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    mibr no O GLOBO --- Informática e Etc



    Profissão: jogador de Counter Strike
    Elis Monteiro

    Nelson Rodrigues cunhou a expressão “a seleção é a pátria de chuteiras”. Parafraseando o mestre, podemos dizer que “a seleção MIBR é a pátria de joystick e mouse”. A equipe de jogadores de Counter Strike (CS), formada por sete jovens integrantes, vai representar o país no que poderia ser chamado de “Olimpíadas de Games”: o Campeonato Mundial de Counter Strike, que será realizado essa semana, em Paris. A vitória pode render US$ 30 mil à equipe vencedora. Nada mau.

    Vencedor do qualify (etapa classificatória) nacional, que aconteceu em junho, em Brasília — e teve a participação de 36 equipes de 17 estados brasileiros — , o time “Made in Brasil” (MIBR) leva a sério o “esporte”. Tanto que treina numa lan house particular, no shopping Downtown, na Barra da Tijuca, Rio, tem patrocínio da empresa DBA e jogadores preparados que se dedicam em tempo integral aos treinamentos. Antes de embarcar para Paris, a equipe passou o fim de semana em Curitiba, no qualify para o campeonato de Dallas, que começa em 30 de julho. O torneio serviu de preparação para o grande alvo, que é o campeonato mundial na França.

    Detalhe: a lan house foi alugada pelo pai de um dos competidores (Rafael Velloso, o Pred), o empresário Paulo Velloso, dono da DBA. No espaço, ficam à disposição dos gamers 11 potentes micros Pentium IV 2,5GHz, 512Mb de RAM e placa GeForce 4Ti 4600, ideal para jogos. Como o time é composto por cinco titulares e cinco “reservas”, dez micros são usados para os treinos. O 11 é um servidor de rede.

    Escalação de campeões tem até um “gringo particular”

    Para formar uma equipe forte, os integrantes “roubaram” da concorrente G3X, de São Paulo, o jogador Carlos Henrique (Kiko), que se mudou para o Rio só para ficar perto dos companheiros. E, na internet, conheceram o norueguês Jonas Vikan, que veio passar uma boa temporada no país só para aumentar as chances da MIBR. Para Jonas, que tem emprego e namorada na Noruega, a experiência nos trópicos tem sido divertida, tanto que já pensa em fixar moradia por aqui.

    O capitão da equipe é o carioca Bruno Corassa, o “manager”: aquele que marca os treinos e fica de olho nos campeonatos mundo afora e também é o “gerente” no jogo:

    — Não fico controlando, mas penso nos campeonatos e fico por dentro do que está rolando lá fora — diz.

    E dá para viver jogando CS? Quem responde é o “atleta” Lucas Breve (o Banz), estudante carioca de direito:

    — Dá para se profissionalizar nisso, sim. Todos queremos viver disso, mas é meio que um sonho. Muitas equipes não têm nem patrocínio e elas gastam bastante dinheiro nas viagens — diz.

    Para Eduardo Chagas (o Eduzin), o mais difícil é o desconhecimento da existência do campeonatos, que acaba espantando a maioria dos patrocinadores em potencial:

    — E olha que a indústria de games é a mais llucrativa do mundo! — lembra.

    Campeonatos mundo afora: esporte levado a sério

    O campeonato mundial de CS na França é organizado pela Electronic Sports World Cup (ESWC), espécie de Fifa dos games. Mas durante o ano vários campeonatos são realizados ao redor do mundo. A organização Cyber Athletic Professional League (CPL), por exemplo, promove dois torneios internacionais anualmente: o Summer, que acontece no verão americano, e o Winter, perto do Natal. Este ano, a idade mínima para as competições ainda é 17 anos, mas ano que vem só jogadores maiores de 18 anos poderão participar dos torneios.

    Em 2003, os campeonatos mais importantes de CS Strike serão o World Cyber Games (WGC), que acontecerá em 12 de outubro, na Coréia, e o CPL, de Dallas. Os campeonatos são transmitidos pela internet no mIRC e discutidos em fóruns espalhados pelo ciberespaço.

    Espécie de “cartola” da equipe, o pai do jogador Rafael Velloso, Paulo, se animou tanto com o talento dos meninos que acabou mergulhando no mundo do CS. Mesmo sem entender nadinha do game:

    — No começo não levava muito a sério, mas depois comecei a acompanhar os torneios pela internet, em tempo real, participava de bate-papos em fóruns espalhados pela rede e descobri que eles realmente levam esse negócio a sério. Passei a ser um incentivador — diz o “paitrocinador” Paulo, que já começa a pensar em fazer as malas para acompanhar os “meninos” no CPL de Dallas.

    Alguns títulos no currículo e disposição para vencer

    A equipe brasileira já conquistou o campeonato latino-americano, no Peru, competição organizada pela LG Eletronics em fevereiro de 2003, e ficou em 13 lugar no torneio de Dallas, em dezembro de 2002, parte do calendário da CPL que reuniu cem equipes de cinco jogadores e contou com a presença de dois mil expectadores.

    Na França, a equipe brasileira espera enfrentar as melhores do mundo, que estarão lá representadas pelos vencedores dos qualifys regionais. Ao todo, serão 37 times, sendo dez de mulheres. Os países com mais tradição no “esporte” conquistam mais vagas. Da França, serão quatro; da Suécia, três, dos quais um time é considerado o melhor do mundo: o SK (Schroet Komando).

    — Sabemos que o campeonato terá times muito mais fortes, mas queremos enfrentá-los, claro — diz Eduardo Corassa, irmão de Bruno e também integrante do MIBR.

    O Brasil ainda não é considerado um país forte no mundo do Counter Strike, mas já são cerca de 500 mil praticantes do game no país. Os times de maior expressão vêm de São Paulo, seguido pelo Rio. E, na internet, a rivalidade dá lugar ao companheirismo.

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    Parabéns AO O GLOBO, pela a reportagem ...
    É isso Brasil GO GO GO !!!

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  3. #2
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    Legal
    Boa sorte para eles!

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