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  • VOTO FACULTATIVO

    76 79,17%
  • FIM DA REELEIÇÃO PARA CARGOS DO EXECUTIVO

    65 67,71%
  • ALTERAÇÃO NAS COLIGAÇÕES PARA A CÂMARA

    37 38,54%
  • FINANCIAMENTO DE CAMPANHA

    41 42,71%
  • VOTO DISTRITAL

    63 65,63%
  • ELEIÇÕES UNIFICADAS

    42 43,75%
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[PEC 352/2013] Reforma Política

  1. #1

    Padrão [PEC 352/2013] Reforma Política

    PEC 352/2013

    Saiba o que será discutido na comissão especial sobre a reforma política
    Comissão que discutirá mudanças foi instalada nesta terça-feira

    Parada há mais de um ano na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da reforma política deve, finalmente, entrar na pauta de discussões dos parlamentares. Uma comissão especial destinada a discutir o projeto foi instalada nesta terça.

    Sob o comando da oposição, com o deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ) na presidência, serão analisadas mudanças que vão fim da reeleição ao voto distrital. Um dos temas mais polêmicos está relacionado ao financiamento de campanha, cuja manutenção do sistema atual, que autoriza a contribuição de empresas privadas, está prevista no documento. Lideranças do Partido dos Trabalhadores (PT) defendem o financiamento público.

    — A pior coisa que pode acontecer pra democracia brasileira é essa continuidade (do financiamento privado). Não dá para confiar em uma política baseada em recursos de empresas — defende o cientista político Jairo Nicolau, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

    Já Benedito Tadeu César, cientista político da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), questiona a falta de critérios para o sistema de doações por empresas privadas. Ele considera duvidoso o fato de o documento prever uma legislação que estipule limites de arrecadação e gastos, mas não especifique quais serão eles:

    — Sem uma boa regulamentação, isso pode ser uma jogada política para manter o sistema atual. Vai ter uma lei, mas que lei vai ser essa? Por que não está definida? Falta discussão — avalia.

    Saiba o que será discutido na comissão especial sobre a reforma política:

    1. VOTO FACULTATIVO

    A PEC propõe que alistamento eleitoral continue obrigatório para os maiores de dezoito anos e facultativo para analfabetos, maiores de setenta anos e os maiores de dezesseis e menores de dezoito anos, mas o voto passe a ser facultativo.

    2. FIM DA REELEIÇÃO PARA CARGOS DO EXECUTIVO

    O documento sugere que sejam inelegíveis para os mesmos cargos, no período imediatamente subsequente, o presidente da República, os governadores de Estado e do Distrito Federal, os prefeitos e quem os houver sucedido ou substituído nos seis meses anteriores ao pleito.

    3. ALTERAÇÃO NAS COLIGAÇÕES PARA A CÂMARA

    Os partidos serão livres para adotar os critérios de escolha de coligações sem obrigatoriedade de vinculação, exceto para a eleição de deputados federais. Nesse caso, os partidos que se coligarem para a disputa terão de integrar, até o fim da legislatura que se seguir ao pleito, o mesmo bloco parlamentar na Casa.

    4. FINANCIAMENTO DE CAMPANHA

    A PEC propõe a manutenção do sistema atual, que permite financiamento de campanha público, através do fundo partidário, e privado, podendo contribuir pessoas físicas ou jurídicas. A mudança ficaria por conta da destinação da verba: não poderá mais ser repassada diretamente aos candidatos, mas aos partidos, que farão a distribuição. Além disso, a proposta prevê a criação de uma lei para regular as doações e as despesas com as campanhas de cada cargo eletivo.

    5. VOTO DISTRITAL

    O território dos estados e do Distrito Federal seria dividido em regiões para a disputa das vagas da Câmara dos Deputados. A partir daí, o processo seguir a lógica da proporção atual: o número de lugares distribuídos a cada partido dependeria do seu desempenho, com base na seguinte equação: votos obtidos divididos pelo resultado da divisão dos votos válidos pelo número de vagas. Para evitar a eleição de candidatos inexpressivos, os cargos só poderão ser ocupados por aqueles que obtiverem, no mínimo, 10% dos votos divididos pelo número de cadeiras. Caso o candidato não atenda o pré-requisito, assumirá o deputado com mais votos, independentemente da legenda.

