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  1. #26
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    Originalmente enviada por Schutzstafell
    Tem uma coisa interessante :
    Na finlandia , existe uma tradição , que as pessoas desde pequenas caçam bastante , desde cedo...
    Meu pai ja foi atirador das forças armadas brasileiras e representou o Brasil no campeonato mundial na Finlandia...Conquistou o 13o lugar no ranking mundial tendo uns 290 kra disputando o campeonato.
    Adivinha quem foi campeão ? Os finlandeses não so porque estavam em casa mais porque os caras são bons de tiro desde pequeno. Não é a toa que ao recuar alemães , finlandeses e austriacos deixavam snipers em lugares estrategicos e avançados. Vide o resgate do soldado ryan ...
    A mesma coisa com o pessoal que veleja , se voce for notar , nos paises baixos , qualquer animal tem um barco e todos eles velejam muito bem , não é a toa que até um tempo atras eram os melhores do mundo. Isso eu posso chamar de CULTURA desses povos e suas tradições...

    []'s
    schutz
    pode crê, eh bem isso ae
    só p curiosidade, meu pai foi sniper da Polícia do Exército na época daditadura aqui no Brasil

  2. # Publicidade
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  3. #27
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    Apenas um detalhe q li nos posts ... se o finlandes matou 500 num terreno q ele conhecia , entao ele nao é tao melhor q o Vassili, pq as batalhas do Vassili foram em terreno desconhecido pra ele e ainda pelo q é documentado o melhor sniper axis foi at lá pra pega-lo e moleu ...

    AI FICA MINHA DUVIDA É MELHOR QUEM MATOU 500 EM SEU TERRENO OU QUEM MATOU 400 EM TERRENO DESCONHECIDO ?

  4. #28
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    Originalmente enviada por Schutzstafell
    Tem uma coisa interessante :
    Na finlandia , existe uma tradição , que as pessoas desde pequenas caçam bastante , desde cedo...
    Meu pai ja foi atirador das forças armadas brasileiras e representou o Brasil no campeonato mundial na Finlandia...Conquistou o 13o lugar no ranking mundial tendo uns 290 kra disputando o campeonato.
    Adivinha quem foi campeão ? Os finlandeses não so porque estavam em casa mais porque os caras são bons de tiro desde pequeno. Não é a toa que ao recuar alemães , finlandeses e austriacos deixavam snipers em lugares estrategicos e avançados. Vide o resgate do soldado ryan ...
    A mesma coisa com o pessoal que veleja , se voce for notar , nos paises baixos , qualquer animal tem um barco e todos eles velejam muito bem , não é a toa que até um tempo atras eram os melhores do mundo. Isso eu posso chamar de CULTURA desses povos e suas tradições...

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    certissimo, tdo tem um pq, outro exemplo é o brasil, e os eua... brasil, todo lugar , desde pequeno, mlkda joga bola e pah, e eua basket, por isso somos oq somos no futebol, e eles no basket... naum tem como naum ser, com tanta insistencia, e pratica do esporte assim... o mesmo acontece com os finlandeses... se todo mundo atira desde pequeno, obvio q a porcentagem e probabilidade de facilidade com tiro é muito maior doq a de seus rivais...

  5. #29
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    parabéns biel. tudo indica q vc será um grande gay no futuro!

    Assim a bravura e a audácia de um único atirador, atrasou em meses o domínio daquela região,..e em apenas um mês as perdas vermelhas no vale do Kollaa triplicaram.
    ae já é exagero heaAEhUAeo

  6. #30
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    Originalmente enviada por - R O T A -
    pode crê, eh bem isso ae
    só p curiosidade, meu pai foi sniper da Polícia do Exército na época daditadura aqui no Brasil
    nossa ! q rox tio rotinha! hehehe

    rox mesmo

  7. #31
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    olha ai u verdadeiro vassili zaitsev =P (retirado du msm topico du snipa finlandes lah)


  8. #32
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    Originalmente enviada por BlacK-NinjA
    olha ai u verdadeiro vassili zaitsev =P (retirado du msm topico du snipa finlandes lah)


    Chuta que é macumba

  9. #33
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    Originalmente enviada por LuCiFeR =D
    Chuta que é macumba
    sai pra la Jocelyn gatao
    Hell reloaded

  10. #34
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    topicos como esse merecem destaque no forum !


