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    As Duas Grandes Guerras

    Eu sei que algumas pessoas não estão interessadas em saber porque os soldados travavam as batalhas das quais o DoD trata... mas outras pessoas acham legal saber o porquê... sei também que para algumas pessoas isso que eu estou postando não acrescenta nada. Espero que a maioria goste... (eu tirei isso de um site que não lembro o nome nem o endereço) se alguém tiver mais alguma coisa pra acrescentar.... por favor!

    Primeira Guerra Mundial

    Introdução

    A Primeira Guerra Mundial decorreu, antes de tudo, das tensões advindas das disputas por áreas coloniais. Dos vários fatores que desencadearam o conflito destacaram-se o revanchismo francês, a Questão Alsácia-Lorena e a Questão Balcânica. A Alemanha, após a unificação política, passou a reivindicar áreas coloniais e a contestar a hegemonia internacional inglesa, favorecendo a formação de blocos antagônicos.
    Constituíram-se, assim, a Tríplice Aliança (Alemanha, Áustria-Hungria e Itália) e a Tríplice Entente (Inglaterra, Rússia e França).Os blocos rivalizavam-se política e militarmente, até que em 1914, surgiu o motivo da eclosão da Guerra: o assassinato do herdeiro do trono Áustro-Húngaro (Francisco Ferdinando), em Sarajevo (Bósnia). À declaração de guerra da Áustria à Sérvia seguiram-se outras, formando-se as Tríplices Aliança e Entente.O conflito iniciou-se como uma guerra de movimento para depois transformar-se em uma guerra de trincheiras. Em 1917, os EUA entraram na guerra ao lado da Tríplice Entente, no mesmo ano em que a Rússia, por causa da Revolução Bolchevique, retirava-se. Os reforços dos EUA foram suficientes para acelerar o esgotamento do bloco Alemão, sendo que em 1918, a Alemanha assinou sua rendição. No ano seguinte foi assinado o Tratado de Versalhes, que estabeleceu sanções aos alemães e a criação de um organismo que deveria zelar pela paz mundial. Esse tratado, conforme os 14 pontos propostos pelo presidente Wilson (EUA), determinou punições humilhantes aos alemães, semeando o revanchismo que desencadearia, depois, a Segunda Guerra Mundial. A Primeira Guerra, provocou uma alteração profunda na ordem mundial: os EUA surgiram como principal potência econômica mundial, houve o surgimento de novas nações, devido ao desmembramento do Império Áustro-Húngaro e Turco e surgiu um regime de inspiração marxista na Rússia.
    Rivalidades e Tensões Internacionais
    As ambições imperialistas das grandes potências européias podem ser mencionadas entre os principais fatoras responsáveis pelo clima internacional de tensão e de rivalidade que marcou o início do século XX.
    Essas ambições imperialistas manifestaram-se através dos seguintes fatores:
    · Concorrência econômica: As grandes potências industrializadas buscavam por todos os meios dificultar a expansão econômica do país concorrente. Essa concorrência econômica tornou-se particularmente intensa entre Inglaterra e Alemanha, que depois da unificação política entrou num período de rápido desenvolvimento industrial.
    · Disputa colonial: A concorrência econômica entre as nações industrializadas teve como importante conseqüência a disputa por colônias na África e na Ásia. O domínio de colônias era a solução do capitalismo monopolista para os problemas de excedentes de produção e de controle das fontes fornecedoras de matérias-primas.
    Além desses problemas meramente econômicos, a Europa possuía focos de conflito que transpareciam no plano político. Em diversas regiões, surgiam movimentos nacionalistas que apresentavam o objetivo de agrupar sob um mesmo Estado povos considerados de mesmas raízes culturais. Todos esses movimentos políticos também estavam vinculados a interesses econômicos.
    Entre os principais movimentos nacionalistas que se desenvolveram na Europa, podemos destacar:
    · O Pan-eslavismo: Liderado pela Rússia, pregava a união de todos os povos eslavos da Europa Oriental, principalmente aqueles que se encontravam dentro do Império Austro-Húngaro.
    · O Pan-germanismo: Liderado pela Alemanha, pregava a completa anexação de todos os povos germânicos da Europa Central.
    · Revanchismo francês: Com a derrota da França na guerra contra a Alemanha, em 1870, os franceses foram obrigados a ceder aos alemães os territórios da Alsácia-Lorena, cuja região era rica em minérios de ferro e em carvão. A partir dessa guerra, desenvolveu-se na França um movimento de cunho nacionalista-revanchista, que visava desforrar a derrota sofrida contra a Alemanha e recuperar os territórios perdidos.
    Nesse contexto de disputas entre as potências européias, podemos destacar duas grandes crises, que provocariam a guerra mundial:
    · A crise do Marrocos: Entre 1905 e 1911, França e Alemanha quase chegaram à guerra, por causa da disputa da região do Marrocos, no norte da África. Em 1906, foi convocada uma conferência internacional, na cidade espanhola de Algeciras, com o objetivo resolver as disputas entre franceses e alemães. Essa conferência deliberou que a França teria supremacia sobre o Marrocos, enquanto à Alemanha caberia uma pequena faixa de terras no sudoeste africano. A Alemanha não se conformou com a decisão desfavorável, e em 1911surgira novos conflitos com a França pela disputa da África. Para evitar a guerra, a França concedeu à Alemanha uma considerável parte do Congo francês.
    · A crise balcânica: No continente europeu, um dos principais focos de atrito entre as potências era a Península Balcânica , onde se chocavam o nacionalismo da Sérvia e o expansionismo da Áustria. Em 1908, a Áustria anexou a região da Bósnia-Herzegovina, ferindo os interesses da Sérvia, que pretendia incorporar aquelas regiões habitadas por eslavos e criar a Grande Sérvia.
    Os movimentos nacionalistas da Sérvia passaram a reagir violentamente contra a anexação austríaca da Bósnia-Herzegovina. Foi um incidente ligado ao movimento nacionalista da Sérvia que serviu de estopim para a guerra mundial.
    A Política de Alianças e o Estopim da Guerra
    As ambições imperialistas associadas ao nacionalismo exaltado fomentavam todo um clima internacional de tensões e agressividade. Sabia-se que a guerra entre as grandes potências poderia explodir a qualquer momento. Diante desse risco quase certo, as principais potências trataram de estimular a produção de armas e de fortalecer seus exércitos. Foi o período da Paz Armada. Característica desse período foi a elaboração de diversos tratados de aliança entre países, cada qual procurava adquirir mais força para enfrentar o país rival.
    Ao final de muitas e complexas negociações bilaterais entre governos, podemos distinguir na Europa, por volta de 1907, dois grandes blocos distintos:
    · A Tríplice Aliança: formada por Alemanha, Império Austro-Húngaro e Itália;
    · A Tríplice Entente: formada por Inglaterra, França e Rússia.
    Essa aliança original entre países europeus modificou-se nos anos da guerra, tanto pela adesão de alguns países como pela saída de outros. Conforme seus interesses imediatos, alguns países mudavam de posição, como a Itália, que em 1915 recebeu dos países da Entente a promessa de compensações territoriais, caso mudasse de lado.
    Mergulhada num clima de tensões cada vez mais insuportáveis, a Europa vivia momentos em que qualquer atrito, mesmo incidental, seria suficiente para incendiar o estopim da guerra. De fato, esse atrito surgiu em função do assassinato do arquiduque Francisco Ferdinando, herdeiro do trono austríaco. O crime foi praticado pelo estudante Gavrilo Princip, ligado ao grupo nacionalista sérvio "Unidade ou Morte", que era apoiado pelo governo da Sérvia. O assassinato provocou a reação militar da Áustria, e a partir daí diversos outros países envolveram-se no conflito, uma verdadeira reação em cadeia (devido à política de alianças).
    Os passos iniciais do conflito europeu (1914) foram os seguintes:
    · 28 de julho: O Império Austro-Húngaro declara guerra à Sérvia;
    · 29 de julho: E apoio à Sérvia, a Rússia mobiliza seus exércitos contra o Império Austro-Húngaro e contra a Alemanha;
    · 1º de agosto: A Alemanha declara guerra à Rússia;
    · 3 de agosto: A Alemanha declara guerra à França. Para atingí-la, mobiliza seus exércitos e invade a Bélgica, que era um país neutro;
    · 4 de Agosto: A Inglaterra exige que a Alemanha respeite a neutralidade da Bélgica. Como isso não ocorre, declara guerra à Alemanha.

