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  1. #26
    Membro Avatar de drbohler
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    Citação Citando ]PF[.PhoeniX
    BRASIL = país dos impostos.

    Só de CPMF o governo arrecadou 30 bilhões de reais !!! Queria saber pra onde foi esse dinheiro todo, mas pensando bem acho melhor nem querer saber


    Ahh o Xbox360 vai ser comercializado aqui sim ! Por apenas R$3.000,00 !
    No Shoptime está por R$ 2.090,00 ou algo parecido. Mesmo assim é um absurdo!! Prefiro comprar um PC com um dinheiro desses.

    Todo esse dinheiro dos impostos vai para alimentar a vaca gorda que é o servidorismo público. O Estado tem de ser enxugado, por isso sou totalmente a favor da privatização. Tem muita coisa que não deveria ficar na mão do Estado, mas sim na iniciativa privada. Claro que o que não pode ocorrer é a privatização do jeito que ocorreu a Vale por exemplo. O que teve de gente que levou dinheiro nessa história!!!

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  3. #27
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    Esse valor do Shoptime, Americanas.com, Submarino, etc. é para o console importado legalmente.
    O valor de R$3000,00 é o preço da Microsoft para o Brasil.

    Isso mesmo, se vc comprar o vg importado de uma loja sai mais barato...

    Isso é Brasil

  4. #28
    Membro Avatar de S0ulR£aver
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    A alíquota de importação de 60% foi estabelecida no governo FHC.

    Como já disseram aí em cima, falar que o brasileiro paga mais barato nos jogos de PC do que alguém dos EUA é uma enorme burrice ou falta de senso, a realidade do brasileiro é bem diferente, e uma garfada de R$ 100 faz bem mais diferença no bolso do brasileiro do que US$ 50 no bolso de um americano.

  5. #29
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    Mas a MS não sei pq inventou de lançar aqui uma edição Super Premium, vem com 3 jogos (se cada um é 99R$, já são quase 300R$ a mais no preço final), ainda vem controle remoto e um faceplate a mais. Deve te junto embutido o preço da distribuição nacional e suporte local.

    A MS deve ter conseguido reclassificar o Xbox 360 de brinquedo pra informática, pq brinquedo importado cai imposto muito maior q produtos de informática. Num sei pra q bota esse imposto absurdo se não existem fabricantes nacionais dessas coisas.
    Última edição por all_blind_eyes : 10-11-2006 às 21:07

  6. #30
    Membro Avatar de svee
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    Citação Citando S0ulR£aver
    A alíquota de importação de 60% foi estabelecida no governo FHC.

    Como já disseram aí em cima, falar que o brasileiro paga mais barato nos jogos de PC do que alguém dos EUA é uma enorme burrice ou falta de senso, a realidade do brasileiro é bem diferente, e uma garfada de R$ 100 faz bem mais diferença no bolso do brasileiro do que US$ 50 no bolso de um americano.
    Americano gasta us$50 na lanchonete da faculdade, enquanto eu gasto R$100~120 em balada na vila olímpia.
    O dinheiro de um game pra um americano é trocado.

  7. #31
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    Citação Citando MrSatan2
    Agora quando posso eu compro os jogos originais para enaltecer o trabalho dos programadores.
    Concordaria contigo se as taxas não fossem tão absurdas. Tu deixar 45% do valor que pagou, praticamente metade do valor, na mão de uns vagabundos sem vergonha que só sabem roubar é f*da!
    Quem tem que lutar contra a pirataria não somos nós, mas sim as empresas que comercializam os jogos e o governo brasileiro! Nós somos vítimas, é a pura verdade!
    Eu vejo o mesmo problema nos CDs. Mesmo sendo um produto 100% nacional, eles vão muito caro pras lojas devido aos altos impostos. Daí o povo que ganha salário mínimo tem que atacar comprar direto dos piratas! O Governo Brasileiro é quem define o valor do salário mínimo. Só o Governo pode criar um plano de aumentar a renda per capita da população e não faz, porque está ocupado demais comprando Aerolulas importados enquanto o governo inglês compra aeronaves da Embraer.