    UP !


    []'s
    Schutz

  11. #35
    zup
    zup está offline
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  12. #36
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    hehe

    Se é verdade que o Major Konig foi pra Stalingrado pra matar o Vassili, pra mim mesmo que o Vassili tenha o matado como foi no filme e nas histórias ele era muito mais esperto e tinha várias armadilhas.
    Acabei de ler aqui sobre ele no link que mandaram ai e no filme Circulo de Fogo é o que acontece mais ou menos...
    Vassili teve que sacrificar 2 homens pra matá-lo que seriam Danilov e outro sniper como diz num site ai, e no filme só Danilov foi sacrificado...
    No caso Major Konig não sabia que tinham mais homens com Vassili, depois de ter acertado a testa de alguém a 200 +- no escuro podia ser qualquer um se não o próprio Vassili.

  13. #37
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    http://www.snipercentral.com/snipers.htm#WWII

    nesse site no ranking deles sobre a Segunda Guerra..o Simo Hayha é o 1º sniper no nº de kills.....e o Vassili está em 12º entre os snipers.....

  14. #38
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    Re: hehe

    Originalmente enviada por khazmodan
    Se é verdade que o Major Konig foi pra Stalingrado pra matar o Vassili, pra mim mesmo que o Vassili tenha o matado como foi no filme e nas histórias ele era muito mais esperto e tinha várias armadilhas.
    Acabei de ler aqui sobre ele no link que mandaram ai e no filme Circulo de Fogo é o que acontece mais ou menos...
    Vassili teve que sacrificar 2 homens pra matá-lo que seriam Danilov e outro sniper como diz num site ai, e no filme só Danilov foi sacrificado...
    No caso Major Konig não sabia que tinham mais homens com Vassili, depois de ter acertado a testa de alguém a 200 +- no escuro podia ser qualquer um se não o próprio Vassili.
    O outro amigo de Vassili chamava-se Kulikov....mas os dois não foram sacrificados pelo Vassili....pelo menos é o que eu li...!!!!!

    ESTE TRECHO TIREI DE UM SITE SOBRE A VIDA DE VASSILI
    "No terceiro dia quem o acompanhou foi o camarada comissário Igor Danilov, que acreditando ter avistado o alemão levantou-se e levou um tiro no ombro. Zaitsev queria saber aonde o major estava escondido e sobre isso William Craig relata no livro "Inimigo nos portões" que "para testar sua teoria, Zaitsev pôs uma luva em um pedaço de madeira e a exibiu, tendo esta imediatamente recebido um tiro, quando após esse momento Zaitsev verificou e percebeu que König estava abaixo de uma chapa de ferro".

    Após muito tempo de espera com a sua paciência de siberiano, Vassili finalmente estava pronto para abater o nazista, quando então seu amigo Kulikov deixou a amostra um capacete do Exército Vermelho e Konig atirou e veio a verificar se Zaitsev estava morto, mas pelo ressentimento de ter seu amigo Danilov atingido e sua namorada Tania Tchernova ferida por uma mina atirada pelos nazistas, Zaitsev com todo o ressentimento e sede de justiça esperou o major chegar perto e disparou a bala de seu Moisin-Nagant diretamente em sua cabeça. Thorvald estava morto e o camarada Vassili apanhara então seu rifle K-98 como troféu do duelo. Este foi um dos mais épicos episódios de sua vida. "

  15. #39
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    [QUOTE]Originalmente enviada por Brüggmann
    o cara era bom memo...
    esse nagant eh aquele rifle japonês...naum eh??

    pros curiosos

    Mosin Nagant é Russo.

