com o bom trabalho!

  21. #20
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    [3DS] Luigi's Mansion: Dark Moon

    * Nome do jogo: Luigi's Mansion: Dark Moon
    * Console: 3DS
    * Ano: 2013
    * Características: platformer

    Quem jogou o primeiro Luigi's Mansion no Game Cube certamente teria um hype alto em cima desse sequel. Mas eu pessoalmente não esperava que superasse tanto as minhas expectativas. Eis o review.


    Cover do jogo.

    O enredo de Luigi's Mansion: Dark Moon é simples. O Professor Elvin Gadd faz suas pesquisas com os fantasmas, e tudo corria tranquilamente porque uma lua de um cristal (que me faz sonhar) faz com que os fantasmas que habitam Evershade Valley sejam pacíficos. Porém, por alguma razão a lua é destruída e os fantasmas saem de controle anarquizando geral.

    Dessa forma, a missão de Luigi é recuperar os pedaços de cristal para recolocar a Dark Moon em seu lugar. Cada pedaço da Dark Moon caiu em uma mansão diferente em Evershade Valley. As mansões são cheias de cômodos e explora-los é muito divertido. A arma principal de Luigi contra os fantasmas, assim como no primeiro jogo para Game Cube, é um aspirador (Poltergeist 3000) que suga e prende os fantasmas. Ao final de cada missão, você é recompensado pela quantidade de fantasmas apreendidos e itens encontrados, podendo dar um upgrade ou no aspirador ou na dark light, que é uma lanterna especial que revela locais e inimigos invisíveis a olho nu.

    O jogo é carisma puro nos mínimos detalhes. Por exemplo, se você fica muito tempo parado, Luigi começa a balbuciar o soundtrack que estiver tocando. Isso é apenas um de vários pormenores que compõe o imenso carisma do jogo - dá pra notar que ele foi planejado nos mínimos detalhes com muito esmero. Por mais que esse seja um jogo da série Mario, ele "refresca" um pouco a série tanto em gameplay quanto nos inimigos em si. Luigi não pode pular, não há goombas ou koopa troopas. Basicamente Luigi só pode se defender usando o aspirador e os únicos inimigos que o jogo apresenta são fantasmas.

    Eu estava falando da exploração... Essa é a parte alta do jogo. Como se trata de um jogo em que se tem que resolver puzzles, cada objeto deve ser investigado e comigo falando isso, talvez possa parecer que a investigação é algo maçante mas não é. Os ambientes são todos tão detalhados e bem construídos que simplesmente dá pena não investigar tudo! Os puzzles são sempre voltados a continuar a explorar uma nova parte da mansão (encontrar uma chave, mover determinada coisa para liberar um caminho, etc.) e o que deve ser feito em cada missão é muito bem definido, então não há muita "exploração cega" onde você meio que não sabe o que fazer. Porém, apesar disso, explorar ambientes mesmo que não estejam no "trajeto" do objetivo é recompensador: você acaba encontrando itens, Boos, etc., ou no mínimo você conhece uma nova parte do mapa que pode ser útil na próxima missão.

    Os inimigos não são muito variados: existe o fantasma verde, que é o mais fraco, o azul que se esconde em gavetas, baús, etc., o vermelho que é forte porém bem mais lento que os demais, o roxo, que é invisível a olho nu e o amarelão, que é o mais forte de todos, mas não se move (ele é tipo uma bolha de banha grudada no chão). Isso além dos bosses e mini bosses, claro. Apesar desta pequena quantidade de inimigos, existem variações entre eles. Antes de Luigi conseguir sugá-los com o aspirador, ele deve revelar o fantasma com a lanterna, e às vezes os fantasmas estão "protegidos" com óculos escuros ou outras coisas assim, então é necessário removê-los com o aspirador antes de usar a lanterna e efetivamente sugar o fantasma. Ou seja, existe alguma estratégia ao enfrentar os fantasmas. O jogo indica quando o ambiente está livre de fantasmas (na verdade enquanto o ambiente está assombrado, você não consegue sair dele).