    Fórmula milagrosa? Diminuam os impostos! O país vai crescer horrendamente! Já que o dinheiro que deveria ir pra saúde, educação e segurança para é no bolso dos desgraçados de Brasília.

    Apenas um exemplo: A cada R$ 1 de salário que tu paga pra um funcionário, adicione R$ 1 de taxa/impostos. Então, se um funcionário ganha R$ 1 mil, a empresa tem que desembolsar R$ 2mil. É certo isso?

    Citação Citando ]PF[.PhoeniX
    Ahh o Xbox360 vai ser comercializado aqui sim ! Por apenas R$3.000,00 !
    Aí vem a pergunta: por esse preço ele não será montado aqui, que nem a Nintendo fazia, e sim importado. Conclusão: dá na mesma!

    Eu quero ver o preço que o Wii vai ser vendido aqui. Tomara que a Nintendo monte ele aqui, daí vai sair bem mais em conta.

  8. #32
    Membro Avatar de Digaum-Spider
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    ótima matéria!
    Muito bom ter postado aqui!
    E esperar que UM DIA os impostos baixem aqui no Brazil zil zil é no mínimo ingenuidade demais...
    Brasil, o país dos impostos....
    Ridículo né Saber que quase metade do que vc tá pagando vai só pros impostos. E o pior é saber que desse valor, nem metade vai ser aplicado para o que deveria ser aplicado... A outra parte vai pro bolso de uns e outros, ou jatinho, ou sei lá o que mais

    []'s
    Última edição por Digaum-Spider : 13-11-2006 às 19:30

  9. #33
    Membro Avatar de Son of Satan
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    Até o importado legalmente da Submarino é mais barato que o preço oficial do Xbox360 aqui, lamentável isso.

    Depois a culpa é de quem compra pirata/muamba.

  10. #34
    Membro Avatar de drbohler
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    O pior é que não pagamos impostos absurdos somente de jogos. Esses dias comprei um aparelho de DVD para minha namorada do Submarino e fui ler a Nota Fiscal. 45% de imposto. Porra, metade do valor do produto, pouco mais de R$ 200,00 é puro imposto!!!

    Vc vai comprar uma bala no boteco da esquina, paga 10 centavos, quase metade é imposto.

    É por essas e outras que quero me mandar o quanto antes desse paiseco.

  11. #35
    Membro Avatar de Cardone
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    Citação Citando digaum2003 Ver mensagem
    ótima matéria!
    Muito bom ter postado aqui!
    E esperar que UM DIA os impostos baixem aqui no Brazil zil zil é no mínimo ingenuidade demais...
    Brasil, o país dos impostos....
    Ridículo né Saber que quase metade do que vc tá pagando vai só pros impostos. E o pior é saber que desse valor, nem metade vai ser aplicado para o que deveria ser aplicado... A outra parte vai pro bolso de uns e outros, ou jatinho, ou sei lá o que mais

    []'s
    Nosso querido presidente Lula já avisou que pretende aumentar os impostos para produtos considerados por ele "supérfluos"

    Como já disseram aqui antes: - "É lula de novo com a força dos boooobos !!!"

  12. #36
    Membro Avatar de Digaum-Spider
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    E Com certeza, pra um cara que disse que não gosta de ler e acha isso chato, um computador é algo supérfluo, e tudo relacionado a ele também.... portanto amiguinhos, vamos esperar os preços chegarem nos céus!
    E de onde vem os vales isso e vale aquilo com o que ele "compra" voto?
    O cara dá com uma mão e tira com outras 3... E o povão não vê isso. Deixa o homem trabalhar!
    É Foda!
    E ainda tem gente que bate o pé dizendo que ele é um cara que resolve o problema do Brasil, que vai fazer muito ainda pelo país... Só se for abrir ainda mais as pernas pro Hugo Chavez e Evo Morales (ou Moralez, nem sei como &#233 e deixar eles fodendo com o país... Porque na Venezuela a gasolina é tão barata? O petróleo de lá não sai dum buraco, do mesmo jeito que tiramos aqui? E o álcool? Porquê ainda está tão caro? E porque a gasolina aqui não pára de subir?
    E o jatinho de sei lá quantos milhões do cara?
    Aff, ridículo! Eu compro coisa "pirata" mesmo! E sonego o máximo de impostos que puder! Se eu pudesse fugir de IPVA, IPTU, IP sei lá o que, CPMF e afins, eu faria!
    Por enquanto só sei fugir de impostos de venda... E estou fazendo o máximo pra pular todos eles...
    Brasil fede, não o país em si, mas o que fizeram dele...