    Os rifles japones são

    Type 99


    Type 30


    Type 33


  16. #40
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    Originalmente enviada por RAMPAGE
    nossa ! q rox tio rotinha! hehehe

    rox mesmo
    pois eh...afu mesmo...ele naum fala mto do assunto hehehe "pq será?"
    eu atiro desde os 6 anos em razão disso uahauhauhauhauha

  17. #41
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    [QUOTE]Originalmente enviada por Sgt_Lewiz
    Originalmente enviada por Brüggmann
    o cara era bom memo...
    esse nagant eh aquele rifle japonês...naum eh??

    pros curiosos

    Mosin Nagant é Russo.

    Os rifles japones são

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    vlw

  18. #42
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    Re: Re: hehe

    Originalmente enviada por FAB_k4m1k4ze
    O outro amigo de Vassili chamava-se Kulikov....mas os dois não foram sacrificados pelo Vassili....pelo menos é o que eu li...!!!!!

    ESTE TRECHO TIREI DE UM SITE SOBRE A VIDA DE VASSILI
    "No terceiro dia quem o acompanhou foi o camarada comissário Igor Danilov, que acreditando ter avistado o alemão levantou-se e levou um tiro no ombro. Zaitsev queria saber aonde o major estava escondido e sobre isso William Craig relata no livro "Inimigo nos portões" que "para testar sua teoria, Zaitsev pôs uma luva em um pedaço de madeira e a exibiu, tendo esta imediatamente recebido um tiro, quando após esse momento Zaitsev verificou e percebeu que König estava abaixo de uma chapa de ferro".

    Após muito tempo de espera com a sua paciência de siberiano, Vassili finalmente estava pronto para abater o nazista, quando então seu amigo Kulikov deixou a amostra um capacete do Exército Vermelho e Konig atirou e veio a verificar se Zaitsev estava morto, mas pelo ressentimento de ter seu amigo Danilov atingido e sua namorada Tania Tchernova ferida por uma mina atirada pelos nazistas, Zaitsev com todo o ressentimento e sede de justiça esperou o major chegar perto e disparou a bala de seu Moisin-Nagant diretamente em sua cabeça. Thorvald estava morto e o camarada Vassili apanhara então seu rifle K-98 como troféu do duelo. Este foi um dos mais épicos episódios de sua vida. "
    Pensa bem, não sei se esse Major Konig era realmente um Diretor da escola de Snipers em Zossen como diz no filme Circulo de Fogo, creio eu que essa história seja um tanto imbecil, um senhor Sniper que ele devia ser nunca ele iria revelar sua posição em troca de acertar a mão de alguém como ele diz, nem mesmo um capacete, quem iria colocar a cabeça a toa assim pra tomar tiro na testa?
    No filme você vê que ele tem truques, iria ele cair no próprio truque? Eu acho dificil...

  19. #43
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    sacha

    Outra coisa que não vi em lugar nenhum é se aquele garotinho que foi morto o Sacha realmente existiu e se ele realmente foi morto por alemães...
    Gostaria de saber isso também...

  20. #44
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    Re: Re: Re: hehe

    Originalmente enviada por khazmodan
    Pensa bem, não sei se esse Major Konig era realmente um Diretor da escola de Snipers em Zossen como diz no filme Circulo de Fogo, creio eu que essa história seja um tanto imbecil, um senhor Sniper que ele devia ser nunca ele iria revelar sua posição em troca de acertar a mão de alguém como ele diz, nem mesmo um capacete, quem iria colocar a cabeça a toa assim pra tomar tiro na testa?
    No filme você vê que ele tem truques, iria ele cair no próprio truque? Eu acho dificil...
    Segundo o q consta o q Danilov colocou foi a ponta da kbça msm ... dai a certeza do Konig d ter acertado o Vassili ...

    E, CURIOSIDADE MATA ...