    Os bosses são enfrentados cada um de uma maneira singular e sempre muito criativa. Aliás, se tem uma palavra que define bem Luigi's Mansion: Dark Moon é criatividade. Evershade Valley é um lugar grande, então as mansões são bastante diferentes entre si, dependendo do local onde se encontram. Uma fica no topo de uma montanha, então o "tema" é gelo. Outra, fica numa área mais desértica de mina, fazendo com que o tema seja algo que tem mais a ver com cavernas. Essa diversidade trás sempre uma coisa nova a cada mansão. Vejam, por mais que o objetivo de estar em uma mansão seja o mesmo da anterior (encontrar mais um pedaço da Dark Moon) isso de maneira nenhuma faz com que o jogo fique enjoativo justamente por essa variedade de locais, que traz novos puzzles e novas abordagens a eles.

    Eu creio que joguei todos os jogos principais da série Mario e é difícil comparar com os jogos das séries principais (Super Mario Galaxy, Super Mario 3D World, etc.) mas no fator DIVERSÃO, eu posso dizer que Luigi's Mansion: Dark Moon me divertiu mais do que New Super Mario Bros U, Super Mario 3D Land e Super Mario 3D World (e isso é uma puta afirmação, porque esses são grandes jogos). Recomendo fortemente e lamento muito que esse jogo seja restrito ao 3DS. Se ele fosse lançado para Wii U certamente seria aclamado nível Splatoon ou Mario Maker.

    Ps: Não comentei nada sobre os efeitos 3D do jogo porque eu deixo isso desligado. Me dá um pouco de dor de cabeça lol.

    Metacritic: 86/100
    Última edição por ragecom : 23-10-2015 às 10:50

  22. #21
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    [PS4] The Order: 1886

    * Nome do jogo: The Order: 1886
    * Console: PS4
    * Ano: 2015
    * Características: TPS

    Zerei The Order: 1886 ontem e resolvi fazer um review de leve. Sem spoilers, podem ler à vontade.

    O jogo se passa em Londres, no ano de 1886 mas em um universo alternativo: o mundo está ameaçado por humanos meio animais (half-breeds) tipo lobisomens e Londres está também enfrentando uma guerra civil do governo contra forças rebeldes que pretendem tomar o poder.


    O jogo foi aclamado pelos gráficos, e acho que isso ninguém pode negar.

    E no meio disso tudo está o protagonista do jogo, que se chama Galahad. Galahad faz parte de uma ordem de cavaleiros criada pelo Rei Arthur. Na verdade esta tal "Ordem" é o nome que o jogo dá aos Cavaleiros da Távola Redonda, que neste universo alternativo, existe até os dias em que o jogo se passa. Esses cavaleiros agem como uma espécie de SWAT: eles são "superiores" à polícia e sempre que dá alguma merda envolvendo os half-breeds eles são chamados para resolver o problema. Esta guerra entre humanos e half-breeds existe desde a época do Rei Arthur e os humanos sempre estiveram em desvantagem, porque os half-breeds são muito mais fortes fisicamente, porém com a revolução industrial os cavaleiros da ordem obtiveram acesso a armas realmente poderosas e agora são capazes de lidar de igual para igual com os half-breeds. Fora isso, um grande aliado dos cavaleiros é a blackwater - um líquido que aumenta significativamente a longevidade das pessoas e possui incríveis poderes de cura. Com esse líquido de origem desconhecida, alguns dos cavaleiros de 1886 já estão vivos há séculos (Galahad, por exemplo, tem vários séculos de idade).

    Claro que estamos falando de um universo imagiário e a tecnologia avançada que o jogo apresenta não tem absolutamente nada a ver com o que se tinha em 1886. É mais ou menos a ideia de Bioshock, tipo um "futuro do pretérito", na falta de um termo melhor. Um dos NPCs do jogo é Nikola Tesla e ele é uma das justificativas que o jogo dá para a tecnologia avançada. É interessante "interagir" com Tesla e usar suas invenções, mais ou menos como em Assassins Creed 2 onde você "conhece" Leonardo DaVinci.

    Resumindo... É um enredo de filme B, porém a produção é hollywoodiana. Sinceramente, os gráficos impressionam MUITO. Os melhores gráficos que eu vi nesta geração até agora eram de Ryse: Son of Rome (X1) mas The Order: 1886 supera. Os mapas são detalhados ao extremo e a beleza e realismo dos models é impressionante. É nível você dar zoom no rosto de um personagem e identificar sinais de expressão nele. O jogo é repleto de cutscenes que me parecem terem sido feitos com a própria engine do jogo porque o jogo todo é graficamente lindo. Cada detalhe, coisas jogadas no chão, marcas nas paredes, objetos em cima das mesas... Tudo muito bem feito e claramente pensado nos mínimos detalhes. A ambientação escura, com uma Londres em plena revolução industrial acinzentada também é bem legal.