    []s
    Última edição por Digaum-Spider : 14-11-2006 às 10:19

  13. #37
    Suspenso
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    Olhem essa notícia fresquinha:

    São Paulo - Console de game carrega 50% de IPI e videopoker 20% no Brasil. Abragames pede redução tributária ao Ministério da Fazenda.

    Muitos consumidores de games devem se assustar com o valor sugerido para o novo console XBox 360, da Microsoft, que chega às lojas brasileiras em 1º de dezembro por 2.999 reais. Nos Estados Unidos, a versão premium do console, que será vendida em 60 lojas brasileiras, sai por 399 dólares.

    A razão para que o XBox 360 tenha um valor quase quatro vezes maior do que o praticado no mercado norte-americano se deve, basicamente, aos impostos aplicados aos videogames no País, informa a Associação Brasileira das Desenvolvedoras de Jogos Eletrônicos, Abragames.

    Antes de chegar às lojas brasileiras, os videogames carregam mais de 100% somente em taxas de tributação direta - 30% de Imposto de Importação, 50% de Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), 9,25% de PIS/Cofins e 18% de ICMS - informam a Abragames e um varejista do setor de brinquedos.

    A carga tributária, segundo um levantamento da Abragames, é a maior da América Latina e chega a superar as taxas aplicadas à importação de máquinas de videopoker no Brasil, categoria sobre a qual incidem 20% de Imposto de Importação e 20% de IPI, por exemplo.

    "Imagino que um videogame seja mais educativo do que um videopoker", comenta Andre Penha, vice-presidente de comunicação da Abragames. "É uma política tributária antiga, que buscava proteger a indústria nacional de consoles, na época da reserva de mercado", explica.

    Em 2005, o mercado brasileiro de games movimentou 100 milhões de dólares, sendo 18 milhões em produção local de jogos, tanto para microcomputadores como para dispositivos móveis. Os Estados Unidos movimentaram cem vezes mais - 10 bilhões de dólares - no mesmo ano.

    "Além de ajudar o Brasil a figurar nos mapas do mercado mundial de games, o fato de a Microsoft trazer o console para cá e investir em distribuição local, ainda gera uma redução de preços nos jogos", observa Penha.

    Segundo o executivo da Abragames, lembrando que os títulos para o console Xbox 2, que não chegou a ser vendido oficialmente no País, custavam 200 reais. Os títulos de catálogo do novo XBox 360 têm preço sugerido de 99 reais, enquanto os lançamentos devem sair por 159 reais.

    A pirataria de jogos, que chegou a tomar 90% do mercado brasileiro em 2004, também deve perder espaço com a oferta oficial do console. "Trazer o usuário de volta ao varejo é outro ponto positivo para a indústria nacional, já que muitas vezes é mais fácil encontrar um título no camelô do que em uma loja", compara Penha.

    Comemorar a ação local da Microsoft, entretanto, não é suficiente para tirar os consumidores do lado ilegal do mercado. Em agosto deste ano, Abragames entregou ao Ministério da Fazenda um plano sugerindo formas de reduzir a carga tributária sobre os videogames.

    "Apresentamos uma proposta para incentivar a indústria de jogos e a importação de consoles", informa Penha. Segundo ele, por enquanto, a proposta está em avaliação. Espera-se que, no próximo Natal, o barato dos gamers não saia tão caro.

    http://idgnow.uol.com.br

  14. #38
    UmK
    UmK está offline
    Suspenso
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    Citação Citando Spidey-BR Ver mensagem
    o pior é ver a reportagem comparando preço em real com preço em real.