  21. #45
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    Re: Re: Re: hehe

    Originalmente enviada por khazmodan
    Pensa bem, não sei se esse Major Konig era realmente um Diretor da escola de Snipers em Zossen como diz no filme Circulo de Fogo, creio eu que essa história seja um tanto imbecil, um senhor Sniper que ele devia ser nunca ele iria revelar sua posição em troca de acertar a mão de alguém como ele diz, nem mesmo um capacete, quem iria colocar a cabeça a toa assim pra tomar tiro na testa?
    No filme você vê que ele tem truques, iria ele cair no próprio truque? Eu acho dificil...
    Eu achei esse texto aqui interessante:
    "Na verdade existe uma grande dúvida se o Major Erwin König/Heintz Thorvald existiu de fato e se eram a mesma pessoa. Esta dúvida existe porque Erwin König. só aparece e muito na propaganda russa, mas não encontramos nenhuma documentação na Alemanha as respeito dele. Tanto Erwin König quanto Heintz Thorvald eram nomes alemães bem comuns na época da guerra. É interessante observar que no registro de guerra russo o adversário de Vassili Zaitsev é chamado de Erwin König e nas suas memórias o atirador de elite o chama de Heintz Thorvald. Alguns dizem que o temível atirador de elite alemão foi fabricado pela imprensa soviética para representar o exército alemão, ou os atiradores de elite como um todo e que o objetivo do duelo era a de levantar o moral soviético.

    Os soviéticos diziam que Erwin König. era um rico caçador de veados da Bavária que foi enviado a Stalingrado apenas com a missão de abater Vasha (como também era conhecido Vassili), fato que comprovava sua fama até mesmo entre os soldados alemães, o que fazia dele um arcanjo para os soviéticos e demônio para os alemães. Ambos posicionados, o duelo entre o comunista pastor de ovelhas e o nazista caçador de veados seria um dos épicos episódios da batalha de Stalingrado, pois além de sua extensa duração foi marcado por momentos em que ambos estiveram próximos da morte, momentos em que a sorte esteve presente, em que a ânsia e a angústia estiveram presente nos corações daqueles que aguardavam os resultados daquele duelo, fossem civis ou militares, enquanto que com toda cautela, mas sobretudo com calma os atiradores souberam levar tal conflito.

    Uma das desvantagens de Vasha era o fato de que seus atos haviam sido observados, sendo levados ao conhecimento do Comando da Wermatch e conseqüentemente de König, que passou a caçar o atirador russo. O próprio Vasily Zaitsev fala a respeito do duelo:

    "A chegada do atirador nazista trouxe-nos uma nova tarefa: tínhamos de encontrá-lo, estudar os seus hábitos e métodos e esperar pacientemente o momento justo para um, somente um, tiro certeiro. Nos nossos abrigos, à noite, tínhamos discussões furiosas sobre o próximo duelo. Todo atirador apresentava as suas especulações e conjecturas extraídas da observação de cada dia das posições de vanguarda do inimigo. Discutíamos toda espécie de propostas e de apostas. Mas a arte do franco-atirador se distingue pelo fato de que, seja qual for a experiência que muita gente tenha, o resultado da luta é decidido por um dos atiradores. Ele enfrenta o inimigo face a face e de cada vez tem de criar, de inventar, de operar diferente. Não pode haver esquema para o atirador; um esquema seria suicídio.

    Ainda assim, onde estava o atirador de Berlim - perguntávamos uns aos outros. Eu conhecia o estilo dos atiradores nazistas pelo seu fogo e pela sua camuflagem e podia, sem dificuldade, distinguir os experimentados dos novatos, os covardes dos tenazes e resolutos. Mas o caráter do chefe da escola era ainda um mistério para mim. As nossas observações cotidianas nada nos diziam de definitivo. Era difícil decidir em que setor operava. Presumivelmente alterava a sua posição com freqüência e me procurava tão cuidadosamente quanto eu a ele. Então alguma coisa aconteceu. O meu amigo Morozov foi morto e Sheykin ferido por um fuzil com mira telescópica. Morozov e Sheikin eram atiradores experientes; muitas vezes saíram vitoriosos das mais difíceis escaramuças com o inimigo. Agora não havia mais dúvida. Tinham dado com o super-atirador nazista que que procurava. Pela madrugada saí com *Kulikov para as mesmas posições que os nossos camaradas haviam ocupado na véspera.