    A IA do jogo não é mocoronga como em vários jogos do estilo, mas também não é nada de mais. Dependendo do tipo de inimigo, ele terá uma estratégia diferente de enfrentamento e de maneira coerente: você não vai ver um granadeiro sair correndo na sua direção - ele vai ficar de longe tacando as granadas. Da mesma forma, um cara de shotgun vai sempre tentar chegar o mais próximo possível de você porque a arma é de alcance curto. Tudo ok nesse quesito.

    Como TPS o jogo está na média. Nada de mais, nem nada de menos, apenas o que se espera de um TPS típico: você pode carregar uma arma pequena (revolver, pistola, etc.), uma arma grande (fuzil, shotgun, crossbow, etc.) e dois tipos de granadas. Nada além do básico. A movimentação de Galahad é fluente num geral, apenas em poucos momentos eu senti que o movimento era mais brusco do que deveria, como quando ele pula algum gap ou algo assim. Nesse sentido em específico o jogo me lembrou da movimentação de Chris em RE5.


    Galahad de sniper.

    A parte cinematográfica do jogo é longa e muitas vezes não acrescenta. Os cutscenes são muitos e grande parte deles são desnecessários. Não é nada exagerado como em Metal Gear Solid 4, mas certamente é algo acima do comum. O jogo é curto, e creio que essa seja uma das maiores críticas que ele recebeu. Eu pessoalmente acho que não deve ter cabido num único bluray um jogo mais longo com esse tipo de gráfico. Mas independente da razão, o jogo é curto mesmo (eu zerei em umas seis horas) e contando que ele não tem nenhum motivo forte para ser rejogado, é o tipo de jogo que vai ficar empoeirado na prateleira. O fator exploração também é quase nulo: você coleta uma munição aqui, um áudio ali, mas nada de mais. A munição que o próprio jogo te dá durante o percurso com a dos inimigos mortos é mais do que suficiente. Pra ser honesto não tem muito o que explorar... O jogo é linear demais. Em um momento ou outro você acaba se deparando com uma encruzilhada só pra descobrir depois que os dois caminhos dão no mesmo lugar. Eu venho de uma "escola" de Resident Evil 2, Silent Hill, etc. então não consigo resistir a chegar perto de cada armário, prateleira, gaveta ou baú e tentar explorar e claro que é um tanto frustrante quando você percebe que praticamente todos os objetos que compõe os mapas do jogo são meramente decorativos.

    O enredo (fraco) também não me deixou muito envolvido com o jogo. Galahad não tem nenhum carisma, nem nenhum dos NPCs. Basicamente eu fui jogando meio que ignorando a história. Foi uma experiência razoável de TPS, com excelentes gráficos e só isso. Eu achei o Metacritic muito baixo para o conjunto da obra. Eu daria um 7.5/10 se alguém me perguntasse. Pessoalmente acho que deve haver algum hate por ele ser exclusivo. Claro que não é um jogo memorável, mas vale a pena se você pegar usado por um preço justo.

    Metacritic: 63/100
    Última edição por ragecom : 27-10-2015 às 15:26

  23. #22
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    [PS4] The Evil Within

    * Nome do jogo: The Evil Within
    * Console: PS4
    * Ano: 2014
    * Características: Survival horror

    Quando vi os primeiros vídeos com o gameplay de The Evil Within eu fiquei muito animado. Eu joguei ele no início do ano, mas só agora eu me animei de fazer o review. Vamos lá.

    Você controla o detetive Sebastian Castellanos. Ele é chamado para investigar a cena do crime de um brutal assassinato em massa que ocorreu em um hospício local: pacientes, enfermeiras, médicos e até os primeiros policiais a chegar na cena do crime, todos mortos. Analisando os vídeos de segurança, Sebastian vê uma figura de capuz e cheio de marcas de queimadura (Ruvik) assassinando as pessoas. Ruvik é o principal antagonista do jogo. Sebastian fica inconsciente e acaba acordando em um hospital psiquiátrico.


    Uma das primeiras cenas do jogo, tudo extremamente gore.