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    O nome Primeira Guerra Mundial foi atribuído ao conflito de 1914 a 1918, pois essa foi a primeira guerra da qual participaram as principais potências das diversas regiões da Terra, embora o principal "cenário da guerra" tenha sido o continente europeu.
    Vejamos, a seguir, algumas nações que se envolveram no conflito:
    · Do lado da Alemanha e do Império Austro-Húngaro: Turquia (1914) e Bulgária (1915);
    · Do lado da França, da Inglaterra e da Rússia: Bélgica(1914), Sérvia (1914), Japão (1914), Itália (1915), Portugal (1915), Romênia (1916), Estados Unidos (1917), Brasil (1917) e Grécia (1917).
    Os conflitos internacionais anteriores tinham um caráter localizado, sempre restrito a países de um mesmo continente. Já o conflito de 1914 a 1918, envolveu potências que tinham alcançado a industrialização. Potências que "dedicam sua capacidade de produção ao desenvolvimento de uma poderosa indústria bélica e todos alinham efetivos consideráveis, extraídos principalmente da população rural, cuja diminuição acarreta uma inquietadora redução dos aprovisionamentos. Assim, o conflito desorganiza as trocas e abala seriamente a estrutura econômica do mundo".
    Primeira fase (1914-1915)
    Essa fase foi marcada pela imensa movimentação dos exércitos beligerantes. Ocorreu uma rápida ofensiva das forças alemãs, e várias batalhas foram travadas, principalmente em território francês, para deter esse avanço. Em setembro de 1914, uma contra-ofensiva francesa deteve o avanço alemão sobre Paris (Batalha do Marne). A partir desse momento, a luta na frente ocidental entrou num período de equilíbrio entre as forças em combate.
    Segunda fase (1915-1917)
    A imensa movimentação de tropas da primeira fase foi substituída por uma guerra de posições, travada nas trincheiras. Cada um dos lados procurava garantir seus domínios, evitando a penetração das forças inimigas. Os combates terrestres tornaram-se extremamente mortíferos, com a utilização de novas armas: metralhadoras, lança-chamas e projéteis explosivos. Mas a grande novidade em termos de recursos militares foi a utilização do avião e do submarino.
    Como salientou John Kenneth Galbraith, o desenvolvimento das técnicas militares de matar não foi acompanhado pelo desenvolvimento da "capacidade de pensar" dos generais tradicionais. "A adaptação de táticas estava muito além da capacidade da mentalidade militar contemporânea. Os generais hereditários e seus quadros de oficiais não pensavam em outra coisa senão em enviar contingentes cada vez maiores de homens, eretos, sob pesada carga, avançado a passo lento, em plena luz meridiana, contra o fogo de metralhadora inimigo, após pesado bombardeio de artilharia. A esse bombardeio, as metralhadoras, pelo menos um número suficiente delas, invariavelmente sobreviviam. Por isso, os homens que eram mandados avançar eram sistematicamente dizimados, e essa aniquilação, é preciso que se frise, não é figura de retórica, ou força de expressão. Quem fosse lutar na Primeira Guerra Mundial não tinha esperança de retornar".
    Terceira fase (1917-1918)
    Desde o início da guerra, os Estados Unidos mantinham uma posição de "neutralidade" em face do conflito. Ou não intervinham diretamente com suas tropas na guerra.
    Em janeiro de 1917, os alemães declararam uma guerra submarina total, avisando que tropedariam todos os navios mercantes que transportassem mercadorias para seus inimigos na Europa.
    Pressionado pelos poderosos banqueiros estadunidenses, cujo capital investido na França e na Inglaterra achava-se ameaçado o Governo dos Estados Unidos declarou guerra à Alemanha e ao Império Austro-Húngaro em 6 de abril de 1917.
    A Rússia retirou-se da guerra, favorecendo a Alemanha na frente oriental. E pelo Tratado de Brest-Litovsk, estabeleceu a paz com a Alemanha. Esta procurou concentrar suas melhores tropas no ocidente, na esperança de compensar a entrada dos Estados Unidos. A Alemanha já não tinha condições para continuar a guerra. Surgiram as primeiras propostas de paz do presidente dos Estados Unidos, propondo, por exemplo, a redução dos armamentos, a liberdade de comércio mundial etc.
    Com a ajuda material dos Estados Unidos, ingleses e franceses passaram a deter um superioridade numérica brutal em armas e equipamentos sobre as forças inimigas. A partir de julho de 1918, ingleses franceses e americanos organizaram uma grande ofensiva contra seus oponentes. Sucessivamente, a Bulgária, a Turquia e o Império Austro-Húngaro depuseram armas e abandonaram a luta. A Alemanha ficou sozinha e sem condições de resistir ao bloqueio, liderado pelos Estados Unidos, que "privaram o exército alemão, não de armamentos, mas de lubrificantes, borracha, gasolina e sobretudo víveres".
    Dentro da Alemanha, agravava-se a situação política. Sentindo a iminência da derrota militar, as forças políticas de oposição provocaram a abdicação do imperador Guilherme II. Imediatamente, foi proclamada a República alemã, com sede a cidade de Weimar, liderada pelo partido social democrata.
    Em 11 de novembro de 1918, a Alemanha assinou uma convenção de paz em condições bastante desvantajosas, mas o exército alemão não se sentia militarmente derrotado. Terminada a guerra, os exércitos alemães ainda ocupavam os territórios inimigos, sem que nenhum inimigo tivesse penetrado em territórios alemães.
    A Destruição Européia e a Ascensão dos Estados Unidos
    Ao final da Guerra, a Europa estava em ruínas no campo econômico e social, além de 13 milhões de pessoas que morreram durante a guerra. E "a estas baixas é preciso juntar as que, no seio das populações civis, resultaram das invasões, das epidemias, das restrições alimentares e da fome, bem como do déficit da natalidade".
    Às milhões de vidas sacrificadas deve ser acrescentado um assombroso custo econômico que se refletia no "desgaste do material de transporte, do instrumental das fábricas que foram utilizadas ao máximo e insuficientemente renovadas e conservadas, o que representa no total uma séria diminuição de seu potencial econômico. Houve não só prejuízo pela falta de crescimento da produção e de natalidade, mas também o endividamento dos países beligerantes que tiveram de contrair empréstimos, ceder parte de suas reservas de ouro e desfazer-se de parte de seus investimentos no estrangeiro".
    Todo esse grave quadro de crise e de decadência da Europa veio beneficiar aos Estados Unidos, que despontaram, nos anos de pós-guerra, com uma das mais poderosas potências mundiais. Um dos grandes fatores que colaboraram para a ascensão econômica dos Estados Unidos foi a sua posição de neutralidade durante boa parte da Primeira Guerra Mundial. Assim, puderam desenvolver sua produção agrícola e industrial, fornecendo seus produtos às potências européias envolvidas no conflito. Por outro lado, enquanto as potências européias estavam compenetradas no esforço de guerra, os Estados Unidos aproveitaram-se para suprir outros mercados mundiais, na Ásia e na América Latina.
    Terminada a Guerra, a Europa arrasada tornou-se um grande mercado dependente de exportações americanas. Possuindo aproximadamente a metade de todo o ouro que circulava nos mercados financeiros mundiais, os Estados Unidos projetavam-se como maior potência financeira mundial do pós-guerra.
    O Tratado de Versalhes e a Criação da Liga das Nações
    No período de 1919 a 1929, realizou-se no palácio de Versalhes, na França, uma série de conferências com a participação de 27 estados nações vencedoras da Primeira Guerra Mundial. Lideradas pelos representantes dos Estados Unidos, da Inglaterra e da França, essas nações estabeleceram um conjunto de decisões, que impunham duras condições à Alemanha. Era o Tratado de Versalhes, que os alemães se viram obrigados a assinar, no dia 28 de junho de 1919. Do contrário, o território alemão poderia ser invadido.
    Contendo 440 artigos, o Tratado de Versalhes era uma verdadeira sentença penal de condenação à Alemanha. Estipulava, por exemplo, que a Alemanha deveria:
    · Entregar a região da Alsácia-Lorena à França;
    · Ceder outras regiões à Bélgica, á Dinamarca e a Polônia;
    · Entregar quase todos os seus navios mercantes à França, Inglaterra e Bélgica;
    · Pagar uma enorme indenização em dinheiro aos países vencedores;
    · Reduzir o poderio militar dos seus exércitos sendo proibida de possuir aviação militar.
    Não demorou muito tempo para que todo esse conjunto de decisões humilhantes, impostas à Alemanha, provocasse a reação das forças políticas que no pós-guerra, se organizaram no país. Formou-se, assim, uma vontade nacional alemã, que reivindicava a revogação das duras imposições do Tratado de Versalhes. O nazismo soube explorar muito bem essa "vontade nacional alemã", gerando um clima ideológico para fomentar a Segunda Guerra Mundial (1939 - 1945).
    Além do Tratado de Versalhes, foram assinados outros tratados entre os países participantes da Primeira Guerra Mundial. Através desses tratados, desmembrou-se o Império Austro-Húngaro, possibilitando o surgimento de novos países.
    Em 28 de abril de 1919, a Conferência de Paz de Versalhes aprovou a criação da Liga das Nações (ou Sociedade das Nações), atendendo proposta do presidente dos Estados Unidos. Sediada em Genebra, na Suíça, a Liga das Nações deu início às suas atividades em janeiro de 1920, tendo como missão agir como mediadora no caso de conflitos internacionais, procurando, assim, preservar a paz mundial.
    A Liga das Nações logo revelou-se uma entidade sem força política, devido à ausência das grandes potências. O Senado americano vetou a participação dos Estados Unidos na Liga, pois discordava da posição fiscalizadora dessa entidade em relação ao cumprimento dos tratados internacionais firmados no pós-guerra. A Alemanha não pertencia à Liga e a União Soviética foi excluída. A Liga das Nações foi impotente para impedir, por exemplo, a invasão japonesa na Machúria, em 1931, e o ataque italiano à Etiópia, em 1935.

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    As duras marcas deixadas pela guerra motivaram diversas crises econômicas e políticas nos 20 anos seguintes, forjando as razões para o início de um conflito mais terrível: a Segunda Guerra Mundial.