    (*Segundo informações Nikolay Kulikov, conheceu o major König na Alemanha durante a época do tratado de não-agressão. Acompanhando Vassili, Kulikov usou-se de binóculos para scannear as linhas inimigas quando estas travavam nas ruas batalhas e desferiam ataques contra as tropas soviéticas, sempre escondendo-se em prédios ou outras edificações.)

    Inspecionando as posições de vanguarda do inimigo, que havíamos passado muitos dias estudando e conhecíamos bem, nada encontrei de novo. O dia estava chegando ao seu termo. Então, acima de uma trincheira alemã surgiu inesperadamente um capacete, movimentando-se vagarosamente ao longo dela. Deveria eu atirar ? Não! Era um ardil; o capacete movimentava-se de modo irregular e presumivelmente estava sendo levado por alguém que ajudava o atirador, enquanto ele esperava que eu atirasse. - Onde estará escondido ? Perguntou Kulikov, quando deixamos a emboscada sob a proteção da escuridão. Pela paciência que o inimigo demonstrava durante o dia conjecturei que o atirador de Berlim estava aqui. Era necessário vigilância especial...

    Passou-se um segundo dia. De quem seriam os nervos mais resistentes ? Quem venceria ? Nikolay Kulikov, um verdadeiro camarada, também estava fascinado pelo duelo. Não tinha dúvida de que o inimigo ali estava diante de nós e eu estava ansioso pra que vencêssemos. No terceiro dia, o comissário político Danilov, também foi conosco para a emboscada. O dia rompeu como sempre: a luz ia aumentando de minuto a minuto e as posições inimigas iam sendo distinguidas com cada vez mais clareza. Travou-se batalha perto de nós, obuses silvavam acima de nós, mas, colados às miras telescópicas, mantivemos o olhar dirigido para o que acontecia à nossa frente. Lá está ele! Eu o indicarei para vocês! - disse, de repente, o comissário Danilov ficou excitado.

    Ele mal se elevou, literalmente por um segundo, mas sem cuidado, acima do parapeito, e isso bastou para que o alemão o atingisse e o ferisse. Esta espécie de disparo, naturalmente, só podia provir de um sniper experiente. Durante muito tempo examinei as posições inimigas, mas não pude descobrir o seu esconderijo. Pela velocidade com que disparara cheguei à conclusão de que o atirador estava em algum ponto diretamente à nossa frente. Continuei a observar. À esquerda havia um carro fora de ação e à direita uma fortificação solitária. Onde estava ele ? No carro ? Não, um sniper veterano não tomaria posição ali. Na fortificação, talvez ? Também não - a portinhola estava fechada. Entre o carro e a fortificação, numa faixa de terreno plano, havia uma chapa de ferro e uma pilha de tijolos quebrados. Estavam ali havia muito tempo e já nos acostumáramos a vê-las. Coloquei-me na posição do inimigo e pensei - que lugar melhor para um atirador ? Bastava apenas fazer um cavalete sob a chapa de ferro e chegar a ela durante a noite. Sim, ele estava certamente ali, sob a chapa de ferro, na terra-de-ninguém. Resolvi certificar-me. Pus uma luva na ponta de um pedaço de pau e a elevei. O nazista caiu nessa. Abaixei cuidadosamente o pedaço de
    pau na mesma posição e examinei o orifício aberto pela bala. Ela atingira diretamente pela frente; isto significava que o nazista estava debaixo da chapa de ferro.

    - Lá está o nosso atirador! - disse Kulikov, com a sua voz calma, do seu esconderijo perto do meu. Veio então o problema de atrair, ainda que fosse pelo menos parte da sua cabeça, para a minha mira. Era inútil tentar fazê-lo logo. Precisávamos de mais tempo. Mas eu pudera estudar o temperamento do alemão. Ele não abandonaria a boa posição que havia encontrado. Devíamos, portanto, mudar de posição.

