• O autor

      Rodrigo Guerini é historiador, professor, autor do blog SanroJoga e redator de jogos para a hardMOB.

      Tikal (Conclave)

      O que pode tornar um bom jogo ainda melhor? Um banho de luxo, segundo a editora francesa Super Meeple, parceira da editora Conclave. E foi após este banho que Tikal, um dos mais célebres jogos da dupla Kramer & Kiesling, chega ao Brasil.


      Invadir a selva tropical para descobrir sítios arqueológicos da antiga civilização maia. Este é o princípio básico de um simples, porém interessante jogo de uso de pontos de ação que, apesar de ser lançado no distante ano de 1999, ainda parece moderno. E com a roupa nova, mais atual ainda.

      Apesar do banho, entretanto, o jogo mantém suas raízes e cada turno de jogador é bem simples. Pegar uma peça de terreno fechado e alocá-lo no tabuleiro, o que simboliza a exploração do território. A partir daí o jogador possuí 10 pontos de ação que devem ser distribuídos da maneira que ele preferir entre movimentar exploradores, fundar acampamentos, desvendar tesouros ou limpar o terreno para desvendar a grandiosidade dos templos maias.


      Os jogadores alternam turnos até surgir uma peça vulcão, quando os jogadores resolvem mais dez pontos de ação e calculam seus pontos. A pontuação, também, é bastante simples, levando em conta o controle dos templos feito por cada jogador, além da posse dos diferentes tesouros maias.

      Ao acabar as peças de terreno, simbolizando que toda a área já foi explorada, o jogo acaba e mais uma vez a contagem é feita para descobrir qual dos jogadores possui mais pontos de vitória.

      Pontos Positivos

      Lindo! – Há um certo prazer em ver o tabuleiro se revelando pouco a pouco, assim como os templos surgirem no meio da floresta. Os pequenos meeples, que substituem os cilindros da versão anterior, também são um show à parte.

      Clássico é clássico. – Num hobby que cada vez mais prega pelo novo, pelo lançamento, é importante e positivo saber que há ainda editoras tanto lá fora quanto aqui que se importam com os verdadeiros clássicos. A nova edição ajuda, mas a qualidade mecânica é aquilo que permitiu Tikal sobreviver quase vinte anos do seu lançamento original.



      Pontos a considerar

      Sorte importa – É temático, mas a compra de tiles pode ser bastante desastrosa para um jogador se ele tiver “azar” de conseguir apenas peças que não lhe interessam. O modo avançado corrige alguma destas falhas, mas não será esta a forma que os jogadores irão experimentar Tikal pela primeira vez.

      Peças de resina – Sim, elas são belas e fazem com que esta versão fique muito mais bonita na mesa do que a primeira edição. Mas as peças podem se lascar facilmente se deixadas cair no chão ou até por um transporte um pouco mais brusco dentro da caixa. Tenha cuidado!



      Pontos Negativos

      Já é minha vez? – Jogadores mais indecisos podem acabar atrasando a partida, considerando inúmeras possibilidades que o jogo apresenta. O desejo de executar da melhor forma possível cada um dos dez pontos de ação pode fazer com que uma partida se arraste um pouco mais do que o desejável.

      Nada de novo – Embora Tikal seja uma obra de arte, há inúmeros jogos lançados nos últimos anos que elevam suas bases para vôos mais altos nos últimos anos. Suas ações limitadas podem assustar os jogadores que começaram recentemente no hobby e esperam por decisões mais complexas.
      Comentários 1 Comentário
      1. Avatar de DicaSabida
        Muito boas as Dicas. Obrigado por Compartilhar

        Aquamax
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