    6. ELEIÇÕES UNIFICADAS

    A proposta quer unificar a data do pleito para todos os cargos. Assim, as votações a nível municipal, estadual e federal passariam a ocorrer no mesmo ano a partir de 2018. Caso a PEC seja aprovada, o mandato dos prefeitos e vereadores eleitos em 2016 terá duração de dois anos.

    http://zh.clicrbs.com.br/rs/noticias...a-4697686.html

    Mais informações, melhoria ou correções me informem.

  2. # Publicidade
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  3. #2

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    Financiamento de campanhas: modelos nos EUA, França e Grã-Bretanha geram polêmica
    O financiamento de campanhas eleitorais é um dos principais alvos da reforma política proposta pelo governo de Dilma Rousseff, depois da onda de protestos de junho no Brasil. O tema é polêmico no Brasil, mas também em diversos outros países, como Estados Unidos, Grã-Bretanha e França.
    http://www.bbc.co.uk/portuguese/noti...to_eleicoes_dg

  4. #3

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    Eleições unificadas naaaaooooo!!

    Ai meus dias de TRE...

  5. #4

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    Volto a repetir. Fim da reeleição é burrice. Não resolve em nada os problemas (ninguém lembra que antes da reeleição queimavam caminhões e mais caminhões de dinheiro para fazer o sec. de obras, o filho ou a primeira dama sucessores?) e pior, perderemos todas as vantagens que a reeleição traz. Prefiro reeleger um cara mediano do que eleger Celso Pita, Luiz Paulo Conde e Rosinha Garotinho. Façam me o favor!

    Outro absurdo é botar no mesmo balaio de gato cidades com até 50 mil habitantes com todo o resto. Em cidades pequenas o processo eleitoral deveria ser simplificado. Se quer discutir o fim da reeleição que seja só pra presidente.

    E absurdo ainda maior é unificar as eleições de 4 em 4 anos. Além da temerária quebra de continuidade, já que o país pararia de 4 em 4 anos pq trocariam tudo ao mesmo tempo, você teria o debate muito prejudicado!!! Imaginemos um pobre morador de São Paulo, tendo que decidir no meio do fogo cruzado da sanguinolenta campanha presidencial desse ano, mais disputa estadual encabeçada pelo Alckmin, mais a disputa do Haddad pela prefeitura e ainda teria que escolher um deputado federal, um deputado estadual, um vereador e 1 ou 2 senadores!!!! Ridículo.
    [Liar, Liar, Pants on Fire]
    [Papaleu Paes]
    -[Paes Paleu]-

  6. #5

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    Citação Citando Joke Ver mensagem
    O voto "já é" facultativo hoje.

    Foram 11mi de Nulo/Branco e 28mi de abstenções, 30% do eleitorado brasileiro.

    Eu pensava também que a obrigatoriedade era melhor para democracia, inclusive defendia aqui. Depois de ouvir um depoimento de um deputado e pesquisar esses números, percebi que é irrelevante a obrigatoriedade do voto.
    Um monte de pesquisa demonstra que voto facultativo contribui para a elitização da política.

  7. #6

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    Citação Citando Cheiro do Ralo Ver mensagem
    Um monte de pesquisa

    Pô, melhora essa referência, vai?
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  8. #7

  9. #8

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    Só vi boas coisas

    Impede que aquela dona e casa, que quando começa o noticiário na TV vai lavar prato alheia a tudo que ocorre de ir votar.

    E "elitizar" o voto... Sem comentários. O que vai impedir o pobre de votar também? Falta de interesse?
    Xeroque Rolmes: O IDH da União Soviéticaem 1990, antes do colapso, era 0.92, mais ou menos equivalente ao da Bélgica atualmente. LOL

  10. #9

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    Citação Citando Cheiro do Ralo Ver mensagem
    Um monte de pesquisa demonstra que voto facultativo contribui para a elitização da política.
    Me mostra 3 ou 4 desse " um monte de pesquisas"

    Vale em qualquer língua.