    Trabalhamos durante a noite. Ficamos em posição pela madrugada. Os alemães atiravam contra os ancoradouros do Volga. A luz chegou com rapidez e ao raiar o dia a batalha cresceu de intensidade. Mas nem o troar dos canhões nem a explosão de bombas e obuses, nada nos poderia distrair do trabalho que tínhamos à mão. O sol se elevou no céu. Kulikov deu um tiro às cegas: tínhamos de despertar a curiosidade do atirador. Havíamos decidido passar a manhã à espera, pois poderíamos ser localizados pelo reflexo do sol nas nossas miras telescópicas. Após o almoço os nossos fuzis estavam na sombra e o sol brilhava diretamente sobre a posição do alemão. Na ponta da chapa de ferro alguma coisa brilhava: um pedaço qualquer de vidro ou uma mira telescópica ? Cuidadosamente, Kulikov começou, como somente podem fazê-lo os mais experimentados, a levantar o seu capacete. O alemão disparou. Por uma fração de segundo Kulikov se levantou e gritou. O alemão acreditou que finalmente apanhara o atirador soviético que vinha caçando havia quatro dias e levantou a cabeça de debaixo da chapa de ferro. Era com isso que eu contava. Fiz uma pontaria cuidadosa. A cabeça do alemão caiu para trás e a mira telescópica do seu fuzil K-98 ficou sem movimento, brilhando ao sol, até que a noite caiu..."

  22. #46
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    Originalmente enviada por Brüggmann
    o cara era bom memo...
    esse nagant eh aquele rifle japonês...naum eh??

    pros curiosos
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  23. #47
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    Re: Re: Re: Re: hehe

    Originalmente enviada por FAB_k4m1k4ze
    Eu achei esse texto aqui interessante:
    "Na verdade existe uma grande dúvida se o Major Erwin König/Heintz Thorvald existiu de fato e se eram a mesma pessoa. Esta dúvida existe porque Erwin König. só aparece e muito na propaganda russa, mas não encontramos nenhuma documentação na Alemanha as respeito dele. Tanto Erwin König quanto Heintz Thorvald eram nomes alemães bem comuns na época da guerra. É interessante observar que no registro de guerra russo o adversário de Vassili Zaitsev é chamado de Erwin König e nas suas memórias o atirador de elite o chama de Heintz Thorvald. Alguns dizem que o temível atirador de elite alemão foi fabricado pela imprensa soviética para representar o exército alemão, ou os atiradores de elite como um todo e que o objetivo do duelo era a de levantar o moral soviético.

    Os soviéticos diziam que Erwin König. era um rico caçador de veados da Bavária que foi enviado a Stalingrado apenas com a missão de abater Vasha (como também era conhecido Vassili), fato que comprovava sua fama até mesmo entre os soldados alemães, o que fazia dele um arcanjo para os soviéticos e demônio para os alemães. Ambos posicionados, o duelo entre o comunista pastor de ovelhas e o nazista caçador de veados seria um dos épicos episódios da batalha de Stalingrado, pois além de sua extensa duração foi marcado por momentos em que ambos estiveram próximos da morte, momentos em que a sorte esteve presente, em que a ânsia e a angústia estiveram presente nos corações daqueles que aguardavam os resultados daquele duelo, fossem civis ou militares, enquanto que com toda cautela, mas sobretudo com calma os atiradores souberam levar tal conflito.

    Uma das desvantagens de Vasha era o fato de que seus atos haviam sido observados, sendo levados ao conhecimento do Comando da Wermatch e conseqüentemente de König, que passou a caçar o atirador russo. O próprio Vasily Zaitsev fala a respeito do duelo:

    "A chegada do atirador nazista trouxe-nos uma nova tarefa: tínhamos de encontrá-lo, estudar os seus hábitos e métodos e esperar pacientemente o momento justo para um, somente um, tiro certeiro. Nos nossos abrigos, à noite, tínhamos discussões furiosas sobre o próximo duelo. Todo atirador apresentava as suas especulações e conjecturas extraídas da observação de cada dia das posições de vanguarda do inimigo. Discutíamos toda espécie de propostas e de apostas. Mas a arte do franco-atirador se distingue pelo fato de que, seja qual for a experiência que muita gente tenha, o resultado da luta é decidido por um dos atiradores. Ele enfrenta o inimigo face a face e de cada vez tem de criar, de inventar, de operar diferente. Não pode haver esquema para o atirador; um esquema seria suicídio.