    Esse hospital psiquiátrico é onde você pode salvar o jogo. Ali é um lugar seguro (na maior parte das vezes) e Sebastian "viaja" entre este hospital e o mundo onde o jogo se passa através de espelhos. Bem, se eu disser o "significado" do hospital ou falar um pouco mais sobre Ruvik vou acabar fazendo spoilers, então vamos parar por aqui.

    Logo que você começa a jogar, você percebe que as influências de The Evil Within são muito boas: a parte do hospital trás um ar de Silent Hill, com tudo parcialmente corroído e enferrujado e aquela sensação de abandono. O jogo, principalmente nas partes indoor lembra tanto Silent Hill quanto Fatal Frame, porque o enredo também envolve fantasmas em algum nível. Já as partes outdoor lembram bastante Resident Evil 4, tanto nos tipos de inimigos quanto nos mapas em si. Ou seja, The Evil Within tem uma excelente "linhagem" por assim dizer.

    O gameplay não é dos melhores. Parece que Sebastian tem um enfisema pulmonar porque se ele correr por 5 segundos toda a stamina dele vai embora e ele põe as mãos no joelho e fica completamente à mercê dos inimigos. Fora isso a movimentação é toda muito dura, parece que tudo é meio forçado, além do fato de que como o jogo se passa a maior parte do tempo indoor, a transição da câmera de um ambiente mais aberto para um mais fechado é incômoda, e muitas vezes ela desfavorece completamente. O jogo exige um nível de habilidade que ele não te proporciona - tem um caso em especial, quando você está lugando contra um boss, que você tem que "abrir caminho" atirando em válvulas para liberar gás. Fazer isso (correr para fugir do boss, parar, mirar, atirar e acertar) torna-se incrivelmente difícil dada a "dureza" dos controles e da desproporcional lerdeza de Sebastian perante o boss.


    O jogo é repleto de "cheap deaths": pisou onde não devia? Cai uma treliça de espinhos na sua cabeça. Abriu um baú que tinha uma granada dentro? Se fodeu. Passou por uma armadilha difícil de enxergar por causa dos ambientes escuros? Dançou. Isso tudo sem contar determinados bosses e subbosses que podem te matar com apenas um hit. Isso às vezes pode ser extremamente irritante, sem contar que não é bem claro quando se deve enfrentar um boss ou fugir dele - é o tipo de coisa que se descobre por tentativa e erro mesmo.

    Em um survival horror tem duas coisas que eu julgo cruciais: ambientação e enredo. A ambientação de The Evil Within é pesada, escura e hostil, além da clara influência de Silent Hill. Mas há outra parte sobre a ambientação que acho que vale a pena falar: The Evil Within é gore além do necessário. Isso parece bobeira, mas a grande sacada de um bom survival horror é te deixar em um constante estado de alerta e perigo iminente através do medo, não tentando repetidamente chocar o jogador com cenas cada vez mais e mais gore. Eu pessoalmente achei alguns instantes de extremo mau gosto e planejados apenas para chocar. Eu chamo isso de "terror pastelão", como a famosa cena da banheira em Eternal Darkness: aquilo deu susto? Sim, mas foi idiota. Já o enredo é meio bomba... Não tem como eu falar do enredo sem fazer spoilers, então vou deixar isso pra quem jogar: só posso adiantar que é mindfuck total e eu não gostei.

    O jogo é demasiadamente longo. Quando você termina e olha para trás você percebe que uns 30% do jogo poderiam ser cortados - há muita repetição desnecessária e partes que não acrescentam em nada. Muitas vezes eu me peguei pensando "porra, essa merda não acaba não?". Outro ponto negativo é que o jogo não se passa em full screen - tem uma moldura preta nos cantos da tela e eu não entendi muito bem se isso foi uma decisão artística ou algum tipo de limitação técnica.

    Sabem... Foi no mínimo interessante jogar um jogo que trás aquele tipo de survival horror "old school" de volta. Lembro da época do Dreamcast e PS2 com saudades, com tantos jogos do estilo. Hoje em dia a maior parte dos survival horrors são matança de zumbis sem enredo nenhum. Claro que de vez em quando aparece um jogo bem pensado como Dead Space ou o próprio The Evil Within, mas infelizmente eles estão em extinção. Eu acho que se The Evil Within tivesse ficado um pouco mais de tempo no forno, os probleminhas de gameplay poderiam ter sido resolvidos. Ele está longe de ser um jogo RUIM, na verdade é um dos melhores do gênero nessa geração (o problema é que essa geração tem poucos para comparar).