    PORRA, quem compra jogo em dolar não recebe 350 reais por mês de salário

    nos EUA, a mto tempo a trás, eu sabia q o salário minimo era de 800 dolares.
    50 dolares pra quem recebe 800 é pouco. 100 reais pra quem recebe 350 é ABSURDO.
    só não acho que ganhador de salario minimo tem interesse nesse mercado...

  15. #39
    Membro Avatar de Digaum-Spider
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    Eu até pouco tempo atrás recebia 400 reais por mês e sempre fui viciado em games....
    Só que eu morava com meu pai.
    Desses 400 eu pagava minhas coisas, roupas, minha moto, etc, e não "sobrava" 100 conto pra mim comprar jogo original. Eu ia lá e comprava vários piratas e gastava 25, 40 conto...
    E hoje que eu ganho mais, também não compro jogo original porque acho ridículo os preços praticados nesse país... E nem venham com hipocrisia que assim eu estou ajudando a pirataria e bla bla bla... Vcs sabem muito bem que o valor que vai pra empresa que criou o jogo é minúsculo, como puderam ver aí em cima, a maior parte do que vc paga vai pros impostos... E quem fica com eles? Nós? Não! Os corruptos FDPs lá de cima...

    []'s

  16. #40
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    Esqueceram de falar da ganãncia dos próprios produtores. Eu sou bonzinho ein, se um jogo de ps2 custasse 99,999999 eu compraria original.kkkkkkk

  17. #41
    Membro Avatar de The Dog
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    Nice guys finish fights
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    Citação Citando impalaimpar2 Ver mensagem
    Esqueceram de falar da ganãncia dos próprios produtores. Eu sou bonzinho ein, se um jogo de ps2 custasse 99,999999 eu compraria original.kkkkkkk
    Esse leu o topico

  18. #42
    Suspenso
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    Impostos encarecem preço dos videogames no Brasil
    15/12/2006 - UOL

    O ano de 2006 foi marcado por importantes acontecimentos para a indústria de games nacional, em especial o lançamento oficial do Xbox 360. A chegada do videogame de nova geração, pelas mãos da própria Microsoft, representa um passo decisivo para um mercado que tenta mostrar sua cara ao mundo. Quase que simultâneo com os Estados Unidos, também chegou o Wii, importado oficialmente pela Latamel, empresa de origem panamenha que possui a representação da Nintendo no país.

    Provavelmente, muita gente ao se deparar com o preço do Xbox 360 nacional, que custa R$ 2.999 (nos Estados Unidos, sai por US$ 399) deve ter xingado a Microsoft e amaldiçoado o Bill Gates até sua 5ª geração. Com o Wii não é diferente: comercializado por US$ 250 no país de origem, nas prateleiras nacionais o aparelho custa R$ 2.400 - ou seja, por aqui, o Wii sai pelo equivalente a US$ 1090; o Xbox 360, por US$ 1360.

    Contudo, antes de culpar o fabricante ou a loja por um preço alto, é preciso entender como funciona a incidência de impostos sobre videogames no Brasil.

    Para começar, a moeda corrente é o dólar e muitos dos impostos incidem em cascata (um sobre o valor anterior, e não sobre o valor original), levando o preço às alturas. Por mais absurdo que pareça, a carga tributária que incide sobre os consoles é maior que as das máquinas de videopoker, bastante populares em bingos e bares.

    Quanto um videogame paga para entrar no Brasil

    Imposto de Importação (II) -28%

    De intenção protecionista, é um imposto federal que incide sobre a entrada de produtos estrangeiros em território nacional, evitando uma concorrência desleal com produtos fabricados no Brasil.

    ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) - 25%

    Imposto sobre operações relativas à circulação de mercadorias e sobre prestações de serviços de transporte interestadual, intermunicipal e de comunicação. Também é aplicado sobre a entrada de produto importado, seja por pessoa física ou jurídica, mesmo quando se trata de um bem para consumo ativo ou permanente do comprador.

    IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) - 50%

    A principal incidência é sobre mercadorias nacionais e estrangeiras que consistam na reunião de produtos, peças ou partes e da qual resulte um novo produto ou unidade autônoma.