    Ainda assim, onde estava o atirador de Berlim - perguntávamos uns aos outros. Eu conhecia o estilo dos atiradores nazistas pelo seu fogo e pela sua camuflagem e podia, sem dificuldade, distinguir os experimentados dos novatos, os covardes dos tenazes e resolutos. Mas o caráter do chefe da escola era ainda um mistério para mim. As nossas observações cotidianas nada nos diziam de definitivo. Era difícil decidir em que setor operava. Presumivelmente alterava a sua posição com freqüência e me procurava tão cuidadosamente quanto eu a ele. Então alguma coisa aconteceu. O meu amigo Morozov foi morto e Sheykin ferido por um fuzil com mira telescópica. Morozov e Sheikin eram atiradores experientes; muitas vezes saíram vitoriosos das mais difíceis escaramuças com o inimigo. Agora não havia mais dúvida. Tinham dado com o super-atirador nazista que que procurava. Pela madrugada saí com *Kulikov para as mesmas posições que os nossos camaradas haviam ocupado na véspera.

    (*Segundo informações Nikolay Kulikov, conheceu o major König na Alemanha durante a época do tratado de não-agressão. Acompanhando Vassili, Kulikov usou-se de binóculos para scannear as linhas inimigas quando estas travavam nas ruas batalhas e desferiam ataques contra as tropas soviéticas, sempre escondendo-se em prédios ou outras edificações.)

    Inspecionando as posições de vanguarda do inimigo, que havíamos passado muitos dias estudando e conhecíamos bem, nada encontrei de novo. O dia estava chegando ao seu termo. Então, acima de uma trincheira alemã surgiu inesperadamente um capacete, movimentando-se vagarosamente ao longo dela. Deveria eu atirar ? Não! Era um ardil; o capacete movimentava-se de modo irregular e presumivelmente estava sendo levado por alguém que ajudava o atirador, enquanto ele esperava que eu atirasse. - Onde estará escondido ? Perguntou Kulikov, quando deixamos a emboscada sob a proteção da escuridão. Pela paciência que o inimigo demonstrava durante o dia conjecturei que o atirador de Berlim estava aqui. Era necessário vigilância especial...

    Passou-se um segundo dia. De quem seriam os nervos mais resistentes ? Quem venceria ? Nikolay Kulikov, um verdadeiro camarada, também estava fascinado pelo duelo. Não tinha dúvida de que o inimigo ali estava diante de nós e eu estava ansioso pra que vencêssemos. No terceiro dia, o comissário político Danilov, também foi conosco para a emboscada. O dia rompeu como sempre: a luz ia aumentando de minuto a minuto e as posições inimigas iam sendo distinguidas com cada vez mais clareza. Travou-se batalha perto de nós, obuses silvavam acima de nós, mas, colados às miras telescópicas, mantivemos o olhar dirigido para o que acontecia à nossa frente. Lá está ele! Eu o indicarei para vocês! - disse, de repente, o comissário Danilov ficou excitado.

    Ele mal se elevou, literalmente por um segundo, mas sem cuidado, acima do parapeito, e isso bastou para que o alemão o atingisse e o ferisse. Esta espécie de disparo, naturalmente, só podia provir de um sniper experiente. Durante muito tempo examinei as posições inimigas, mas não pude descobrir o seu esconderijo. Pela velocidade com que disparara cheguei à conclusão de que o atirador estava em algum ponto diretamente à nossa frente. Continuei a observar. À esquerda havia um carro fora de ação e à direita uma fortificação solitária. Onde estava ele ? No carro ? Não, um sniper veterano não tomaria posição ali. Na fortificação, talvez ? Também não - a portinhola estava fechada. Entre o carro e a fortificação, numa faixa de terreno plano, havia uma chapa de ferro e uma pilha de tijolos quebrados. Estavam ali havia muito tempo e já nos acostumáramos a vê-las. Coloquei-me na posição do inimigo e pensei - que lugar melhor para um atirador ? Bastava apenas fazer um cavalete sob a chapa de ferro e chegar a ela durante a noite. Sim, ele estava certamente ali, sob a chapa de ferro, na terra-de-ninguém. Resolvi certificar-me. Pus uma luva na ponta de um pedaço de pau e a elevei. O nazista caiu nessa. Abaixei cuidadosamente o pedaço de
    pau na mesma posição e examinei o orifício aberto pela bala. Ela atingira diretamente pela frente; isto significava que o nazista estava debaixo da chapa de ferro.