    Metacritic: 75/100

  24. #23
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    Dishonored

    * Nome do jogo: Dishonored
    * Console: PS3
    * Ano: 2012
    * Características: FPS, singleplayer, stealth, ação

    Dishonored foi a minha primeira imersão na imensidão de jogos para o console PS3, por isso aquele foi especial alvo de minhas críticas e análises. Joguei-o a 3 anos atrás e lembro de cada detalhe do jogo, desde o first kill ao famigerado troféu de finalização, acho que esse jogo não só merece um review como também minhas sinceras recomendações de que você, caro leitor, jogue-o o quanto antes.



    1)Combate

    ~>Assim como qualquer jogo de espionagem, poucas são as lutas com combates diretos e estes só acontecem em consequência de ser visto pelos enemys no meio da missão. Para os habilidosos e amantes da arte de espionagem, existe a possibilidade de finalizar o jogo sem que qualquer a necessidade de luta, exceto as atreladas a cutscenes e/ou as necessárias para o desenrolar da história.
    ~>O arsenal de armas é moderado e praticamente restringe-se ao uso das duas armas primarias e uma secundária outrora conquistada, sendo todas estas as mais eficientes. Vou colocá-las em off, oferecendo-lhe o elemento surpresa do jogo:

    Armas Primárias:
    Spoiler:

    CORVO SWORD - espada tendenciosa as características de uma "grande adaga", médio tamanho e discreta ao passo de utilizá-la sem impedimentos à mobilidade do jogador;
    PISTOLA - pistola que esteticamente faz juz a época, barulhenta e explosiva, péssima para o objetivo de espionagem e com coleta de munição abundante durante a missão;
    CROSSBOW - afinal, o que é um jogo sem a famosa besta silenciosa?).


    As outras armas, ditas ssecundárias, não menos viáveis, já possuem algumas características exclusivas para determinadas situações do jogo, pois o uso das mesmas em momentos importunos podem causar a falha na missão. São elas:

    Armas secundárias:

    Spoiler:

    GRENADE - Não poderia faltar a comumente utilizada granada em situações atípicas e emergênciais, quando estas exigem similar matança rápida e eficiente.
    SRICK GRENADE - É uma granada pegajosa que podem ser anexadas a qualquer superfície, incluindo criaturas vivas, antes de detonar. Essas granadas são pouco encontradas ou compradas separadamente.
    REWIRE TOOL - Itens usados para subornar dispositivos eletrônicos primitivos, como alarmes e outros dispositivos eletrônicos hackeados pelo personagem, transformando-os em armas contra os proprios proprietários.
    SPRING RAZOR - Uma armadilha emisférica que dispara lança nos enemys desprevenidos, que provavelmente serão mortos no infeliz contato com essa armadilha infernal.
    THE HEART - O coração é um dispositivo mágico para ajudar o seu personagem na detecção ao destacar um alvo ou área. É a única finalidade é a de revelar a presença de runas e encantos de um "mapa".


    ~>O jogo lhe mostra quando os enemys se aproximam, até mesmo do outro lado da parede. É importante estar atento ao sinal de proximidade dos inimigos, e preparar-se para qualquer tática a ser adotada (confronto direto, indireto ou esconder-se).

    2)Mobilidade

    ~> O jogo induz ao "caminho pela sombras", e qualquer tática contrária a essa exige que o jogador tenha paciência em matar os enemys um a um, resultando na perda de munição, tempo e por vezes na falha da missão. As possibilidades de sucesso na missão com táticas de espionagem são, como supracitado, vastas, conferindo ao jogador a necessidade de estar atendo a qualquer movimento do jogo.
    ~> Além dos óbvios comandos de corrida e pulos, o jogo proporciona algumas habilidades de mobilidade rápida e discreta. Não esperaria menos de um jogo de espionagem, e Dishonored particulamente me agradou muito nesses requisitos. São essas habilidades:



    Spoiler:


    Blink - Logo no começo, o jogador recebe o poder de num piscar se "teletransportar" para uma outra região dentro da sua área de visão por uma distância limitada.
    Black Vision - A atual visão raio-x, lhe permite ver através da escuridão natural do jogo.
    Possession - É a possessão total no controle de metas dos animais e humanos, dependendo do nível da habilidade, por período curto de tempo.
    Bend Time - O tempo pode ser desacelerado ou mesmo congelado, enquanto o jogador se move.