    PIS (Programa de Integração Social) - 1,65%

    Pago pelas pessoas jurídicas, a grosso modo incide sobre bens adquiridos para revenda.

    COFINS (Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social) - 7,6%

    Tributo cobrado pela União para atender a programas sociais do governo federal.

    No final das contas, a carga tributária representa 257% do custo FOB ("Free on Board", termo utilizado para designar o preço original da mercadoria, livre de qualquer despesa relativa à exportação) para os consoles - no caso de games e portáteis, são 233% e 209%, respectivamente - e, vale lembrar, não estão computados custos com transporte, distribuição, margem de lucro da revenda etc). É um quadro que simplesmente não faz sentido, já que o governo não arrecada quase nada, pois a maioria do mercado corre na ilegalidade do contrabando.

    Existem cerca de 11 milhões de consoles no Brasil, mais da metade composta por aparelhos de menos de 32 bits. Embora não esteja presente oficialmente no Brasil, a Sony domina o mercado de consoles de ponta, com quase 1 milhão de Playstation 2 vendidos. Em 2005, 411 mil videogames foram vendidos no país, a esmagadora maioria formada por PlayStation 2, seguido pelo Nintendo DS e PlayStation, respectivamente.



    Devido ao alto custo dos impostos, 94% do mercado de consoles é cinza, termo utilizado para designar produtos legais vendidos como contrabando (ou seja, sem recolher impostos).

    Atualmente, existe um movimento embasado pela participação de grandes empresas da área, além de Abragames (Associação Brasileira das Desenvolvedoras de Jogos Eletrônicos) e Abes (Associação Brasileira de Empresas de Software), para tentar convencer o governo a rever os impostos. "As taxas atuais não fazem o menor sentido e o governo não ganha nada com elas", explica Marcelo Carvalho, presidente da Abragames. "Mas, para mudá-las existe uma certa burocracia e, como todos os segmentos reclamam de altos impostos, fica parecendo que esse é apenas mais um caso", completa.

    A idéia, em parte, é tentar repetir o modelo consagrado pelo México, atual líder do mercado de games na América Latina, onde o governo local aboliu todos os impostos. Com isso o país, que tem características semelhantes às do Brasil, estabeleceu-se como um território relevante para a indústria do entretenimento eletrônico.

    Procurados pelo UOL para falar sobre os consoles e a incidência de impostos no Brasil, a Nintendo não se manifestou até o fechamento da matéria, enquanto a Microsoft do Brasil não quer entrar na discussão do tema. A Sony, por sua vez, continua sem planos de lançar seus consoles em território nacional.

    Brasil tem potencial para ser gigante nos games
    15/12/2006 - UOL

    O Brasil tem pleno potencial para ser o maior mercado de games da América Latina, posição atualmente ocupada pelo México. De acordo com Daniel Cervantes, diretor da divisão de games e entretenimento da Microsoft para a América Latina, o Brasil ocupa a 15ª posição no ranking mundial de videogames, com 600 mil consoles vendidos anualmente. Ao lado de Rússia, Índia e China, o Brasil integra o BRIC, grupo de países extremamente atraentes para os negócios, devido a fatores como população acima dos cem milhões de habitantes, área geográfica extensa e PIB superior a US$ 500 milhões.



    Por que, então, a representatividade do Brasil é no mercado de jogos é tão baixa? Para começar, o fato de 94% dos consoles comercializados por aqui serem fruto de contrabando é um verdadeiro espantalho para as companhias estrangeiras. Que o diga a Sony, protagonista de uma situação que beira o estapafúrdio: tanto o PlayStation 2 quanto seu antecessor são extremamente populares no Brasil, mas por meios não-oficiais, o que faz a companhia praticamente desconsiderar a existência do setor, mesmo sendo líder local.

    As empresas nacionais de games tentam mudar essa situação junto ao governo: em agosto de 2006, a Abragames entregou ao Ministério da Fazenda um plano sugerindo formas de reduzir a carga tributária sobre os videogames. Por enquanto, a proposta está em avaliação.