    - Lá está o nosso atirador! - disse Kulikov, com a sua voz calma, do seu esconderijo perto do meu. Veio então o problema de atrair, ainda que fosse pelo menos parte da sua cabeça, para a minha mira. Era inútil tentar fazê-lo logo. Precisávamos de mais tempo. Mas eu pudera estudar o temperamento do alemão. Ele não abandonaria a boa posição que havia encontrado. Devíamos, portanto, mudar de posição.

    Trabalhamos durante a noite. Ficamos em posição pela madrugada. Os alemães atiravam contra os ancoradouros do Volga. A luz chegou com rapidez e ao raiar o dia a batalha cresceu de intensidade. Mas nem o troar dos canhões nem a explosão de bombas e obuses, nada nos poderia distrair do trabalho que tínhamos à mão. O sol se elevou no céu. Kulikov deu um tiro às cegas: tínhamos de despertar a curiosidade do atirador. Havíamos decidido passar a manhã à espera, pois poderíamos ser localizados pelo reflexo do sol nas nossas miras telescópicas. Após o almoço os nossos fuzis estavam na sombra e o sol brilhava diretamente sobre a posição do alemão. Na ponta da chapa de ferro alguma coisa brilhava: um pedaço qualquer de vidro ou uma mira telescópica ? Cuidadosamente, Kulikov começou, como somente podem fazê-lo os mais experimentados, a levantar o seu capacete. O alemão disparou. Por uma fração de segundo Kulikov se levantou e gritou. O alemão acreditou que finalmente apanhara o atirador soviético que vinha caçando havia quatro dias e levantou a cabeça de debaixo da chapa de ferro. Era com isso que eu contava. Fiz uma pontaria cuidadosa. A cabeça do alemão caiu para trás e a mira telescópica do seu fuzil K-98 ficou sem movimento, brilhando ao sol, até que a noite caiu..."
    Muito Loka essa historia velho o cara eh muito inteligente !!ele pensou em cada detalhe nao diexou nada passar isso que fez a diferenca entre eles no minimo descuido do alemao , ele pegou o cara . muito bom mesmo ... parabens kamikaze por ter pego essa historia muito legal mesmo da ateh vontade de ser sniper ... hahaha

  24. #48
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    Re: Re: Re: Re: Re: hehe

    Originalmente enviada por aCT.ReDWinG
    Muito Loka essa historia velho o cara eh muito inteligente !!ele pensou em cada detalhe nao diexou nada passar isso que fez a diferenca entre eles no minimo descuido do alemao , ele pegou o cara . muito bom mesmo ... parabens kamikaze por ter pego essa historia muito legal mesmo da ateh vontade de ser sniper ... hahaha
    Toda vez que eu leio essa historia eu me teletransporto pra dentro da cena....e fico aqui viajando....só pensando na cena....a paciencia do Vassili....e tal....!!!!

  25. #49
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    hehe

    Texto legal, mas foi o que eu disse, ele nunca ia cair no próprio truque do capacete e muito menos revelar a própria posição em troca de acertar um pedaço de pau com uma luva, o que representaria uma mão em sua mira.

  26. #50
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    Re: hehe

    Originalmente enviada por khazmodan
    Texto legal, mas foi o que eu disse, ele nunca ia cair no próprio truque do capacete e muito menos revelar a própria posição em troca de acertar um pedaço de pau com uma luva, o que representaria uma mão em sua mira.
    mas foi uq aconteceu mesmo :/

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