    ~>A mobilidade é através das ruas, esquinas, becos perigosos infestados de gente morrendo devido à peste ou avançando, sobre telhados, na busca da melhor posição para eliminar ou neutralizar um inimigo.

    3)História

    Nos últimos suspiros da peste negra, numa cidade fictícia inspirada na Londres da época com tecnologia mais avançada do que realmente se tinha, o jogador assume o papel de, até então, um homem comum chamado Corvo.
    Ao voltar de uma longa viagem, o personagem se depara com uma tentativa bem sucedida de assassinato, por um grupo de soldados com poderes sobrenaturais, da imperatriz que lidera àquele reino. Partindo daí, o personagem é incriminado e com ajuda externa consegue fugir, saindo em sua jornada em busca de vingança ou de um acerto de contas, isto dependerá das escolhas do jogador.



    4)Dificuldades

    ~>São os comumentes 4 níveis, compreendidos entre o mais fácil: para os que aproveitam todos os momentos, artes gráficas do jogo e tranquilidade na obtenção do objetivo final; ao mais dificil: adepto aos desafiadores, este nível exige EXTREMA cautela nas ações e táticas inteligentes de espionagem.
    ~>Particulamente não senti estrondosa diferença entre o difícil e facil. Como dito, o personagem pode concluir o jogo como um fantasma, bastando ao gamer apenas a utilização das táticas de espionagem.

    Sugestão:

    Spoiler:

    Para os amantes da arte de espionagem, sugiro o nível Hard. Eu joguei e não fui visto nenhuma vez, isso exigiu extremo uso de Blend Time e Blink.

    Para os confrontadores: sugiro nível médio. Tentei jogar no Hard e percebi que haveria um imenso estresse nas constantes mortes que estariam por vir. Curta o jogo, faça grande uso da pistola, vasculhe bem os cenários na busca de munição e sobretudo KILL 'EM ALL.


    5)Geral

    O jogo pode parecer curto, na minha experiência ele foi completado em 18 horas, mas vejo claramente que o mesmo pode ser feito entre 10h a 12h, caso o jogador não queira explorar muito o ambiente. Com muitos jogos na época que pretendiam inovar mas que acabaram por decepcionar, Dishonored foi uma grata surpresa.

    Fugindo das novas experiências que cercam a indústria atualmente, aquelas que se focam em uma experiência mastigadinha, cenas épicas e retirada do controle do jogador, Dishonored foi na contramão, com foco na jogabilidade, sem deixar de oferecer uma história interessante ou, eu deveria dizer, várias delas, já que o enredo deverá ser diferente para cada um de nós.

    Você pode decidir por assassinar um guarda que está te atrapalhando e, enquanto procura o lugar perfeito para efetuar o ataque, acaba por ouvir algo dele e decidi que o mesmo merece ser poupado, ou o contrário, você pode estar só querendo passar o mais rapidamente possível por um lugar e ouvir algo que te faça querer dar cabo de um guarda imediatamente.

    Um ponto negativo é o jogo não ter nenhuma tradução oficial para consoles. Particularmente foi cansativo, pois o jogo te oferece uma gama de documentos e textos em inglês e exige um considerável conhecimento em inglês. Em alguns textos tive dificuldade em alguns termos e gírias, por isso contei com a ajuda do meu amigo Translate do Google.



    Metacritic: 76/100

  25. #24
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    Todos os reviews mapeados no post inicial (se alguém visualizar algum erro/problema, só me dar um toque! ).

    Vou tentar montar review de um clássico dos games!

  26. #25
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    Citação Citando eduhunter Ver mensagem
    Todos os reviews mapeados no post inicial (se alguém visualizar algum erro/problema, só me dar um toque! ).

    Vou tentar montar review de um clássico dos games!
    Edu, uma dúvida: Todos os reviews daqui estão relacionados a jogos atuais, mas tenho alguns retros que gostaria de postar (LucasArts, 3DO). Tem alguma restrição?

    Edit: Os jogos são de PC. Sei que o ideal seriam na área de Jogos PC, mas como já temos um tópico de reviews aqui...
    Última edição por Crag Hack : 31-10-2015 às 18:33

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