    "Em caso de mudanças, acreditamos que o governo possa arrecadar cerca de R$ 2 bilhões em 5 anos", explica Marcelo Nunes de Carvalho, presidente da Abragames (Associação Brasileira de Desenvolvedoras de Jogos). É uma quantia bastante superior ao montante atual, mas mesmo assim convencer o governo a esse respeito tem sido uma luta árdua e inglória. Para efeitos comparativos, em média, o governo arrecada cerca de R$ 65 milhões, anualmente, com impostos sobre games e consoles, valor que é praticamente o mesmo há cinco anos e quase nulo quando comparado à projeção da Abragames.



    Para se ter uma idéia, caso as alíquotas para videogames do II (Imposto de Importação) e do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) fossem equivalentes às taxas que incidem nos PCs, dentro de 5 anos, poderiam ser geradas vendas de 5 milhões de consoles, reduzindo o mercado informal de maneira significativa, para 50% - contra os 94% atuais.

    Em relação aos games, revisão semelhante nas alíquotas teria um efeito igualmente benéfico: em 5 anos, 12,5 milhões de jogos - a imensa maioria para consoles de nova geração - seriam comercializados, diminuindo o mercado cinza de 80% para 40%.

    Candidato à potência


    Com condições comerciais favoráveis, o Brasil seria um dos principais mercados de games do mundo, acredita Luis Paredes

    Para Gerson Souza, diretor da Vivendi Games no país, a redução nas cargas tributárias e o combate à pirataria impactariam diretamente no custo de produção e de operação no Brasil, o que levaria a um aumento de vendas e à conseqüente redução no preço dos produtos.

    "Como mercado estratégico, o Brasil é que oferece as maiores expectativas de crescimento dentro da empresa, portanto ela continuará apostando e investindo no mercado local", diz Glauco Bueno, diretor da Atari no Brasil. "Os altos impostos criam uma barreira natural à chegada de empresas sérias e comprometidas com a legalidade e a criação de um mercado saudável para todos".

    Presente no país desde 1997, a Electronic Arts, maior companhia de games do mundo, está otimista em relação ao potencial do mercado, se efetuada uma revisão nas cargas tributárias. "Considerando a evolução de outras variáveis, como aumento da renda per capita, poderíamos levar a indústria de videogame a patamares de excelência internacional", afirma Guilherme Franco, diretor da EA Brasil.

    Em relação a instalar um estúdio de produção de games no país, todas as distribuidoras foram cautelosas. A própria Electronic Arts não têm planos à respeito, pelo menos a curto prazo: "É essencial ter um mercado desenvolvido para viabilizar a inserção da indústria brasileira de desenvolvimento no hall de potenciais provedores internacionais", diz Franco.

    Para a Atari, também se trata de um projeto a longo prazo, enquanto a Vivendi vê potencial, mas acha que ainda é cedo: "Os desenvolvedores brasileiros, de uma maneira geral, precisam provar a sua capacidade para que projetos passem a ser executados aqui", afirma Souza.

    Luis Pazos Paredes, gerente de marketing e entretenimento da Microsoft da América Latina, acredita que o Brasil tem plenas condições de retomar a liderança, por ter a maior população da América Latina e, em especial, por um fator: "O Brasil possui uma comunidade gamer surpreendente, mais ainda pelo fato de que, até agora, não havia nenhum console oficial no país. Ao combinar isso com a presença oficial dos videogames e com condições comerciais favoráveis, o Brasil seria um dos principais mercados de games do mundo".

    O que o México tem para ensinar

    Cerca de dez anos atrás, o Brasil era líder do mercado de games na América Latina, posição que perdeu aos poucos para o México que, em 2004, movimentou US$ 420 milhões no setor. Tanto sucesso, em grande parte, deve-se à política adotada pelo governo local, que aboliu os impostos para estimular o progresso.

    O México vem experimentando um crescimento anual superior a 30% e não apenas serve de local para a fabricação de consoles, mas conta com a presença oficial dos três videogames de nova geração: PlayStation 3, Xbox 360 e Wii, de Sony, Microsoft e Nintendo, respectivamente.