    To querendo entender isso mesmo, não é provocação.
    Campanha não quote trolls: Se você sabe que a ideia é ruim, rebata sem quotar (ou nem responda). Não dê verdinhas a quem quota ou responde troll. Não tente argumentar com quem só quer bagunçar a discussão, ajude as discussões a evoluir ignorando as tentativas de desviá-las para um bate-boca.

  11. #10

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    Ontem eu vi um americano dizendo que o voto obrigatório no estado dele (Colorado s nao me engano) aumentou o número de cadeiras dos republicanos. Parece que mudaram o sistema quando perguntaram sobre a liberação da maconha.
    No one has ambitions or morals, the only thing that they want is the imediate pleasures or quick money even if it means rotting your country or condemning your neighbor to misery.

  12. #11

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    Isso até o Sodoma podia ter escrito, Joke.

    Referências de verdade...
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  13. #12

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    Citação Citando tomsa2 Ver mensagem
    Pô, melhora essa referência, vai?
    Citação Citando Nickolovsk Ver mensagem
    Me mostra 3 ou 4 desse " um monte de pesquisas"

    Vale em qualquer língua.

    To querendo entender isso mesmo, não é provocação.

  14. #13

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    Citação Citando Cheiro do Ralo Ver mensagem
    Blz, uma entrevista com um acadêmico que analisou a questão é válida, mas cadê as pesquisas?
    Campanha não quote trolls: Se você sabe que a ideia é ruim, rebata sem quotar (ou nem responda). Não dê verdinhas a quem quota ou responde troll. Não tente argumentar com quem só quer bagunçar a discussão, ajude as discussões a evoluir ignorando as tentativas de desviá-las para um bate-boca.

  15. #14

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    Citação Citando Nickolovsk Ver mensagem
    Blz, uma entrevista com um acadêmico que analisou a questão é válida, mas cadê as pesquisas?
    Ora, um acadêmico fala com base em pesquisas, não? E o argumento segundo o qual os custos e incentivos para votar não são distribuídos de forma aleatória na sociedade me parece suficiente para entender o ponto. Basta pressupor que as pessoas agem de maneira racional tal qual se pressupõe por exemplo, na dinâmica entre oferta e demanda, inflação etc.

    Seja como for, os Estados Unidos são a evidência empírica disso há anos:



    E veja que este quadro se refere à eleição do Obama que conseguiu mobilizar consideravelmente o número de negros votantes. A disparidade antes era maior.

    A posição do PSDB e do Partido Republicano em relação ao voto facultativo não é a toa.
    Última edição por Cheiro do Ralo : 13-02-2015 às 10:27

  16. #15

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    Citação Citando Cheiro do Ralo Ver mensagem
    Ora, um acadêmico fala com base em pesquisas, não? E o argumento segundo o qual os custos e incentivos para votar não são distribuídos de forma aleatória na sociedade me parece suficiente para entender o ponto. Basta pressupor que as pessoas agem de maneira racional tal qual se pressupõe por exemplo, na dinâmica entre oferta e demanda, inflação etc.

    Seja como for, os Estados Unidos são a evidência empírica disso há anos:

    http://www.blazingcatfur.ca/wp-conte...te-by-Race.png

    E veja que este quadro se refere à eleição do Obama que conseguiu mobilizar consideravelmente o número de negros votantes. A disparidade antes era maior.

    A posição do PSDB e do Partido Republicano em relação ao voto facultativo não é a toa.


    Mas essa estatística não seria condizente com a composição racial da população dos EUA? Pelo que eu encontrei na wikipedia (http://en.wikipedia.org/wiki/Demogra..._and_ethnicity), esses números são o que eu esperaria encontrar. Estou errado?

  17. #16

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    Citação Citando Cheiro do Ralo Ver mensagem
    Ora, um acadêmico fala com base em pesquisas, não? E o argumento segundo o qual os custos e incentivos para votar não são distribuídos de forma aleatória na sociedade me parece suficiente para entender o ponto. Basta pressupor que as pessoas agem de maneira racional tal qual se pressupõe por exemplo, na dinâmica entre oferta e demanda, inflação etc.