    Segunda Guerra Mundial

    Introdução

    Existem certos fatos que marcaram épocas e etapas; e um desses fatos é a Segunda Guerra Mundial. Cada um desses fatos está ligado, de uma forma ou de outra, aos fatos que aconteceram antes, que também estão ligados aos fatos de antes. Então, é claro que para entender a Segunda Guerra é preciso saber que um dos fatos que provocou a Segunda Guerra, foi o rancor e o ódio que ainda guardavam da Primeira Guerra.
    A Segunda Guerra Mundial deu encerramento a uma fase para dar início à fase em que nos estamos vivendo nesse momento. Ou seja, foi um fato que marcou uma época. Mais do que marcar uma época, a Segunda Guerra deu início a uma época. A história do mundo todo, tanto social quanto política foi completamente mudada e afetada pela Segunda Guerra Mundial. A organização do mundo e as relações internacionais foram também muito modificadas pela situação que estava se estabelecendo na Segunda Guerra Mundial.
    A Segunda Guerra Mundial foi com certeza o conflito mais sangrento e também o maior conflito armado que o mundo jamais presenciou.
    As Principais Causas
    Após o final da Primeira Guerra Mundial, os países que venceram começaram a abusar da vitória então dita, e com isso começaram também a impor duras condições aos países perdedores. O país mais prejudicado nisso foi a Alemanha, que sofreu perdas de territórios, teve que pagar multas e muitas outras coisas. Além disso, a fome e o desemprego começaram a assolar o país.
    Então, Hitler começou a apelar para o Estado nazista, porque queria adquirir forças. Certos países como Alemanha, Japão e Itália, que eram comandados por regimes totalitários, adotaram uma política de expansão territorial que era bastante violenta, e foi marcada por acontecimentos como:
    · JAPÃO: no Japão ocorreram duas coisas principais, que foram: A invasão da Manchúria, em setembro de 1931. Os japoneses colocaram na Manchúria um imperador no poder, que era controlado pelos japoneses. Como a Manchúria era um território chinês, essa invasão desencadeou a guerra contra a China, que começou em 1935. A Sociedade das Nações protestou contra o Japão, mas o Japão não cedeu e se retirou da Sociedade.
    · ITÁLIA: a Itália invadiu a Etiópia em 1936. A Sociedade das Nações quis punir a agressão do exército italiano, impondo um embargo econômica à Itália. Foi aí que Hitler se aproximou de Mussolini e passou a lhe dar ajuda econômica. No ano de 1939 a Itália conquistou e anexou a Albânia ao seu território.
    · ALEMANHA: em 1938 a Alemanha invadiu a Áustria. Para isso, primeiro eles assassinaram o chanceler e então tomaram o governo e imediatamente convocaram as tropas alemãs para invadir o país e anexá-lo à Alemanha. Mais tarde, por meio de um plebiscito, o povo austríaco confirmou que apoiava a anexação. Então, em março de 1939, a Alemanha invadiu a Tchecoslováquia. Com a integração da república Tcheca, a capacidade bélica da Alemanha cresceu de forma significativa.
    Aconteceu então que Hitler e Stalin decidiram dividir a Polônia entre as duas potências, e em 1º de setembro de 1939 eles invadiram a Polônia. Dois dias depois da invasão, A Inglaterra e a França declararam guerra à Alemanha, dando início, então, à Segunda Guerra Mundial.
    As Fases da Guerra
    Para entendermos melhor as fases, temos que conhecer os principais blocos de potências em conflito. São eles as Potências do Eixo e as Potências Aliadas. As Potências do Eixo contam com Alemanha, Itália e Japão. As Potências Aliadas contam com Inglaterra, França, União Soviética e Estados Unidos.
    As fases são as seguintes:
    · Primeira Fase: começa em setembro de 1939 e termina em junho de 1942. As potências do Eixo estavam se expandindo muito nessa fase. Os alemães invadiram a Dinamarca e a França em abril de 1940, e em maio eles invadiram a Holanda e a Bélgica, e mais tarde a França. Em abril de 1941 os alemães invadiram a Iugoslávia e a Grécia, e então, rompendo acordos anteriores, o exército alemão invadiu a União Soviética. Os italianos avançaram no Egito, e os alemães desembarcaram na África. Então os japoneses avançaram no Pacífico, atacando a base militar de Pearl Harbor.
    O objetivo principal do Japão era formar um grande império asiático, com a conquista de regiões ricas em matérias-primas, sobretudo petróleo e borracha, necessários para manter sua máquina de guerra. Em dezembro de 1941, a aviação japonesa fez um ataque-surpresa à base norte americana de Pearl Harbor, no Havaí. Foi então que os Estados Unidos acordaram para a guerra. As divergências entre Estados Unidos e Japão já vinham de longa data.
    · Segunda Fase: as forças do Eixo foram contidas na Europa, Ásia e África. Foi então que os ataques aéreos americanos à Alemanha começaram. Em 1943, os russos partiram para o contra-ataque através da Batalha de Estalingrado. A batalha de Estalingrado aconteceu na União Soviética e terminou com a derrota total dos alemães. Todo o prestígio que as tropas de Hitler haviam adquirido nas guerras da Europa Ocidental acabou-se em Estalingrado.
    · Terceira Fase: a terceira fase foi de março de 1943 a setembro de 1945 e foi a fase final da guerra. Nessa fase as forças do Eixo foram derrotadas, perdendo o Mediterrâneo. No dia 6 de junho de 1944, o Dia D, os aliados desembarcam na Normandia. A Alemanha foi envolvida de todos os lados pelos exércitos aliados. No dia 30 de abril de 1945, vendo que a situação não estava favorável à Alemanha, Hitler e sua mulher se suicidaram. No dia 7 de maio, o alto comando alemão assinou à rendição incondicional da Alemanha. Assim a guerra terminou na Europa, mas só foi terminar completamente com a rendição do Japão, após o lançamento de duas bombas atômicas sobre as cidades de Hiroshima e Nagasaki.
    As Consequências da Guerra
    As principais conseqüências da Segunda Guerra Mundial foram:
    · A redefinição da ordem mundial em favor das superpotências: Os Estados Unidos, que confirmam a sua hegemonia no bloco capitalista. A União Soviética, que emergiu como potência de primeira grandeza, exercendo uma considerável influência na Europa Oriental. Essas duas superpotências tornaram-se os grandes líderes políticos mundiais, reunindo em torno de si diversos países.
    · Um declínio da influência política, econômica e mesmo cultural da Europa. A Europa mergulhou numa crise profunda. As antigas potências mundiais, Inglaterra e França, perderam suas posições para os já falados Estados Unidos e União Soviética. A posição de centro de civilização que a Europa tinha antes da guerra foi completamente perdida para esses países.
    · O avanço das técnicas militares de destruição. Aos instrumentos tradicionais de guerra, foram somados novos tanques, foguetes, radares, aviões, submarinos, e finalmente a bomba atômica.
    · A fundação da ONU, a Organização das Nações Unidas. Essa organização foi criada em 1945. A ONU é um organismo mundial, que inicialmente reunia 26 nações, que firmaram a Carta das Nações Unidas. Essa Carta entrou em vigor no dia 24 de outubro de 1945, e tem por objetivos principais: servir de mediador nos conflitos entre países para evitar desfechos mais graves como a Segunda Guerra Mundial; manter a paz mundial; desenvolver a solidariedade entre as nações; estimular o progresso mundial; e promover o respeito pela dignidade da pessoa humana. A sede da ONU é em Nova Iorque, nos Estados Unidos, mas a área em que se situa é considerada território internacional, com leis próprias, bandeira própria e serviços de segurança e de comunicação independentes.
    As Vítimas
    A brutalidade generalizada da guerra provocou milhões de vítimas, estimadas em 55 milhões de mortos, 35 milhões de feridos, 20 milhões de órfãos e 190 milhões de refugiados. Aproximadamente 6 milhões de judeus foram brutalmente assassinados pelos nazistas, que eram do partido de Hitler. Como o pai de Hitler havia sido morto por um judeu, Hitler adquiriu um grande ódio não só por aquele judeu, mas por todos eles. Então podemos ver que os judeus não haviam sido vítimas da guerra como os outros mortos, mas nas mortes dos judeus havia também a vingança pessoal de Hitler.
    A Bomba Atômica: seus efeitos e consequências
    A decisão final para a utilização da bomba atômica foi tomada pelo presidente Truman. Apesar da maré crescente de críticas, ele assumiu a responsabilidade total pelo ato. A justificativa para a utilização da bomba atômica foi que a guerra acabaria muito mais cedo e pouparia muitas vidas, mas não foi isso o que aconteceu.
    O que aconteceu foi que apesar de estarem com sua marinha e sua força aérea bastante prejudicadas e quase completamente destruídas, os japoneses continuavam na guerra, e continuavam resistindo. Eles utilizavam pilotos suicidas, denominados Kamikazes, que se atiravam contra os alvos americanos com seus aviões carregados de explosivos. Esses alvos geralmente eram os navios. Esses pilotos causavam grandes perdas aos aliados.

  5. #4
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    Em outubro de 1939, pouco tempo depois do início da guerra, começaram os planos de desenvolvimento da bomba atômica. No fim de julho de 1945 já estava montado o palco para a decisão final. Truman tomou a decisão final de lançar a bomba em 25 de julho. Às 2h45min do dia 6 o bombardeio que transportava a bomba levantou vôo. Seis horas e meia depois, a bomba foi lançada sobre Hiroshima, a oitava maior cidade do Japão, para explodir 50 segundos depois, a uma altura de cerca de 600 metros. Foi nesse momento que os Estados Unidos revelaram ao mundo, através de um clarão fascinante, o início da era atômica.
    Três dias depois, outro avião decolou com a segunda bomba, tendo como alvo a cidade de Kokura. Entretanto, o avião não conseguiu voar sobre o alvo e atirou a bomba sobre o alvo alternativo, Nagasaki. No dia seguinte o Japão pediu paz.
    As conseqüências das bombas atômicas foram desastrosas. Com um incensurável poder de destruição, a bomba atômica não só destruiu completamente seus alvos como provocou lesões genéticas que foram transmitidas pelos sobreviventes aos seus filhos e aos filhos de seus filhos. Até hoje nascem crianças com problemas genéticos causados pela radiação das bombas de Hiroshima e Nagasaki.
    Em Hiroshima foram mortas mais de sessenta mil pessoas, e em Nagasaki a fumaça subiu a mais de seis mil metros, formando o famoso cogumelo, e o calor e o fogo queimaram as pessoas e as casas.
    Saiba por que o Brasil declarou guerra aos alemães, na seção Curiosidades.
    Leia mais sobre a Segunda Guerra Mundial no que diz respeito ao período pós-guerra no Brasil.





  6. #5
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    bom!!

    não li tudo, mas acredito q possa interessar a muitos

  7. #6
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    Originalmente enviada por Ribeiro
    bom!!

    não li tudo, mas acredito q possa interessar a muitos
    Tava sem trampo e li tudo!

    Mas e o Brasil? suas participações na 1ª e 2ª guerra?

  8. #7
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    eu li um pouco da 1 guerra e td da segunda..

    a 1 guerra era umsaco .....trincheiras etc....2 guerra foi bem mais interessante.....

    Hiroshima e Nagazaki foi inevitavel...pq tipo ..C vc ver a cultura do japones...todos os seus valores..sua historia ...vc ve q os caras nunca iam se render ......e iua demorar mtotmepo pra tomar o japao com invasoes maritimas e areas ...pois sao mtas ilhas etc...

    dai a " melhor saida " .foi jogar a bomba atomica.....ai sim o imperador foi e se rendeu

  9. #8
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    aff eu nem li td
    mas sei q sera muito interesante
    para muito

  10. #9
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    Originalmente enviada por Pvt. Ryan

    a 1 guerra era um saco .....trincheiras etc....2 guerra foi bem mais interessante.....

    Trincheiras... uma chatice... de repenter rolava um gas mostarda e vc nem ai..morria...rs
    Trincheiras eram foda...

    A BaTAlha de Bulge foi feita quase que desta forma.
    Avança, para, avança mais um pouco.

    Na 1ª guerra ainda existia o "conceito medieval" de lutas em campos...

    As baixas civis eram menores.

    Sugiro que assista "Adeus a Inocência" adaptação do classico em preto e branco "Sem novidades no front". creio que dessa história que tenha saido a ideia da PÁ no DoD.

  11. #10
    Membro Avatar de MacGyver DoD
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    Legal veio!!

    UP ae!

  12. #11
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    Originalmente enviada por Sgt_Lewiz
    Tava sem trampo e li tudo!

    Mas e o Brasil? suas participações na 1ª e 2ª guerra?
    Por que o Brasil entrou na Segunda Guerra Mundial?

    O principal motivo que levou o Brasil a entrar na Segunda Guerra Mundial pode ter sido de ordem econômica, ou seja, o atual presidente, Getúlio Vargas, teria declarado guerra à Alemanha por intermédio dos Estados Unidos que teriam pago uma grande quantia ao chefe de estado brasileiro. Você deve está se perguntando por que os Estados Unidos queriam aliados para a luta? Pois é, outra vez e como sempre será, motivo econômico. Os norte-americanos tinham emprestado dinheiro para países da Europa. Com medo de que esses países caíssem nos domínios do então ditador Hitler, fato que levaria ao não pagamento dessa dívida, os Estado Unidos buscou aliados.
    A desculpa dada por Vargas por ter declarado guerra aos alemães foi um possível ataque submarino à costa brasileira. Farsa! A história volta a repeti-se como na guerra do Paraguai onde a Inglaterra fez o papel de incentivador para derrubar um país que não dependia economicamente dela e o índice de analfabetismo era quase nulo.


    Getúlio Vargas junto do então presidente dos Estados Unidos, Roosevelt.