    "O mercado mexicano apresenta mais estabilidade que antes e nós acreditamos que se trata de uma oportunidade de crescimento incrível", disse Olivier Ernst, gerente da Ubisoft para o Canadá e América Latina, em outubro, quando a produtora francesa abriu um escritório por lá.

    A Electronic Games Show (EGS), realizada anualmente na Cidade do México, é o evento de games mais importante da América Latina, e costuma receber 30 mil visitantes a cada edição, com a presença das principais companhias da área.

    A EGS e a Ubisoft são dois exemplos de oportunidades que, diante de deslizes, o Brasil deixa escapar: a feira, após duas edições, não foi realizada no país em 2006 e está prevista para os primeiros meses do ano seguinte; já o escritório da Ubisoft, após alguns anos instalado em terras nacionais, foi desativado, diante do mercado pouco atraente - principalmente pela ausência dos consoles.

    Jogo original no Brasil: progressos significativos
    15/12/2006 - UOL


    Viva Piñata: jogo em português e lançamento simultâneo no Brasil

    Se por um lado ainda há muito o que fazer para ter consoles a preços justos no Brasil, ao menos em relação aos jogos os progressos são significativos: por aqui, um lançamento para PC não sai por mais de R$ 99, enquanto os títulos para o Xbox 360 ficam em R$ 159 (os games da própria Microsoft, no caso). Além disso, ambas as plataformas têm opções econômicas, com jogos antigos por preços menores. São valores equivalentes ao mercado internacional.

    No caso dos jogos para Wii e PlayStation 3, assim como todos para Xbox 360 que não são da Microsoft a história é outra. Para se ter uma idéia, um game para Xbox 360 importado diretamente dos Estados Unidos, dentro da carga tributária exercida no Brasil, sai por uma média de R$ 269 em lojas virtuais - sem o manual em português e a garantia do produto nacional.

    Qualquer paridade possível para o preço, no entanto, se desfaz quando entra em cena o jogo pirata. Um game ilegal para o Xbox 360 costuma sair por R$ 25, enquanto no PlayStation 2 grande parte dos DVDs custa mais em barato: R$ 10.

    Perfil do jogador brasileiro*

    92% são homens
    43% têm entre 19 e 30 anos
    71% jogam de uma a 20 horas por semana
    57% gastam, por mês, até R$ 50 com games

    * Pesquisa realizada pela Universidade Anhembi Morumbi, Agênciatrí[email protected] e pelo IBIC. Foram ouvidas 1500 pessoas.

    De acordo com pesquisa da Universidade Anhembi Morumbi, mais da metade dos jogadores gasta, em média, R$ 50 com games. Ou seja, é esperar pelo menos seis meses para ter um jogo original de R$ 269 ou comprar cinco títulos piratas, a cada 30 dias. Apesar da luta desleal, a Abes (Associação Brasileira das Empresas de Software) comemora resultados: em 1989, 91% dos softwares comercializados no Brasil eram piratas, número que caiu para 64% em 2005.

    Porém, ainda é um índice suficiente para afugentar boa parte das empresas de software e até mesmo de hardware - afinal, o modelo de negócios de Sony e Microsoft, por exemplo, passa pelas boas vendas de jogos, de forma a compensar o custo com a produção dos aparelhos. Mesmo aquelas companhias que atuam no país, certamente poderiam colocar muito mais produtos à disposição do consumidor, se o mercado ilegal não fosse tão vasto.

    Um fator que contribuiria para reduzir a pirataria de games seria a diminuição no preço do produto original - o que, invariavelmente passa por uma revisão nas cargas tributárias, tal qual prevista nos consoles. O mercado cinza, ou seja, de produtos originais importados ilegalmente, também compete com os jogos lançados oficialmente no Brasil, chegando a 80% do total, um pouco melhor que a situação dos consoles, cuja porcentagem do mercado cinza é de 94%.

    Enquanto uma mudança na carga tributária não acontece, o brasileiro joga como pode. E mesmo com preços proibitivos o mercado vem conseguindo pequenas mas importantes mudanças.