    Seja como for, os Estados Unidos são a evidência empírica disso há anos:

    http://www.blazingcatfur.ca/wp-conte...te-by-Race.png

    E veja que este quadro se refere à eleição do Obama que conseguiu mobilizar consideravelmente o número de negros votantes. A disparidade antes era maior.

    A posição do PSDB e do Partido Republicano em relação ao voto facultativo não é a toa.
    Você baseou seu argumento em "monte de pesquisas" que apenas 1 sujeito falou?

    Ok, o argumento vale para os EUA, onde até o alistamento eleitoral é facultativo. E a experiência na França, Itália, Espanha, Portugal, Chile, Argentina e outros locais em que mostrei nesse post?

    Repito a tabela aqui:



    A fonte foi a Carta Capital (acho que não dá pra falar sobre PIG, não?) e os dados foram do International Institute for Democracy and Electoral Assistance (http://www.idea.int/).

    Pensei que era algo assim que vinha criticando o voto facultativo. Pesquisas, estudos de caráter científico.

    Infelizmente, até agora eu só vi o argumento "O brasil não está preparado para o voto facultativo".

    Isso sinceramente me soa como "o brasil não está preparado para a democracia". Argumento de defensor da ditadura militar esse aí. Democracia, como qualquer processo de aprendizado, envolve também tentativa e erro. Quem chega com muita certeza e impedindo a liberdade de escolha, na minha visão, é autoritário. E, na minha vida, o sujeito autoritário é a último a ser ouvido e o primeiro a ser ignorado.

    Mas, no aguardo de mais estudos. Se quiser pode procurar aí no IDEA, mas acho que a tendência mundial, nas democracias "sólidas", é voto facultativo.

    P.S.: Não é posição do PSDB ou do Partido Republicano(!?!?) o voto facultativo no brasil. É uma posição que eles podem ou não adotar. Tem mais gente, e gente séria, que adota essa posição. Descole a ideia de partidos, porque eles não são donos delas (ainda que tentem).
    Campanha não quote trolls: Se você sabe que a ideia é ruim, rebata sem quotar (ou nem responda). Não dê verdinhas a quem quota ou responde troll. Não tente argumentar com quem só quer bagunçar a discussão, ajude as discussões a evoluir ignorando as tentativas de desviá-las para um bate-boca.

  18. #17

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    Citação Citando Cheiro do Ralo Ver mensagem
    Ora, um acadêmico fala com base em pesquisas, não? E o argumento segundo o qual os custos e incentivos para votar não são distribuídos de forma aleatória na sociedade me parece suficiente para entender o ponto. Basta pressupor que as pessoas agem de maneira racional tal qual se pressupõe por exemplo, na dinâmica entre oferta e demanda, inflação etc.

    Seja como for, os Estados Unidos são a evidência empírica disso há anos:

    http://www.blazingcatfur.ca/wp-conte...te-by-Race.png

    E veja que este quadro se refere à eleição do Obama que conseguiu mobilizar consideravelmente o número de negros votantes. A disparidade antes era maior.

    A posição do PSDB e do Partido Republicano em relação ao voto facultativo não é a toa.

    Desculpa, não entendi o ponto.

    Você está dizendo que o o americano que vota em Republicano é elite? Não entendi direito qual a razão do quadro.. sério
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  19. #18

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    Citação Citando SalsaBr Ver mensagem
    Mas essa estatística não seria condizente com a composição racial da população dos EUA? Pelo que eu encontrei na wikipedia (http://en.wikipedia.org/wiki/Demogra..._and_ethnicity), esses números são o que eu esperaria encontrar. Estou errado?
    Você está certo. Na verdade, o gráfico certo seria o número de abstenções. A proporção de abstenção na população negra e mais pobre é muito maior do que a dos brancos. Vou citar alguns estudos abaixo que demonstram isso.