  13. #12
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    A Campanha da FEB
    A campanha da FEB [Força Expedicionária Brasileira] durou sete meses e dezenove dias: de 16 de setembro de 1944, quando um batalhão do 6º Regimento de Infantaria iniciou a marcha na frente do rio Serchio (entre Pietrassanta e Luca), com a conseqüente conquista de Camaiore, até 2 de maio de 1945, dia em que a ordem de cessar fogo, vinda do comando do 4º Corpo do Exército norte-americano, deteve a marcha do 3º Batalhão do 11º Regimento de Infantaria, na localidade de Verselli, no vale do Pó, nas proximidades de Novara.
    Nesses quase oito meses de guerra, a 1ª Divisão Expedicionária (FEB) lutou em duas frentes. A primeira, a do rio Serchio, durante o outono de 1944; a Segunda, muito mais ingrata, a do rio Reno (não confundir com o Reno alemão), ao norte de Pistóia, em plena cordilheira apenina. Aí, por mais de dois meses, os combatentes brasileiros atravessariam a fase mais cruel do inverno da montanha, com temperatura que, às vezes, chegava a 15ºC abaixo de zero, e sob a constante hostilidade do fogo inimigo.
    E daí, tendo como ponto de partida o Quartel-General avançado de Porreta-Terme, avançaria para a conquista dos seus maiores feitos: a vitória de Monte Castelo, a 21 de fevereiro de 1945; a de Montese, a 14 de abril de 1945; até o aprisionamento de toda a 148ª Divisão Alemã e remanescentes de uma Divisão de Infantaria italiana, bem como de forças blindadas do antigo "Afrika Korps", sucesso que teve lugar a 28 de abril de 1945, ou seja, no mesmo dia em que, quilômetros adiante, na região do lago de Como, Benedito Mussolini caia nas mãos dos "partigiani".
    Os heróis brasileiros
    Nessa Guerra, a FEB perdeu 443 homens, entre soldados e oficiais; mais 8 aviadores do 1º Grupo de Caça da FAB, comandado pelo então coronel-aviador Nero Moura, que foram abatidos em combate no Norte da Itália e no Sul da Áustria; e mandou para os hospitais da retaguarda perto de 3.000 feridos. Por outro lado, fez 20.573 prisioneiros, inclusive dois generais: o general Otto Fretter Pico, comandante da 148ª Divisão de Infantaria alemã, e o general Mário Carloni, comandante do que restava da desbaratada Divisão de Bersaglieri Itália.
    Da conquista de Camaiori, na frente do rio Serchio, à rendição da 148ª Divisão de Infantaria alemã, em Collechio-Fornovo, a divisão brasileira não deixou de cumprir uma só das missões que lhe foram atribuídas pelo general Willys Dale Crittemberger, comandante do 4º Corpo de Exército norte-americano, ao qual a FEB estava incorporada. Mas nem sempre foi fácil, ou teve êxito imediato, a execução das missões recebidas do 4º Corpo do Exército norte-americano, ao qual a FEB estava incorporada, como foi o caso da conquista de Monte Castelo, só alcançada depois de quatro tentativas rechaçadas pelos alemães.
    Durante a maior parte do inverno apenino, os alemães dominaram as posições da FEB no cume do Monte Castelo, do monte de la Torraccia e de Soprassato, obrigando a tropa brasileira, que hibernava no vale do Reno, a encobrir seus movimentos sob a proteção do nevoeiro artificial produzido pela queima de óleo diesel.
    Entre 2 de julho de 1944, data da partida do 1º Escalão, e 8 de fevereiro de 1945, quando seguiu o 5º e último contingente, os navios-transporte norte-americanos "General Mann" e "General Meigs" desembarcaram na Itália, no porto de Nápoles, um total de 25.334 expedicionários brasileiros, entre oficiais e soldados. Era o efetivo de uma Divisão.
    Dados estatísticos
    Dos oficiais superiores de nosso Corpo expedicionário, 98% pertenciam à ativa do Exército, como da ativa eram 97% de seus capitães. Em compensação, 49% dos subalternos da tropa pertenciam à reserva, isto é, eram civis convocados nas mais diferentes partes do Brasil para completar os quadros da Força Expedicionária Brasileira.
    No seu conjunto, a 1ª Divisão de Infantaria Expedicionária compunha-se do 1º Regimento de Infantaria (Regimento Sampaio), sediado no Rio de Janeiro; do 6º Regimento de Infantaria, de Caçapava; do 11º Regimento de Infantaria, com sede em São João del Rei; de quatro Grupos de Artilharia; do 9º Batalhão de Engenharia de Aquidauana (Mato Grosso); de um Esquadrão de Reconhecimento (Cavalaria); do 1º Batalhão de Saúde, organizado em Valença, além das chamadas "tropas especiais" e de "corpos auxiliares", inclusive 67 enfermeiras.
    Na relação dos soldados tombados na Itália, o 1º Regimento de Infantaria (Sampaio) vem em primeiro lugar, com 152 mortos. O 11º Regimento de Infantaria (São João del Rei) perdeu 134 homens e o 6º Regimento de Infantaria (Caçapava) teve mortos 109 soldados.
    As mortes, por Estado
    Todos os Estados brasileiros se achavam representados na FEB e, entre todos, São Paulo foi o que teve maior número de mortos: 92. Minas Gerais perdeu 80 homens; o Estado do Rio, 63.
    O então Distrito Federal chorou a morte de 50 cariocas; 29 paranaenses e 28 catarinenses ficaram no cemitério de Pistóia, ao lado de 21 gaúchos, 17 goianos, 13 pernambucanos, 12 capixabas. 11 baianos, 6 cearenses, 6 paraibanos, 6 riograndenses do norte, 6 sergipanos, 5 alagoanos, 4 paraenses, 2 piauienses, 1 acreano e 1 amazonense.
    Apenas um Estado, o Maranhão, foi mais feliz: não teve um só morto na campanha da Força Expedicionária Brasileira.
    O campo de batalha
    No dispositivo militar aliado, atuando na frente italiana, onde operavam o 5º Exército norte-americano e o 8º Exército Britânico, a 1ª Divisão de Infantaria Expedicionária, ou Força Expedicionária Brasileira, estava incorporada ao 4º Corpo de Exército americano, o qual, por sua vez, além da Divisão brasileira, compunha-se de uma Divisão Blindada norte-americana, uma Divisão sul-africana e outra inglesa, e ainda da 10ª Divisão de Montanha norte-americana, que lutou junto aos brasileiros, em 1945, quando da tomada de Monte Castelo.
    A ação do 4º Corpo cobria uma frente de 80 quilômetros e, nessa frente, a FEB ficou responsável, a partir de novembro de 1944, quando se deslocou para o "front" apenino, por um setor de extensão de mais ou menos 10 quilômetros.
    Algumas vezes, no entanto, como quando da ofensiva de abril de 1945, a frente guarnecida pelos soldados brasileiros chegou a estender-se por 20 quilômetros, bastante ampla para a ação de uma Divisão. Na frente apenina, a FEB instalou o seu Quartel General avançado em Porreta-Terme, 30 quilômetros a norte de Pistoia.
    Porreta Terme, onde os brasileiros passaram a longa e, por vezes, asfixiante noite, que se estendeu de dezembro de 1944 a 22 de fevereiro de 1945, fica no vale do pequeno rio Reno italiano, emparedada entre as montanhas. Em seu tempo de paz, é uma agradável e requintada estação termal, cujas fontes sulfurosas são famosas em toda a Itália.
    O inferno astral dos "pracinhas"
    Como acontece com toda unidade combatente, a história da FEB, na campanha da Itália, está repleta de datas, não apenas gloriosas, mas também amargas. Se alguém tivesse perguntado ao general Mascarenhas de Morais, comandante da Força Expedicionária Brasileira, qual foi, no seu entender, o dia mais negro da campanha na Itália, a sua resposta, certamente, teria sido esta: "12 de dezembro de 1944."
    Foi um momento profundamente triste para os soldados brasileiros, que naquele dia viram frustrada, pela terceira vez, a esperança de conquistar Monte Castelo antes do inverno.
    O general Mascarenhas, naquela mesma noite, no Quartel General do 4º Corpo do Exército, explicou ao general Crittemberg os motivos do insucesso dessa operação. E ainda, na madrugada daquele dia, no seu pequeno quarto do Quartel General, em Porreta-Terme, escreveria longa carta ao comandante do 4º Corpo, detalhando os motivos, já expostos verbalmente na noite anterior, pelos quais a FEB não vinha conseguindo desalojar do cume de Castelo a poderosa guarnição que lá se mantinha.
    Dizia ele, num trecho de sua carta, hoje arrolada entre os documentos capitais da história da FEB:
    "Antes de tudo, eu desejo apresentar a minha resposta na seguinte compreensão: a capacidade ofensiva de uma tropa repousa no aparelhamento dos meios, na sua instrução, num poderoso esforço adequado à frente de combate e na experiência de guerra. Os meios materiais da divisão estão, hoje, em situação normal. A sua instrução foi simplificada mediante a condição de que poderia completá-la em situações apropriadas de combate.
    "Recebeu, no vale do Reno, um grande setor defensivo, onde cerrou ativamente o contato com o inimigo. Logo em seguida, atacou por duas vezes, nas condições seguintes: posições organizadas; - terreno exclusivamente favorável ao inimigo (grandes alturas, em qualquer parte, na mão do inimigo); - em virtude da grande frente, não pôde, nas duas vezes, fazer uma concentração de esforços para uma ação ofensiva correspondente à missão recebida."
    E rematava, o comandante dos "pracinhas":
    "Não posso, portanto, dizer a V. Exa. Que a minha divisão não tem capacidade ofensiva."