    O braço nacional da asiática Level Up!, por exemplo, iniciou operações em 2004 e, com "Ragnarök Online", seu principal produto, alcançou mais de 1,7 milhão de cadastros e picos de 20 mil usuários simultâneos. Hoje, a empresa conta com 9 produtos no Brasil, e ainda é apenas o começo: "O mercado ainda está em desenvolvimento e há um caminho longo a percorrer, mas vemos que há uma enorme aceitação aos jogos online, pelos números que temos obtido, portanto estamos otimistas em relação ao crescimento e consolidação da categoria", diz Julio Vieitez, gerente de marketing da Level Up!.

    Outro setor em plena expansão é o de jogos para celulares, pois há cem milhões de aparelhos no país, de acordo com a Anatel. "Acreditamos que, em 2 ou 3 anos, o número de celulares habilitados para games chegue a 30% do total, alcançando mercados como a Inglaterra, por exemplo", explica André Faure, gerente de marketing da Tec Toy Mobile, empresa que comercializa "Sonic", "Age of Empires" e outros jogos no Brasil.

    Os games online e para telefones celulares são apenas dois exemplos de áreas em que o país vai bem, dentro de um mercado que, mesmo diante das dificuldades, tem motivos para comemorar. E não são poucos.

    Conquistas brasileiras no mercado de games

    Electronic Arts, Vivendi Games, Atari e outras subsidiárias enraizaram um mercado de jogos para PC, com lançamentos e linhas econômicas;

    Predisposição do brasileiro à socialização, lan houses e um modelo econômico viável trouxeram dezenas de games online (MMOGs);

    Tec Toy Mobile, EA Mobile e companhias nacionais fortaleceram a produção e venda de jogos para celulares e dispositivos móveis;

    Presença oficial do Xbox 360 e da Nintendo, ainda que esta última seja via importadora;

    Mais de 55 produtoras instaladas, boa parte delas concentrada em criar advergames e jogos para celulares, exportando para o exterior;

    Dezenas de cursos de criação de games, entre graduação, pós-graduação, livres etc;

    Realização de feiras como a EGS, AGE e TGS, além do concerto Video Games Live e de eventos como Animecon e Anime Dreams;

    Imprensa especializada estabelecida, com dezenas de sites, publicações e até um canal de TV;

    O esporte eletrônico é uma realidade, com a participação de ciberatletas brasileiros nas principais competições ao redor do mundo;

    "Cultura gamer" colocou os jogos mais presentes no cotidiano das pessoas, como um estilo de vida difundido nas comunidades, eventos etc.

  19. #43
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    Cara, valeu pelo conteúdo!
    Isso aí basta pra mostrar pra galera que o nosso maravilhoso governo dá tapas na nossa cara e nós damos a outra face...
    Infelizmente a ilegalidade é uma necessidade hoje em dia.

    []'s

  20. #44
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    Citação Citando psycr0w Ver mensagem
    eu comprei battlefield 2, city of heroes, semana q vem to comprando só o dod: source e vou comprar quake wars e o bf 2142 tb!

    até o preço de 99 reais nao está tão exorbitante para quem pagou sabe-se lá quanto em um pc que rode esses jogos decentemente. Mas o valor de 99 reais deve ser praticado apenas corriqueiramente, em jogos que perdurem muitos anos, como foi com BF2.

    Agora você acha que eu pagaria 99 dolares para jogar Manhunt? Nada contra o game, mas...vcs entenderam.


    hehehehe c ainda nao compro o bf2142 nao compre...
    comprei piratao pra ve como q era e talvez compra o original , eh uma porcaria , c vc gosta do BF2 , NAO COMPRE o 2142, um dos piores games q eu ja vi , jogabilidade pessima e mta poluiçao visual , vc mal ve o adversario de tanta "tranqueira" e coisa q tem na frente...
    tem gente q via gosta , mais na minha opiniao eh PESSIMO

    ultimo jogo q eu comprei original foi o HL2 com cs: source e talz...
    dahora , valeu 99 reais.. mais fica comprando qq jogo merda por 99 conto nao vale

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