    Citação Citando Nickolovsk Ver mensagem
    Você baseou seu argumento em "monte de pesquisas" que apenas 1 sujeito falou?
    Outros cientistas políticos,

    Celso Roma:
    Spoiler:
    "O problema está em que a abstenção eleitoral atinge em maior grau grupos vulneráveis social e economicamente. Nos Estados Unidos, os mais privilegiados votam mais vezes. Cidadãos de baixa renda e pouca instrução se revelam sensíveis aos custos de votar, deixando de se fazerem presentes se há formalidade em excesso no registro voluntário do eleitor."


    Cícero Araújo:
    Spoiler:
    "O sr. alerta que, com o voto facultativo, os grupos marginalizados da sociedade tendem a participar menos das eleições e, com isso, perderem representação política. Por quê?

    Araújo — Esses grupos, por sua própria marginalização, já tendem a considerar que a participação política não faz muita diferença em suas vidas. Com a abstenção, essa percepção difusa apenas acaba reforçando a marginalização, pois a representação política tende a advogar ainda menos as causas dos que não participam."


    Renato Janine Ribeiro, um dos cientistas políticos mais renomados do Brasil:
    Spoiler:
    "Nos Estados Unidos, onde o voto é facultativo, não só a abstenção nas eleições tem sido bastante grande, como ela tende a se perpetuar nos mesmos grupos sociais e étnicos – basicamente, os dos discriminados socialmente, em especial os negros. Ora, segundo a discussão política que atualmente chega à própria mídia, esse fenômeno estaria agravando a desigualdade, na medida em que (1) os negros votam menos que os brancos, portanto (2) os eleitos procuram atender mais os interesses de seus reais eleitores do que os dos não-votantes, de modo que (3) a exclusão social dos negros aumenta e, com isso, (4) mantém-se ou se acentua a abstenção eleitoral dos negros. Temos assim um círculo vicioso da exclusão, piorada pelo caráter facultativo do voto.
    Na verdade, o que esse fenômeno mostra é que o voto facultativo não é apenas uma questão de foro íntimo ou de direito privado, mas algo que tem seu papel (perverso) no organizar a vida social. E note-se que me refiro a um debate norte-americano que não é mais só dos especialistas mas entra na mídia, pelo menos a de melhor qualidade, a dos quality papers que são os principais jornais da Costa Leste: ou seja, a opinião pública mais bem informada e formada começa a discutir o voto facultativo de uma maneira diferente da costumeira em nosso país."


    Achei uma revisão bibliográfica que cita um monte de estudos:

    Spoiler:
    “(Sinclair, 2004) that controlled for voting systems found a postive correlation between undervotes and race, as well as with other demographic variables. Sinclair and Alvarez studied votes in 2000 in Los Angeles County, which used only a punch card system. Bullock and Hood (2002, p. 990) considered the percentage of African American voters as a variable in their large N study of Georgia congressional districts and find that regardless of type of voting equipment, undervotes are more prevalent in areas with higher percentages of black voters, as well as in areas with concentrations of new voters and voters with lower levels of education. Like Tomz and Van Houweling, Herron and Sekhon (2005, 154) accept the body of research that links residual votes to race, citing a difference between white and black voters of sometimes more than 10 percent.Wattenberg et al. (2000, p. 241), studying intentional ballot rolloff, find a correlation between levels of rolloff and higher percentages of African American populations in 1992 and 1996 congressional district elections."


    Ok, o argumento vale para os EUA, onde até o alistamento eleitoral é facultativo. E a experiência na França, Itália, Espanha, Portugal, Chile, Argentina e outros locais em que mostrei nesse post?
    É bom lembrar que os Estados Unidos é composto por diversos Estados e esse padrão é observado de forma generalizada. Não se trata de um caso restrito, ao contrário.

    Salvo que todas essas sociedades são bem mais igualitárias do que o Brasil:

    O Chile é um caso interessante: tem um dos sistemas políticos mais fechados para a representação de grupos de esquerda e minoritários e novos atores políticos; legado do período de Pinochet. Assim, a população em geral já era desacreditada com a democracia, principalmente os mais pobres. Depois que mudou para o voto facultativo, a abstenção nas últimas eleições presidenciais foi de 60%. Bateu recorde.