  14. #13
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    Não basta ter, é preciso mostrar
    Mas era preciso eu a Divisão brasileira mostrasse a sua capacidade ofensiva, e aquele 12 de dezembro de 1944, arraigou ainda mais no marechal general Mascarenhas a convicção de que a conquista de Monte Castelo era uma questão de honra para os soldados do seu comando. Os alemães de Monte Castelo tinham de ser derrotados, de qualquer maneira, pelos "pracinhas", e somente por eles.
    Do alto de seus cumes, mais de uma divisão alemã tinha os olhos vigiando, dia e noite, os "pracinhas" acuados lá embaixo. Entre os altos montes dominadas pelos alemães, um se destacava pela sua posição estratégica: Monte Castelo. Não fosse ele tomado, e seria impossível às forças do 4º Corpo de Exército prosseguir a marcha sobre Bolonha, objetivo que o general Mark Clark, pretendia atingir, antes que começassem a cair as primeiras neves do inverno próximo.
    Vejamos, desde o princípio, a odisséia do Monte Castelo.
    24.11.1944 – O primeiro assalto
    O general Mascarenhas instalou o seu Quartel General em Porreta-Terme no dia 6 de novembro de 1944. Três dias depois, os soldados brasileiros substituíam a 1ª Divisão Blindada norte-americana que, após meses de luta, retirava-se para o descanso da retaguarda.
    No dia 24, o Esquadrão de Reconhecimento e o 3º Batalhão do Regimento de Infantaria da FEB juntavam-se à Task Force 45, norte-americana, para a primeira ofensiva contra Monte Castelo.
    A princípio, a operação foi bem sucedida, chegando, mesmo, alguns elementos da Task Force, a alcançar o cume do Monte Castelo, depois de se apoderarem do Monte Belvedere, ao lado. Mas a contra-ofensiva da 232ª Divisão de Infantaria alemã, que defendia Castelo e o monte della Torracia, foi violenta, obrigando os soldados americanos e brasileiros a abandonar suas posições já conquistadas. Somente o monte Belvedere não foi devolvido.
    Os dias 24 e 25 de novembro de 1944, data da primeira tentativa de conquista do Castelo, assinalam o início da segunda fase da luta da FEB na Itália.
    A perda do Belvedere
    Mas o segundo ataque a Monte Castelo, planejado para o dia 29, apenas quatro dias após o primeiro, não iria, também, ter êxito.
    Para esse segundo ataque, o comando da Divisão brasileira formou um grupamento constituído do 1º Batalhão do 1º Regimento de Infantaria; do 3º Batalhão do 6º Regimento, já provado na primeira investida; e do 3º Batalhão do 11º Regimento.
    O grupamento foi colocado sob o comando do general Zenóbio da Costa, comandante da Infantaria Divisionária, que contaria com a cobertura de dois grupos de artilharia brasileiros e, possivelmente, com um grupo de artilharia do 4º Corpo.
    Um lamentável imprevisto, entretanto, se verificaria, naquela noite do dia 28 de novembro, véspera do segundo ataque a Monte Castelo: em inesperado e fulminante contra-ataque, as tropas da 232ª Divisão de Infantaria alemã expulsaram os norte-americanos do Belvedere, tomado quatro dias antes, deixando, assim, descoberto o flanco esquerdo das forças brasileiras.
    O comando da FEB pensou em adiar o assalto para os dias seguintes, na esperança de que o Belvedere fosse reconquistado, mas isso seria desaconselhável, visto que as tropas já se achavam nas posições das quais iniciariam o ataque.
    29.11.1944 – O segundo assalto
    Às 7 horas da manhã do dia 29 de novembro, tinha início a Segunda ofensiva brasileira contra o Monte Castelo. As condições de tempo não podiam ser piores: chuva, céu encoberto, o que dificultou e chegou a impedir a atuação da força aérea; havia também muita lama, o que praticamente anulava ou, pelo menos, reduzia ao mínimo a participação dos tanques e viaturas pesadas.
    Cerca de uma hora depois de Ter iniciado o ataque, as tropas brasileiras foram contidas pelos soldados alemães dos 1.043º, 1.044º e 1.045º Regimentos de Infantaria inimigos.
    Assim, no fim da tarde, os dois batalhões brasileiros voltaram às duas posições anteriores, sem que, durante toda a luta, devido às condições de tempo, tivessem podido intervir eficazmente os tanques e os aviões.
    12.12.1944 – O terceiro assalto
    No dia 5 de dezembro de 1944, chegava ao Quartel General avançado da Divisão brasileira, em Porreta-Terme, a ordem do 4º Corpo americano, ao qual estávamos subordinados:
    "Cabe à Divisão de Infantaria Expedicionária capturar e manter a crista do monte della Torracia: Monte Belvedere." Significava dizer que Monte Castelo, situado no centro da linha Belvedere-Torracia, seria, mais uma vez, objetivo principal da próxima ofensiva brasileira, que teria início no dia 12.
    Às 6h30 do dia 12 de dezembro de 1944, tinha início o terceiro assalto dos expedicionários brasileiros a Monte Castelo. A luta não demorou mais de cinco horas.
    Contra a ofensiva dos brasileiros, voltaram a se conjurar os mesmos fatores negativos que haviam frustrado as tentativas anteriores: o céu fechado aos aviões, o frio intenso, a chuva persistente, o lamaçal escorregadio em que se transformara a terra-de-ninguém, entre Gaggio Montano e Castelo, impedindo a progressão dos tanques.
    Mesmo assim, as vanguardas brasileiras conseguiram chegar além da metade do caminho que levava a Monte Castelo. À esquerda, os "pracinhas" comquistaram Zolfo, a apenas 200 metros do cume e, ao centro, chegaram a Abetaia, onde foram detidos por cerrado fogo da artilharia alemã.
    Uma vez mais, a derrota
    Ali, em Abetaia, antessala do Castelo, mais de 20 brasileiros tombariam, mortos, naquele 12 de dezembro, e seus cadáveres, enrijecidos e enegrecidos pelo frio, só seriam retirados no dia 22 de fevereiro, depois da conquista de Monte Castelo.
    Esse terceiro ataque a Castelo, mais uma vez rechaçado, provou que os planos táticos para a conquista da posição teriam de ser inteiramente modificados. Era evidente que Monte Castelo não poderia ser arrebatado aos alemães apenas com o concurso de algumas unidades da 1ª Divisão de Infantaria Expedicionária (DIE), mas sim com o empenho de toda a divisão brasileira na ofensiva.
    Isso se fazia mais presente agora, quando os alemães, alertados pela insistência do comando na conquista de Monte Castelo, perceberam que aquela era uma posição que não deveriam entregar. A prova disso é que, após o segundo ataque a Castelo, o inimigo tratou de reforçar suas tropas no cume e no lado norte do morro, substituindo os regimentos que o defendiam por unidades novas e descansadas, trazidas da retaguarda.
    Estabeleceu-se, então, entre brasileiros e alemães, uma determinação paralela: por parte dos brasileiros, a de que Castelo teria de ser conquistado de qualquer maneira; por parte dos alemães, a de que o monte não deveria ser abandonado em hipótese alguma.
    Tinham sido difíceis e cruentos os três primeiros ataques a Monte Castelo e, somente no dia 12 de dezembro, havia desfalcado os batalhões brasileiros em mais de 150 homens. O quarto ataque, e que seria o último, prometia ainda ser mais difícil e mais sangrento.
    Pausa para a neve
    Enquanto isso, o inverno, que se apresentou como um dos mais rigorosos registrados nos últimos cinqüenta anos ma região apenina, começou a estender o seu lençol branco por toda a frente italiana.
    Na cordilheira, os termômetros baixaram subitamente dez, quinze, e até dezenove graus abaixo de zero. E a neve, que começara a cair antes de 24 de dezembro, já cobria todo o setor onde operavam os nossos soldados.
    Viram-se, assim, os combatentes brasileiros, diante de um outro inimigo igualmente impiedoso e, para eles, até então desconhecido. Como seria possível aos expedicionários brasileiros, gente dos trópicos, enfrentar o mar branco e gelado que os cercava e os fazia tiritar ?
    Foi, portanto, com alívio, e até mesmo com alegria, que a vanguarda da 1ª Divisão de Infantaria Expedicionária (DIE), estendida por quinze quilômetros, recebeu a notícia de que o comando do 5º Exército norte-americano havia voltado atrás na sua decisão de "chegar a Bolonha antes do Natal"; e que, por conseguinte, ficava suspensa a ofensiva geral planejada para os próximos dias.
    A frente italiana entrava em recesso, numa longa trégua branca. Até fevereiro, na frente apascentada pela neve, os transidos homens que a defendiam, limitaram sua guerra dos dois lados, a operações de patrulha e a uma modorrenta vigilância nas trincheiras, nos postos de observação e nos "fox-holes" avançados.
    Durante dois meses e dez dias, o compasso de espera impôs, na frente italiana, o ritmo de guerra, num intervalo que só seria interrompido no dia 19 de fevereiro de 1945, data estabelecida pelo comando do 5º Exército norte-americano para o começo da nova e derradeira ofensiva que levaria as tropas aliadas, e entre elas a FEB, para além do vale do Panaro, além do vale do Pó, até as fronteiras com a França.

  15. #14
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    O Plano Encore
    O plano chamava-se "Encore" [bis, repetição]. Nele seriam empregadas todas as forças do 4º Corpo do Exército e seu objetivo seria o de expulsar o inimigo do setor do Reno italiano, e persegui-lo, depois, através do vale do rio Panaro.
    No Plano Encore, a tarefa dos brasileiros seria, mais uma vez, a de desalojar os alemães de Monte Castelo. Agora, no entanto, a tática seria outra, exatamente aquela que o general Mascarenhas de Morais sempre defendera, ou seja, a que partia da premissa de que a poderosa posição alemã, situada no setor mais agressivo e mais íngreme do espinhaço apenino, só poderia ser comquistada se, no seu assalto, fosse empenhada toda a Divisão brasileira.
    E foi exatamente esse ponto de vista do comandante da FEB que se impôs na reunião prévia dos comandantes do 4º Corpo do Exército.
    Chegou a hora de a onça beber água
    No dia 20 de fevereiro de 1945, as tropas brasileiras se colocaram em posição de combate, com os três regimentos da Divisão prontos para convergir na direção de Monte Castelo.
    À esquerda dessas forças, a 10ª Divisão de Montanha norte-americana, experimentada tropa de elite. Devia apoderar-se do monte della Torracia, garantindo, assim, o flanco mais vulnerável do setor defendido pelos soldados brasileiros.
    A FEB, na sua totalidade, seria convocada para o último assalto a Castelo, mas coube aos três batalhões do 1º Regimento de Infantaria a missão de avançar sobre Castelo, dominá-lo, e, de lá, expulsar os integrantes da 232ª Divisão de Infantaria alemã.
    O ataque teve início na hora prevista: seis horas da manhã. E, às 17h50 da tarde daquele 21 de fevereiro de 1945, eu me encontrava no Posto de Comando do general Cordeiro de Faria, comandante da Artilharia Divisionária, quando escutei a voz do tenente-coronel, pelo rádio de campanha:
    "Estou no cume do Castelo."
    Os "pracinhas" tomam posição
    Na véspera do dia 21 de fevereiro de 1945, eu havia pedido um jipe ao major Sousa Junior, encarregado dos correspondentes de guerra, para ir a Nápoles, esperar o 4º Escalão das Tropas brasileiras, que chegaria a 23. O major, então, me perguntou:
    "Você prefere esperar o Escalão ou uma coisa melhor?
    A "coisa melhor" era a ofensiva brasileira do dia 21 sobre o Monte Castelo. Manhã cedo, no Quartel General recuado, em Pistóia, fomos avisados de que nossa artilharia abriria cerrado fogo, naquela noite, conta posições inimigas nas montanhas que, há três meses, nos barravam o caminho.
    Tomamos um café apressado, enchemos os bolsos de chocolate e chicletes, e dirigimos nossos jipes, sob uma temperatura de 5ºC abaixo de zero, para o Quartel General avançado em Porreta-Terme, já nos Apeninos.
    Minutos depois, eu já tomava de assalto o Posto de Observação Avançado do general Cordeiro de Faria, que comandava a nossa Artilharia, e lá me instalei por todo o dia.
    Eram 8 horas da manhã quando o general me cedeu seu lugar diante da luneta binocular e me disse:
    "Começamos a atacar às 6 horas da manhã. As tropas em ofensiva constituem o 1º Regimento de Infantaria, o Sampaio. Os seus batalhões avançam na seguinte ordem: o 1º Batalhão, comandado pelo major Olívio Gondim de Uzeda, segue pela esquerda; o 2º Batalhão, comandado pelo major Siseno Sarmento, vai pelo centro; e o 3º Batalhão, comandado pelo tenente-coronel Emílio Rodrigues Franklin, partirá da direita.
    "Nossa intenção" prosseguiu "é envolver todo o morro e, em coordenação com a ofensiva americana que já conquistou Belvedere, e arrancá-lo das mãos nazistas até o fim da tarde de hoje."
    Como num filme
    Vejo, com a ajuda da luneta, os nossos "pracinhas" agachados lá na frente, grupos aqui e ali rastejando em direção ao cume, de onde as terríveis metralhadoras alemãs (as "lurdinhas") atiram, imitando curtas e sinistras gargalhadas.
    Agora mesmo, um de nossos soldados encostou-se num pedaço de muro destruído e aponta sua Thompson para qualquer lugar, lá em cima. Os morteiros alemães rebentam nas faldas do sul, mas nossa artilharia reinicia seu canhoneio sistemático e certeiro, como fizera toda a noite. Escuto o silvo das granadas passando sobre nós, vejo-as explodirem lá adiante, numa coroa de fumaça que vai envolvendo o Castelo numa aura cinzenta.
    Uma de nossas baterias parece que perdeu a mira, e seus tiros caem muito aquém, quase num dos setores brasileiros. O general Cordeiro dá ordens secas e rápidas e, durante alguns minutos, seus ajudantes-de-ordens procuram. Servindo-se dos cinco telefones de campanha e dos dois rádios, localizar o canhão de má pontaria.
    Finalmente, o capitão Durval de Alvarenga Souto Maior, comandante da 1ª Bateria do 1º Grupo de Artilharia descobre que o canhão pertence à sua unidade. Dá uma ordem rápida pelo rádio e os tiros, agora, estão perfeitamente ajustados no eficiente conjunto de toda a artilharia.
    À esquerda, sobre posições americanas além do Belvedere, cinco ou seis aviões Thunderbolt descem em picada, rápido, e metralham impiedosamente, os nazistas, lá embaixo.
    Ataque conjugado
    Quando cheguei ao Posto de Observação do general Cordeiro, pouco depois de iniciada a ofensiva, a situação era mais ou menos esta: os batalhões já haviam avançado, com exceção do 2º Batalhão, comandado pelo major Siseno, que partiria de Gaggio Montano às 11h35.
    Os alemães tentavam impedir a progressão dos brasileiros, insistindo num fogo concentrado de seus morteiros. Eu sabia que a conquista de Monte Castelo só seria consumada depois que os americanos, que haviam partido de Belvedere, tivessem se apoderado de Torraccia, um pico que, mais atrás, dominava todo o morro sobre o qual avançavam nossos homens.
    O ataque americano, que começara na noite anterior, estava sendo efetuado por uma Divisão especializada, a 10ª Divisão de Montanha, recentemente chegada àquele setor. Às 10 horas da manhã, os americanos se encontravam além de Menzacona, meio caminho entre Belvedere e Toraccia.
    Menzacona havia ficado em poder de um dos batalhões brasileiros, com o qual os americanos haviam feito ligação nos primeiros instantes da ofensiva. Então, o avanço combinado, no lado direito, tomou o seguinte aspecto: os brasileiros deixaram alguns homens em Menzacona e seguiram em direção a Castelo, pela esquerda, comandados pelo major Uzeda; os americanos deslocaram-se pela frente, avançando em direção a Toraccia.
    Diário de Campanha
    Daí por diante, os acontecimentos se sucederam nesta ordem, conforme me diziam os quase indecifráveis apontamentos que fui tomando naquele momento, e que, vinte e cinco anos depois, volto a consultar:
    Ao meio-dia, o general Mark Clark, comandante-chefe aliado na frente italiana; o general Truscott, comandante do 5º Exército americano; o general Clittenberg, comandante do 4º Corpo do Exército americano, ao qual estava incorporada a FEB; e o comandante-chefe das Forças Aéreas do Mediterrâneo, estiveram em visita ao general Mascarenhas de Morais, no seu Posto de Observação, localizado a três quilômetros à direita do Posto de Observação do general Cordeiro.
    Às 12h30, o major Uzeda, que avançava pela esquerda, pedia proteção da Artilharia para alcançar um ponto à sua frente, e o general Cordeiro ordenou às baterias: "Cinco rajadas de morteiro sobre a cota 813."
    Às 23:55, um dos batalhões avisava que haviam sido avistados reforços alemães que começavam a chegar a Castelo. Do lado direito, o coronel Franklin fora detido com seu 3º Batalhão. O major Uzeda prevenia pelo rádio que iria tentar envolver Castelo pela esquerda.
    Às 14h20, o major Uzeda avisou que ia atacar a cota 920, penúltimo ponto antes da crista de Castelo. Pediu mais um tiro ao general Cordeiro, que logo transmitia novas ordens às baterias.
    O major Uzeda se encontrava precisamente a cinco quilômetros do Posto de Observação, tendo realizado, já, uma progressão de mais de dois quilômetros.
    O diálogo entre Alma 1, Alma 2 e Alma 3 (nome de código dos observadores junto aos batalhões) e Lata 1, Lata 2 e Lata 3 (oficiais de ligação nos batalhões), repete-se, de minuto a minuto.
    Às 15 horas, o major Uzeda já se encontrava firme em 930, mas seu avanço foi detido pelas metralhadoras alemãs. Seu objetivo final será a cota 977, ou seja, o cume do Castelo, onde tencionava chegar às 16h30.
    Então, ficou combinado que, às 16h20, quando seu batalhão iniciasse o definitivo arranco sobre a crista do Castelo, toda a artilharia divisionária concentraria seus fogos sobre as encostas e o cume do monte. Estávamos disparando com canhões 105, 155, e com morteiros.
    Às 15h05, o general Cordeiro virou-se para mim e me disse que, até aquele momento, calculava já haver gasto "uns 8 milhões de cruzeiros de munição com seus disparos de artilharia." (Feita a correção monetária, quanto seria hoje?)
    Às 15h30, o major Uzeda informava pelo rádio: "Meus homens estão prontos para atacar." Olhei pelo binóculo que o coronel Miranda me emprestou por alguns minutos e vi, lá em cima, na cota 930, os soldados, em formação de ataque, esparsos pelos pequenos vales e depressões, ou deitados no resto da neve que o sol ainda não havia limpado.
    Entre 13h30 e 13h50, estabeleceu-se uma relativa calma: somente os morteiros alemães, os aviões de bombardeio que metralhavam as costas de Toraccia e um teco-teco brasileiro (que observava tranqüilo e solitário, como um pássaro sem pressa, as posições da artilharia inimiga) continuavam em ação.