    No mais, eu aposto que (como os outros cientistas políticos tem falado) o padrão de marginalização se repete na França e na Espanha; especialmente em imigrantes e filhos de imigrantes, pela razão que o Cícero Araújo disse: "Esses grupos, por sua própria marginalização, já tendem a considerar que a participação política não faz muita diferença em suas vidas.".

    Tanto é assim que a pauta dos imigrantes não é sequer defendida nem pelos partidos de esquerda de lá. Claro, eles não dão voto.

    Infelizmente, até agora eu só vi o argumento "O brasil não está preparado para o voto facultativo".

    Isso sinceramente me soa como "o brasil não está preparado para a democracia". Argumento de defensor da ditadura militar esse aí. Democracia, como qualquer processo de aprendizado, envolve também tentativa e erro. Quem chega com muita certeza e impedindo a liberdade de escolha, na minha visão, é autoritário. E, na minha vida, o sujeito autoritário é a último a ser ouvido e o primeiro a ser ignorado.
    Ao contrário, é justamente porque nossa democracia é jovem e temos uma sociedade extremamente desigual que temos que ter voto obrigatório durante muito tempo para a população como um todo aprender a importância da democracia, até chegarmos um dia no padrão escandinavo de igualdade e podermos relevar os efeitos que o voto facultativo tem para os setores mais marginalizados da sociedade.

    P.S.: Não é posição do PSDB ou do Partido Republicano(!?!?) o voto facultativo no brasil. É uma posição que eles podem ou não adotar. Tem mais gente, e gente séria, que adota essa posição. Descole a ideia de partidos, porque eles não são donos delas (ainda que tentem).
    Não dá para descolar a ideia de Partidos, eles tem muito peso na política e as opiniões deles são auto-interessadas.

    ps: Tenho amigo que faz doutorado em Ciência Política em Princeton e ele disse que estava sendo frequentemente chamado para falar de voto obrigatório no Brasil. Os cientistas políticos de lá já identificam que essa pode ser uma solução importante para diminuir a marginalização da população negra de lá, embora sejam descrentes de que o voto obrigatório possa um dia vigorar por lá.
    Última edição por Cheiro do Ralo : 14-02-2015 às 17:28

  20. #19

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    Citação Citando tomsa2 Ver mensagem
    Desculpa, não entendi o ponto.

    Você está dizendo que o o americano que vota em Republicano é elite? Não entendi direito qual a razão do quadro.. sério
    Eu disse que o eleitorado do Partido Republicano é majoritariamente branco e dos setores com mais renda. E o PSDB está indo para o mesmo caminho.

  21. #20

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    1. - A implantação do voto facultativo desobriga os cidadãos embargados por razões de consciência ou político-filosóficas a participar forçosamente do pleito eleitoral, o número pessoas que votaram em branco e nulo nos dão idéia de que estas pessoas não são poucas e que merecem ser contemplados por este direito. O princípio básico de escolha também contempla a opção de recusa à escolha, seja ela por qualquer motivo, todas as plenas democracias garantem isso, infelizmente não é o nosso caso.

    O coronelismo e o elitismo as são grandes endemias do processo eleitoral brasileiro, não me recordo de haver período de eleições sem recordar indícios de chantagem ou abuso de poder político-econômico, não será a instituição do voto facultativo o seu fator de ampliação.
    Última edição por sugar : 14-02-2015 às 12:07

  22. #21

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    2. - Na conjuntura atual tanto faz, queria mesmo era que votassem o limite de reeleição pro legislativo.

    3. - Mudança positiva, mas ínfima.

    4. - Tanto faz, ninguém vai respeitar as regras mesmo.

    5. - Não tenho informações suficientes para avaliar.

    6. - Proposta mais non-sense de todas, a alternância bianual de pleitos garante estabilidade a política. Só acho que deveriam mudar a data do pleito pra anos que não coincidam com a copa do mundo e as olimpíadas haha .