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    O Posto de Observação
    O Posto de Observação do general Cordeiro situava-se numa elevação do terreno, e lá embaixo eu via todo o vale e, a menos de um quilômetro distante de nós, um dos grupos de nossa artilharia. Quando suas peças disparavam, toda a casa estremecia, e xícaras e copos tremiam na mesa, com um barulho cristalino.
    As pessoas que moravam ali, no velho chalé de paredes amarelas, haviam sido expulsas pela guerra e, ao que parece, não tiveram nem tempo para levar suas coisas. Os móveis estavam intactos, viam-se litografias nas paredes, um Cristo muito pálido, e fotografias de homens fardados e mulheres em trajes de inverno.
    Num dos cantos da sala, onde o general havia postado a sua luneta de grande alcance, descobri um "ricoordo nuziale" [certificado de casamento] numa moldura dourada, e nele lembrava-se que, no dia 11 de novembro de 1927, numa igreja de Bolonha, casaram-se Dino Bettochi e Caterina Cioni.
    Às 16h05, o coronel Franklin informou pelo rádio que seus homens ocuparam Fornelo, à direita de Castelo e próximo do seu cume. Tratava-se de um ponto de resistência do inimigo, ninho de metralhadoras, que acabava de ser dominado pelos nossos soldados. Fornelo foi um dos pontos em que foram barradas, em novembro e dezembro de 1944, os anteriores ataques brasileiros a Castelo.
    Já se vão mais de dez horas de luta
    Não resta dúvida de que o ponto mais empolgante de toda a luta do dia 21 teve lugar às 16h20, quando toda a Artilharia Divisionária concentrou seus fogos sobre Castelo.
    Começava a anoitecer. Noite de inverno europeu chega cedo. Os obuses explodiam em chamas altas, e eu as via muito próximas, com o auxílio do binóculo.
    Negros buracos começaram a aparecer na encosta do Castelo, e logo o cume ficava transformado numa espécie de cratera de vulcão em atividade. O major Uzeda avançava, protegido pela fumaça intencional, e nossas metralhadoras também trabalhavam ativamente.
    No Posto de Observação, um silêncio pesado: ninguém dizia nada. O general Cordeiro havia grudado os olhos em sua luneta e seus dedos (até disso tomei nota) alisavam mecanicamente um pedaço da mesa.
    Às 17:45,o general Cordeiro de Faria deixou, por um instante, suas lunetas, e disse, voltando-se para mim: "Castelo está praticamente conquistado."
    Chegaram, também, naquele momento, informações sobre a situação dos americanos, que não haviam conseguido, ainda, tomar Toraccia, o que significava dizer que o avanço brasileiro sobre Castelo teria de ser consumado com Toraccia, ponto tão estratégico, ainda nas mãos dos alemães.
    Chegando ao topo do monte
    Às 17h50, a voz do coronel Franklin chegava forte pelo rádio: "Estou no cume do Castelo." E pedia mais fogos de artilharia sobre pontos em poder do inimigo, além do monte. "Castelo é nosso," disse-me o general Cordeiro.
    Mais três minutos, e as baterias estavam canhoneando Caselina, Serra e Bela Vista. Os alemães responderam com morteiros, mas essa reação de nada iria adiantar, porque, como me dizia, no dia seguinte, o coronel Franklin, "estamos em Castelo e ninguém nos tira mais daqui."
    Eram mais de sete e meia da noite, noite hibernal, fechada, quando voltei a subir no meu jipe, que deixara ao lado do Posto de Observação. Nossa artilharia continuava a castigar, incansável. E Monte Castelo estava bem à minha frente, já domado.
    Abetaia estava deserta
    No dia seguinte, 22 de fevereiro de 1945, o jipe me deixou, logo cedo, em Abetaia, um ajuntamento de meia dúzia de casas destroçadas pelo canhoneio dos últimos quatro meses.
    Abetaia é um nome que iria ficar, definitivamente, na lembrança de todos os soldados da Força Expedicionária Brasileira. Ali, a partir de novembro do ano anterior, a FEB sofreu alguns dos seus piores instantes. E ali ficaram, para sempre, vinte e dois soldados brasileiros, atingidos mortalmente pelos alemães que atiravam em cima de Castelo.
    Durante muito tempo, Abetaia foi "terra de ninguém". Sua pequena população camponesa foi expulsa de suas casas, das quais só restam, agora, ruínas. Noite e dia, durante meses seguidos, patrulhas brasileiras e alemãs ali se defrontavam em combates violentos.
    Na noite do dia 20 de fevereiro, véspera do definitivo ataque a Monte Castelo, o segundo-tenente Cleber Gomes Ferreira, da 6ª Companhia do 1º Regimento de Infantaria, recebeu ordem de executar uma tarefa difícil e penosa: com os trinta e oito homens da sua companhia, ele teria que ocupar Abetaia, tão próxima da vanguarda alemã. Seria, aquela, uma operação diversionista, uma manobra visando fazer com que os alemães acreditassem que o ataque brasileiro partiria dali, de Abetaia.
    À meia-noite do dia 20, o tenente Cleber começou a deslocar-se com seus homens e, logo depois, chegavam a Abetaia. "Esperamos um choque com os nazistas, sempre atentos. Mas Abetaia estava deserta".
    Ainda assim, os homens tinham que caminhar com muita cautela, devido às minas. Uma pisada em falso na grama dos lados, ou a imprudência de recolher alguma coisa que os alemães haviam deixado, muitas vezes, de propósito, poderia significar a morte.
    E deram sua vida pela pátria
    Depois que o ataque a Monte Castelo chegou ao fim, às 17h30 do dia 21, o tenente Cleber pôde executar a tarefa específica para a qual fora designado: recolher os cadáveres dos soldados brasileiros, exatamente vinte e seis deles, que haviam tombado em Abetaia, quando do ataque frustrado a Monte Castelo, em 12 de dezembro de 1944.
    "Passamos toda a manhã recolhendo os cadáveres. Também encontramos alguns alemães mortos, mas seus cadáveres escondiam armadilhas fatais. É que os nazistas defendiam a tese de que um deles, morto, ainda pode matar alguém."
    Fechando o cerco
    No dia 21, como já foi dito, os brasileiros fincaram pé no cume do Castelo; passaram a noite lá em cima, intensamente hostilizados pela artilharia alemã e, pela manhã, começaram a estender suas linhas de comunicação.
    A 23 de fevereiro, dois dias após a tomada de Monte Castelo, o Regimento Sampaio, e o 2º Batalhão do 11º Regimento de Infantaria, receberam a missão de se apoderar da região de La Serra, para desafogar as tropas norte-americanas detidas em La Possione e adjacências.
    A vitória brasileira de La Serra possibilitou à FEB apoderar-se da linha Roncovecchio-Seneveglio e, com isso, terminava a primeira fase do Plano Encore.
    Castelnuovo
    A 5 de março de 1945 teve lugar o combate para a captura de Castelnuovo. Tomaram parte, nesse assalto, o 1º Batalhão do 6º Regimento de Infantaria; o 1º Batalhão do 11º Regimento de Infantaria; e o 2º Batalhão do 11º Regimento de Infantaria. Naquele mesmo dia, Castelnuovo era tomado.
    A 10 de março, a Divisão brasileira recebia nova tarefa, transferindo-se para a bacia do Panaro, numa extensão de quase quinze quilômetros.
    Em Montese, trinta e quatro mortos
    A ação ofensiva desencadeada contra o maciço de Montese se realizou a 14 de abril de 1945, tendo sido dirigida do alto do Observatório de Sassomolare. A operação estava integrada pelas seguintes divisões: 1ª Divisão de Montanha, comandada pelo major-general George P. Hays; 1ª Divisão blindada, sob o comando do major-general Vernon Pritchard; 34ª Divisão de Infantaria, comandada pelo major-general John Coulter; e 1ª Divisão de Infantaria Expedicionária (Força Expedicionária Brasileira), sob o comando do general Mascarenhas de Morais.
    A primeira tropa brasileira que chegou a penetrar em Montese, ainda no dia 1º de abril [portanto, 14 dias antes], foi um pelotão pertencente ao 1º Batalhão do 11º Regimento de Infantaria. Mas os combates para a conquista da importante posição se desenrolaram até o dia 18 de abril de 1945, quando finalmente Montese foi conquistada, conquista que custou aos brasileiros 34 mortos, 382 feridos e 10 extraviados.
    A FEB faz vinte mil prisioneiros
    A 22 de abril, estava em poder das tropas brasileiras toda a parte oriental do médio Panaro, após a conquista de Zocca.
    E, finalmente, no dia 28, teria lugar um dos mais importantes feitos de toda a campanha da FEB na Itália: a rendição da 148ª Divisão alemã, o restante da 90ª Divisão Blindada alemã e da Divisão Bersaglieri Itália, que integravam o 14º Exército alemão, num total de cerca de 20 mil prisioneiros, entre soldados e oficiais. (Durante toda a campanha da Itália, a FEB fez 20.753 prisioneiros.)
    A 148ª Divisão Panzer, comandada pelo general Fretter Pico, rendeu-se aos brasileiros em Collechio-Fornovo, entre Milão e Alessandria, após demoradas tratativas entre o comando alemão e o então tenente-coronel Nelson de Melo, comandante do 6º Regimento de Infantaria, negociações essas que tiveram início na madrugada do dia 28 de abril, e que só terminaram com a conseqüente rendição, às 11 horas do mesmo dia.

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    e para finalizar....


    COMBATE DE MONTE CASTELO
    21 Fev 1945
    (Figura 1)
    1. AMBIENTAÇÃO
    Perdurava, em Fev 1945, enorme saliente inimigo apoiado nos Montes
    Apeninos, coincidente com a área de responsabilidade do IV C Ex (EUA) que
    a 1ª Divisão de Infantaria Expedicionária (1ª DIE) integrava. Ocupava aquelas
    alturas dos Apeninos, entre o rio Panaro e a Rodovia 64, o XIV Exército Alemão.
    Isto impedia o uso da Rodovia 64 - trecho PORRETA TERME-BOLONHA, pelo
    V Exército (EUA) para abastecer cinco de suas dez divisões.
    2. SITUAÇÃO GERAL
    O V Ex (EUA) atribuiu ao seu IV Corpo, ao qual integravam a 10ª Divisão de
    Montanha (EUA) e a 1ª DIE (BRASIL), a missão:
    Atacar alturas dos Montes Apeninos, divisoras das águas dos rios RENO e
    PANARO, para eliminar ou reduzir o saliente alemão nelas apoiado.
    3. SITUAÇÃO PARTICULAR
    A 1ª DIE (BRASIL), segundo a primeira fase do Plano Encore teria a seguinte
    missão:
    Conquistar MONTE CASTELLO em íntima ligação com a 10ª Divisão de
    Montanha (EUA) que atacaria paralelamente, à sua esquerda, na direção
    BELVEDERE-MONTE DE LA TORRACIA.
    Apd5-2
    A Manobra da 1ª DIE foi assim planejada:
    - Ataque principal sobre Monte Castelo, a cargo do Regimento
    Sampaio (1ª RI), reforçado por dois pelotões de CC (EUA), 1ª Cia do 9º BE (para
    remoção de minas e acompanhamento) e fogos de apoio direto dos 1º e 2º
    Grupos de Artilharia 105 mm, reforçados pelas companhias de obuses 105, do
    11º RI e Regimento Sampaio;
    - Ataque secundário limitado a cargo do 2º Batalhão, do 11º RI (S.
    João Del Rey), para cobrir o flanco direito do ataque principal;
    - Defensiva no restante da frente, a cargo do 6º RI (Caçapava);
    - Reserva da 1ª DIE:
    - 11º RI (menos o 2º Batalhão); e
    - Esquadrão de Reconhecimento Mecanizado.
    - O 9º BE, menos a 1ª Cia, foi encarregado de reparar e conservar as
    rodovias de interesse da operação;
    - Os 4º Grupo e 3º Grupo (menos uma Bia), realizariam ações de
    conjunto;
    - As Comunicações deveriam estabelecer três eixos de comunicações
    com a tropa atacante.
    Para melhor assegurar o comando da operação, o Cmt da 1ª DIE (Gen
    MASCARENHAS), instalou-se em seu PC Avançado e destacou, para dar
    assistência ao comandante do ataque principal, o Gen ZENÓBIO DA COSTA
    (Cmt da ID) e seu E-3, o tenente-coronel Castelo Branco.
    4. COMBATE DE MONTE CASTELLO
    Às 05:30 h de 21 Fev, teve início o ataque a MONTE CASTELO, pela 1ª DIE,
    após conquistados nos dois dias anteriores, pela 10ª Div Montanha (EUA), as
    alturas de BELVEDERE GORGOLESCO e MAZZANGANA. A última, com
    auxílio de aviões da Força Aérea Brasileira.
    Aquelas alturas flanqueavam a via de acesso a MONTE CASTELO, a cargo
    da 1ª DIE.
    A 10ª Div Montanha (EUA) foi detida face à reação apresentada pelos
    alemães em MONTE DELLA TORRACIA.
    Apesar disso, a 1ª DIE prosseguiu para seu objetivo com perfeita coordenação
    entre os ataques principal e secundário e modelar apoio de fogo proporcionada
    pela A D. Fogo preciso e concentrado que transformou MONTE
    CASTELO num vulcão e mereceu de um adversário a seguinte expressão: “As
    concentrações de Artilharia aqui em MONTE CASTELO eram de arrebentar os
    nervos de qualquer um”.
    Apd5-3
    Após 12 horas de combate, o Regimento Sampaio conquistou MONTE
    CASTELO após ser fixado pelo 3º Batalhão (FRANKLIN) e desbordado pelo 1º
    Batalhão (UZEDA).
    O ataque secundário, apoiado pelos fogos do 3º Grupo de Artilharia,
    avançou na direção de ABETAIA e assegurou cobertura ao ataque principal, em
    virtude da ameaça representada pela cota 884.
    A conquista de MONTE DELLA TORRACIA foi acelerada pela conquista de
    MONTE CASTELO, que passou a ameaçar, de flanco, aquele objetivo da 10ª
    Div de Montanha (EUA).
    5. TÓPICOS PARA DISCUSSÃO
    Discutir o Combate de Monte Castelo, à luz da manobra e seus elementos,
    e dos princípio de guerra.
    - Figura nº 1 -
    6. UMA SOLUÇÃO
    a. Manobra e seu elementos
    1) Objetivo: Conquistar MONTE CASTELO.
    Apd5-4
    2) Forma: Ofensiva - Defensiva.
    - Parte Ofensiva - Central;
    - Penetração.
    - Parte Defensiva - Defesa em Posição.
    3) Direções: Paralelas, dos ataques principal e secundário.
    4) Repartição de Meios:
    - Ação Principal (Ataque principal sobre o MONTE CASTELO):
    - Regimento Sampaio (1º RI);
    - 2 Pel CC (EUA);
    - 1ª Cia Eng/9ª BE, em reforço;
    - 1º e 2º Grupos de Artilharia 105, em apoio direto, reforçados por
    duas Cia de obuses 105, dos 1º RI e 11º RI.
    - Ações Secundárias: - Ataque Secundário a cargo do 2º Btl do 11º RI,
    com apoio de fogos de uma Bia do 3º Grupo;
    - Defesa do restante da frente, a cargo do 6º RI.
    - Reserva: - 11º RI (S. João Del Rey), menos o 2º Btl;
    - Esquadrão de Cavalaria.
    5) Amplitude: Tática.
    6) Comando: Centralizado.
    7) Desencadeamento: Ações simultâneas
    b. Princípios de Guerra
    1) Objetivo: Conquista de MONTE CASTELO, ponto chave da ruptura
    das defesas alemãs nos Apeninos, entre os vales do RENO e MARANO.
    2) Surpresa: Não caracterizada.
    3) Massa: Regimento Sampaio reforçado por 2 Pelotões de CC (EUA),
    1ª Cia/9º BE e apoio direto de fogos dos 1º e 2º Grupos de Artilharia 105,
    reforçados por duas Cia 105 do Regimento Sampaio e 11º RI.
    4) Economia de Meios: 2º Batalhão, do 11º RI, no ataque secundário; 6º
    RI na defensiva, no restante da frente; e 2 Grupos de Artilharia, menos uma Bia,
    em apoio ao conjunto.
    5) Ofensiva: Deslocamento do Regimento Sampaio para MONTE CASTELO,
    mantendo a iniciativa das ações e ali impondo sua vontade ao inimigo,
    Apd5-5
    auxiliado pelo eficiente apoio dos carros de combate, da engenharia de
    acompanhamento e dos grupos em apoio direto. Prosseguimento para o
    objetivo, após ser a unidade vizinha detida.
    6) Manobra: Deslocamento do Regimento Sampaio, com rapidez e
    segurança, para colocar-se em posição vantajosa relativamente ao objetivo,
    conquistado através de um desbordamento realizado no âmbito do próprio
    regimento (1 BI fixando e o outro desbordando).
    7) Segurança: Pelas informações colhidas sobre o terreno e inimigo,
    através de patrulhas e outros meios. Pelo dispositivo: Ação principal coberta à
    esquerda pelo ataque da 10ª Div Montanha dos EUA e à direita pelo ataque
    secundário, reserva forte e defensiva no restante da frente.
    8) Simplicidade: Manobra simples - Um ataque principal, um secundário
    e defensiva no restante da frente. Ordens claras e precisas entendidas por todos
    os executantes.
    9) Unidade de Comando: Perfeita coordenação e ligação entre 1ª DIE e
    a GU vizinha (10ª Div Montanha dos EUA). Coordenação e comando propiciados
    pelos três eixos de comunicações estabelecidos, e mais, a presença de
    representantes categorizados do comandante da 1ª DIE, o general Zenóbio da
    Costa e o E/3 da 1ª DIE, tenente-coronel Castelo Branco, junto ao PC do
    Regimento Sampaio, e em estreita ligação com o comandante da 1ª DIE, em
    seu PC Avançado.
    Nenhum Cmt subordinado tomou iniciativa comprometedora da unidade
    de comando.



    ufa! acabou... eu acho!

  18. #17
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    Originalmente enviada por Sgt_Lewiz
    Trincheiras... uma chatice... de repenter rolava um gas mostarda e vc nem ai..morria...rs
    Trincheiras eram foda...

    A BaTAlha de Bulge foi feita quase que desta forma.
    Avança, para, avança mais um pouco.

    Na 1ª guerra ainda existia o "conceito medieval" de lutas em campos...

    As baixas civis eram menores.

    Sugiro que assista "Adeus a Inocência" adaptação do classico em preto e branco "Sem novidades no front". creio que dessa história que tenha saido a ideia da PÁ no DoD.
    meu professor de historia tava falando desse negocio de usa a pá..
    ele disse ke era muito dificil o kara pegar e acertar o kara com a baioneta quando o combate era mto perto, entao eles pegavam e afiavam a pá para esse tipo de combate, quando kara invadia a trincheira eles davam pazadas nele :P
    nao sei se ta certo,
    mas foi assim ke ele explico..

  19. #18
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    Bela iniciativa National Kid!!!

    Qto mais cultura no forum melhor!!!

  20. #19
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    Originalmente enviada por National Kid
    Por que o Brasil entrou na Segunda Guerra Mundial?

    O principal motivo que levou o Brasil a entrar na Segunda Guerra Mundial pode ter sido de ordem econômica, ou seja, o atual presidente, Getúlio Vargas, teria declarado guerra à Alemanha por intermédio dos Estados Unidos que teriam pago uma grande quantia ao chefe de estado brasileiro. Você deve está se perguntando por que os Estados Unidos queriam aliados para a luta? Pois é, outra vez e como sempre será, motivo econômico. Os norte-americanos tinham emprestado dinheiro para países da Europa. Com medo de que esses países caíssem nos domínios do então ditador Hitler, fato que levaria ao não pagamento dessa dívida, os Estado Unidos buscou aliados.
    A desculpa dada por Vargas por ter declarado guerra aos alemães foi um possível ataque submarino à costa brasileira. Farsa! A história volta a repeti-se como na guerra do Paraguai onde a Inglaterra fez o papel de incentivador para derrubar um país que não dependia economicamente dela e o índice de analfabetismo era quase nulo.


    Getúlio Vargas junto do então presidente dos Estados Unidos, Roosevelt.

    Achei MUITO BOM os textos da Primeira e Segunda Guerras (lí tudo), mas achei que essa parte: Por que o Brasil entrou na segunda guerra ficou meio tendenciosa, no meu entendimento o Brasil deveria ter entrado muito antes, e outra melhor o EUA ter pago ao Presidente para agente entrar do que a Alemanha, pois um páis que tem um povo como o nosso não pode ficar sentado olhando o Hitler e Mussolini brincarem de deus. Não sei se fois você que escreveu esse texto, mas essa é a minha opnião. Ainda mais por que a Argentina estava ajudando a Alemanha, aí que tinhamos que ter aproveitado e invadido a Argentina e acabado com a raça desses indios que pensam que são europeus.

    Mas achei jóia mesmo!

  21. #20
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    Originalmente enviada por eC | LucasArts
    "...aí que tinhamos que ter aproveitado e invadido a Argentina e acabado com a raça desses indios que pensam que são europeus..."

    Me poupa, mano!

  22. #21
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    q cabeça de bagre.. querendo invadir a Argentina!!!

    pra vcs que nao sabem, a influencia do nazismo e dos movimentos de extrema-direita estava cada vez mais forte no Brasil (vide Integralismo), e o Getulin até simpatizava com o governo do Adolfim... enquanto isso aposicao politica ida era neutra... mas o roosevelt sabia que se o rommel consegfuisse tomar a Africa, iria invadir as americas justamente pelo Brasil (alias, por Natal/RN, exatamente de onde eu to escrevendo isso :P). por isso, eles resolveram pagar o dinheirao la pro Getulim, e instalaram uma base aerea bem aqui em Natal... e na epoca tinha treinamentos constantes da populacao contra bombardeios, forçavam blackouts e acendiam holofotes, tudo isso preparacao pro ataque alemao...

    mais aih, o Patton destruiu as Afrika Korps, e acabou-se o risco pro Brasil...

    invadir a argentina.. pode essa?

  23. #22
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    Originalmente enviada por S0LAR
    q cabeça de bagre.. querendo invadir a Argentina!!!

    pra vcs que nao sabem, a influencia do nazismo e dos movimentos de extrema-direita estava cada vez mais forte no Brasil (vide Integralismo), e o Getulin até simpatizava com o governo do Adolfim... enquanto isso aposicao politica ida era neutra... mas o roosevelt sabia que se o rommel consegfuisse tomar a Africa, iria invadir as americas justamente pelo Brasil (alias, por Natal/RN, exatamente de onde eu to escrevendo isso :P). por isso, eles resolveram pagar o dinheirao la pro Getulim, e instalaram uma base aerea bem aqui em Natal... e na epoca tinha treinamentos constantes da populacao contra bombardeios, forçavam blackouts e acendiam holofotes, tudo isso preparacao pro ataque alemao...

    mais aih, o Patton destruiu as Afrika Korps, e acabou-se o risco pro Brasil...

    invadir a argentina.. pode essa?
    É verdade, o alto oficialato simpatizava muito com o exercito alemão.

    Saiu no Jornal local uma reportagem de campos de concentração para alemãe e italianos em Santa Catarina (e no Brasil) tbem....

  24. #23
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    Originalmente enviada por S0LAR
    q cabeça de bagre.. querendo invadir a Argentina!!!

    pra vcs que nao sabem, a influencia do nazismo e dos movimentos de extrema-direita estava cada vez mais forte no Brasil (vide Integralismo), e o Getulin até simpatizava com o governo do Adolfim... enquanto isso aposicao politica ida era neutra... mas o roosevelt sabia que se o rommel consegfuisse tomar a Africa, iria invadir as americas justamente pelo Brasil (alias, por Natal/RN, exatamente de onde eu to escrevendo isso :P). por isso, eles resolveram pagar o dinheirao la pro Getulim, e instalaram uma base aerea bem aqui em Natal... e na epoca tinha treinamentos constantes da populacao contra bombardeios, forçavam blackouts e acendiam holofotes, tudo isso preparacao pro ataque alemao...

    mais aih, o Patton destruiu as Afrika Korps, e acabou-se o risco pro Brasil...

    invadir a argentina.. pode essa?

    Meu Deus! Vcs levam tudo a sério mesmo! E pq vcs ficaram tão putos? São argentinos? uehauehuaheuahuehauehuaheauehaue MEU DEUS !

    Obs. Cabeça de Bagre é a senhora sua Mãe.

  25. #24
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    Só pra voltar pra primeira página!

  26. #25
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    Os estado-unidenses ameaçaram boicotes de nossos produtos e participações, chantagearam juros e afins pra gente entrar na guerra...

    Eua sux a lot

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