  23. #22

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    Citação Citando Cheiro do Ralo Ver mensagem
    Eu disse que o eleitorado do Partido Republicano é majoritariamente branco e dos setores com mais renda. E o PSDB está indo para o mesmo caminho.
    A questão racial é desvio de assunto seu. Não tem o que comparar culturalmente os EUA com o Brasil pelo histórico dos países, nem pela proporção negros e brancos.

    A questão de renda também é meio furado. Os estados mais ricos americanos (com classe média mais forte), com excessão do Texas, são democratas e não republicanos.

    Desculpa. Eu estava em dúvida, mas o dado que você colocou entao na sua tabela não tem nada a ver com a discussão mesmo, nem com as conclusões que a gente deveria tirar deles.

    Aliás o quadro em si é uma foto de uma janela em um momento qualquer. Se ele representasse a realidade, pela desproporção de votos, os EUA nunca teriam tido um presidente democrata.
    Última edição por tomsa2 : 14-02-2015 às 14:59
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  24. #23

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    Citação Citando tomsa2 Ver mensagem
    A questão racial é desvio de assunto seu. Não tem o que comparar culturalmente os EUA com o Brasil pelo histórico dos países, nem pela proporção negros e brancos.
    A exclusão com base racial é plenamente comparável nos dois países. Inclusive, é comparável a disposição social do eleitorado.

    A questão de renda também é meio furado. Os estados mais ricos americanos (com classe média mais forte), com excessão do Texas, são democratas e não republicanos.
    Nível de análise diferente - Estado mais rico ≠ de indivíduos mais ricos. Inclusive há diferenças entre regiões internas de cada Estado, regiões mais pobres costumam a votar nos democratas; regiões mais ricas costumam votar nos republicanos.

    Desculpa. Eu estava em dúvida, mas o dado que você colocou entao na sua tabela não tem nada a ver com a discussão mesmo, nem com as conclusões que a gente deveria tirar deles.
    Tem a ver com a discussão sobre a elitização promovida pelo voto facultativo. Soma-se a ele as outras informações que postei.

    Aliás o quadro em si é uma foto de uma janela em um momento qualquer. Se ele representasse a realidade, pela desproporção de votos, os EUA nunca teriam tido um presidente democrata.
    Pode procurar ai a composição do eleitorado estadunidense nas últimas 10 eleições, por exemplo. A lógica é a mesma.

    E o fato de negros votarem mais em democratas, tradicionalmente, não significa que todos os negros votam em democratas. Há ainda uma concepção importante para as mudanças no período eleitoral, os chamados eleitores médios ou indecisos: uma parte significativa do eleitoral que não tem preferência partidária e é convencida durante o processo eleitoral, pelas campanhas publicitárias, contexto econômico etc.

    Neste vídeo, o cientista político Alberto Carlos Almeida fala da correlação entre classe e preferência partidária e voto médio. Ele, inclusive, menciona o caso dos Estados Unidos, além da Alemanha, da França:

    edit: a partir do 7:40
    Última edição por Cheiro do Ralo : 14-02-2015 às 17:15

  25. #24

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    Ta aqui o motivo do pq eu não apoio e nunca vou apoiar financiamento de campanha com dinheiro privado

  26. #25

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    Citação Citando Mr.CITIZEN COPE Ver mensagem
    Ta aqui o motivo do pq eu não apoio e nunca vou apoiar financiamento de campanha com dinheiro privado
    http://tapatalk.imageshack.com/v2/15...6a5f409c40.jpg
    Não, você não apoia porque o partido disse pra não apoiar.

    Mas tudo bem, a gente finge que acredita que é opinião sua.

    Sobre a imagem/notícia: só mostra que o Lula é suscetível à realizar e receber lobby em favor de gente corrupta.
    Campanha não quote trolls: Se você sabe que a ideia é ruim, rebata sem quotar (ou nem responda). Não dê verdinhas a quem quota ou responde troll. Não tente argumentar com quem só quer bagunçar a discussão, ajude as discussões a evoluir ignorando as tentativas de desviá-las para um bate-boca.

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